Acorrentar-se ao céu
É acorrentar-se, todavia
Tornar-se amante da noite
Não é abrir mão do dia
Bondade e maldade
Existem, em comunhão
Em comunhão como noite e dia
Assim como verdade e hipocrisia
Ter fé não é buscar refúgio
É refugiar-se em si, ó solidão
Assim como busco a melancolia
Também o faço com a alegria
Acorrentar-se ao céu
É viver do inferno a tristeza
E no paraíso gargalhar
E jamais deixar...
A maior virtude do mal, é fazer com que as pessoas acreditem que ele não existe. Contos, poemas e imagens
quarta-feira, 11 de maio de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
A Bíblia Vampírica
Do Original em, inglês da Temple of the Vampire
Traduzido por Frater Oz
O Credo do Vampiro
Eu sou um Vampiro.
Eu adoro o meu ego e eu adoro minha vida, pois sou o único Deus que existe.
Eu tenho orgulho de ser um animal predador e eu honro meus instintos animais.
Eu exalto minha mente racional e não acredito que isso seja um desafio da razão.
Eu reconheço a diferença entre o mundo real e a fantasia.
Eu reconheço a fato de que a sobrevivência é a lei mais forte.
Eu reconheço que os Poderes da Escuridão escondem leis naturais através das quais eu posso fazer minha magia.
Eu sei que minhas crenças no ritual são uma fantasia, mas a magia é real e eu respeito e reconheço os resultados da minha magia.
Eu percebo que não há céu como não há inferno e vejo a morte como destruidora da vida.
Portanto eu tirarei o máximo proveito da vida aqui e agora.
Eu sou um Vampiro.
Curve-se diante de mim.
O Dragão Fala
Eu sou o teu eu mais profundo.
Eu contemplo por você um mundo de luzes e cores da escuridão atrás de teus olhos.
Eu alcanço através tuas mãos e com elas toco os suaves prazeres de teu vivente mundo.
Eu sou o mais antigo, o criador dos deuses.
Eu sou a mudança e o invariável.
E sempre que você olha fixamente nos olhos de outro, lá!
Eu olho de volta para você!
Eu sou a fonte de tudo que existe!
E aquele que se reconhece como sendo eu também se torna a fonte e é, realmente um feiticeiro.
E aquele que permite o fluxo de meu ser e que me reconhece pelos nervos de seu próprio corpo pode tocar e mudar tudo conforme a sua vontade, e é realmente mágico.
E minha magia draconiana é doce porque eu realizo todos os grandes desejos.
Nisso que tu chamas de sonho, eu reúno minhas forças.
Nisso que tu chamas de realidade, eu organizo meus sonhos.
Eu sou grandioso para todos aqueles que buscam meu ser e meu poder, pois sou o direito de buscar os teus próprios prazeres!
Eu sou o verdadeiro deus, o deus uno, o único deus que há.
Eu sou teu e tua arte é minha.
Sim, até mesmo meu símbolo é o espelho!
E saiba bem meu nome para através de nossa honra preferi-lo em todas as tuas ações.
Ai então será e permanecerá merecedor da
Minha magia draconiana.
O Chamado dos Deuses Não Mortos
A Comunhão Vampírica através de Ritual Mágico
Alcançar a Condição de Vampiro requer a atração e comunhão com os Não Mortos, esses Vampiros que já não entram na carne, mas são astralmente livres. Estes Deuses Não Mortos transcenderam as limitações do corpo físico e podem se comunicar e aparecer para aqueles que ainda têm corpos físicos vivos.
A realização efetiva da formação de um Vampiro Vivo, e até mais do que isso o entrar nos graus dos Deuses Não-Mortos após a morte do corpo físico, depende desta Comunhão com os Não-Mortos. São as intenções deles e os desejos deles que devem ser aceitos e satisfeitos.
Deixe agora a descrença de lado. Entre no mundo da fantasia sem preconceito. Para verdadeira magia acontecer o limite do que é real e irreal, possível e impossível deve ser quebrado em sua mente. A chave para a magia e a realização do poder mágico vem quando se permite que sua mente abrace a realidade de outros mundos.
Aqui você agora abre os Portais do Poder e chama os Deuses Não-Mortos pelo nosso ritual de da comunhão.
O Sacrifício.
No verdadeiro ritual mágico os Não Mortos são chamados para estarem presentes junto ao Vampiro Vivo com a finalidade de Comunhão. Atrair os Não Mortos para oferecer energia de força vital é a chave para um ritual mágico próspero. Mais adiante perceberá que só a força vital do Vampiro encarnado servirá para este propósito. Não acredite que sacrificando a vida de qualquer outro ser conseguirá qualquer propósito no ritual! Além disso, a destruição de uma vida física não serve para qualquer propósito e é um desperdiço de força vital. Tal desperdício provoca ira nos Deuses Mais Velhos Não-Mortos e pode, de fato, ganhar a cólera e o ódio deles. Nunca use assassinato humano ou animal de sangue em um ritual. Nunca desperdice comida. Nunca provoque a ira dos Não Mortos.
Ao mesmo tempo, o Vampiro Vivo próspero oferecerá suas próprias reuniões de força vital como um presente e uma tentação para chamar a atenção e a sede dos Não Mortos.
Na presença destes verdadeiros Deuses, o Vampiro Vivo gradualmente se transforma e eleva-se de corpo e alma, para o Estado definitivo de Vampiro. Embora seja relativamente raro que a condição imediata de Vampiro aconteça de uma vez, com pouca reunião de força vital isso não é desconhecido. Afinal, os Deuses Não Mortos fazem o que querem!
Assim, a melhor preparação para o ritual mágico é juntar força vital por esforço pessoal do que tentar um sacrifício de carne merecedor para oferecer aos Deuses Não Mortos.
A Câmara Ritual.
O Chamado dos Deuses Não-Mortos deve ser efetuada em uma área onde não será imunda e maculada pelos olhos de humanos fracos e profanos. Isto é assim não somente para proteger o Vampiro Vivo que não alcançou a imortalidade, mas também porque os Não-Mortos não serão atraídos na presença desses que estão cobertos com o fedor da mortalidade. Então, feche a porta e tranque-a. Lacre o lugar de seu Trabalho de todas as formas. Não deixe ninguém que não seja um Vampiro iniciado pela comunhão estar presente nem participar deste que é o mais sagrado de todos os atos de magia!
Mergulhe a câmara em escuridão. Se a câmara esta localizada à noite em uma área ao ar livre, isto é o bastante. Dentro de uma estrutura, natural ou artificial, reduza toda a iluminação para o mínimo de simplesmente duas chamas de velas negras ou vermelhas. Menos luz é melhor e trabalhar em escuridão absoluta é melhor ainda. Os Não Mortos acham a escuridão confortante e são atraídos por ela por muitas razões. Se mais luz é requerida para a leitura de notas durante um ritual de grupo, o uso de uma luz vermelha de baixa voltagem daquelas usadas em salas fotográficas pode servir sem danificar a atmosfera do ritual.
Símbolos do Ritual MÁGICO
Seu manto deveria fundir com a escuridão a sua volta. Venha aos Não-Mortos como verdadeiros feiticeiros e verdadeiras bruxas. Muitos se amortalharão em capas pretas e batas enquanto outros amortalharão seus corpos somente com a escuridão da própria noite. Em todo caso não use roupas que distraiam sua mente, pelo contrário; o objetivo dela e aumentar seu propósito. Jóias são uma opção de roupa, mas se você for usá-las não é do uso de sacerdócio nenhum ferro, as qualidades do ferro podem ofender os Deuses Não-Mortos. O uso do Crânio Alado de em um anel ou medalhão agrada os Não-Mortos e aumenta o poder do ritual.
Um altar é qualquer superfície para descansar alguns utensílios de magia cerimonial e deve representar a fundação firme da terra na qual nós movemos e vivemos. Quando possível, coloque o altar para o oeste e deveria ser drapejado com um pano preto. Sobre o altar, posicione um espelho ao nível dos olhos ou mais alto. O espelho age como um ponto visual de concentração e age freqüentemente como um portal para o astral. A batuta pode ser qualquer vareta de madeira ou metal (com exceção do ouro e do ferro). O propósito da batuta é ajudar o enfoque do testamento do celebrante. Velas oferecem luz quando preciso e devem ser pretas para simbolizar os poderes da escuridão ou vermelhas para simbolizar o sangue - a força vital. Incenso também pode descansar no altar. Mirra e outros odores tradicionais de funerais e morte são apropriados.
O cálice representa o corpo humano e neste trabalho tal taça deve ser preenchida com um pouco de líquido vermelho que o celebrantes reconheçam ter gosto agradável. Não importa o que é. O que é importante é que representa o sangue do a força vital do corpo.
A faca de cabo negro ou espada só é segurada pelo operador em rituais de grupo e vista como um símbolo da tomada de força vital (como uma arma) e como uma lembrança do papel predatório de cada Vampiro.
Podem ser usados especialmente bem tambores, chocalhos, sinos e gongos em uma cerimônia de grupo. Com equipamento de estéreo moderno o celebrante não precisa esperar para aproveitar o poder audível de um temporal. Porém, cuidado deve ser tomado para que as palavras do celebrante não sejam dominadas por outros sons. Um sino ou gongo de som penetrante também se faz necessário.
A Cerimônia Mágica em Grupo.
O Chamado dos Não-Mortos sempre possui mais poder em um grupo devido ao aumento de energia vital disponível para o sacrifício. Em qualquer ritual de grupo é necessário que só um celebrante conduza os Sete Passos do Ritual enquanto os outros apóiam o celebrante como uma congregação formal. Entretanto um ritual solitário é preferível se qualquer uma das partes do trabalho em grupo não possui real valor de propósito.
Os Sete Passos do Ritual.
1. Entrando na Câmara.
O local do ritual mágico pode ser em lugar fechado ou ao ar livre, mas deve estar protegido da interferência do profano fedor mortal. Feche as portas ou ponha postos de guardas. Desconecte telefones. Feche as janelas portas e cortinas. Tenha todas as ferramentas cerimoniais preparadas e posicionadas de antemão.
Ao entrar no local de trabalho mágico permita-se separar do mundo profano e da vida cotidiana. O ato físico da ida para a câmara aumenta a decisão mental e emocional para entrar em Comunhão Vampírica. É melhor poder usar a câmara mágica para este propósito, com este ato adicional sua mente acumula mais poder para a comunhão.
Novamente, você não entra simplesmente fisicamente na câmara, mas também com a mente livre de descrenças. Aqui você escolhe acreditar completamente e aceitar as realidades da magia e dos Deuses Não-mortos que você chamará. Aqui você deixa para trás seu ceticismo e se abre completamente à celebração de que você é: um Vampiro Vivo, Mestre dos mundos visíveis e invisíveis, mágico adorador supremo dedicado e criado desses que foram como você, mas que já largaram seus corpos físicos!
2. A declaração.
Para o Oeste e de frente para o espelho (o enfoque dominante da direção do ritual deveria estar para o oeste, se possível) o celebrante da cerimônia toca cerimonialmente o sino ritual nove vezes. Este é um sinal que toda a atenção deve ser dirigida completamente para o rito. Então o celebrante declara o estado dele como um Vampiro Vivo e o propósito da cerimônia nas suas próprias palavras. Um exemplo:
"Ouçam-me Agora! Eu sou um Vampiro, um predador de humanos! Eu entrei aqui para chamar os Deuses Não-Mortos neste solo sagrado. Eu reuni força vital de humanos. Eu estou transbordando em vida! Eu ofereço esta essência de vida que reuni aos Deuses Vampiro Não-Mortos. Eu estou aqui para os alimentar e ser escoado! Eu estou aqui para morrer e ser renascido. Eu estou aqui para subir da morte para a vida! Eu estou aqui para fortalecer meu laço com os verdadeiros deuses deste mundo! Eu sou um Vampiro!"
3. O Chamado dos Quatro Ventos.
O celebrante da cerimônia enfrenta cada um dos quatro pontos cardeais na seguinte ordem: sul, leste, norte e oeste. A cada direção, o celebrante eleva uma batuta ou varinha ou outro utensílio de madeira para aquele horizonte e, nas suas próprias palavras, chama os Deuses Não-Mortos para vir e se unir nesta cerimônia. O chamado deve ser honrado, tem que ser supremo e cheio de poder emocional. Aqui é há um exemplo:
Para o Sul –
"Oh Grandes Deuses Não-Mortos! Oh Vampiros Ancestrais e poderosos! Oh verdadeiros Mestres da Terra! Unem-se aqui comigo! Estejam comigo neste lugar! Eu o chamo agora!"
Para o Leste –
"Eu chamo por vocês, os únicos verdadeiros deuses, e o ofereço minha essência vital! Venham! Alimentem-se em mim! Vocês que já foram como eu, e agora ultrapassaram a morte! Eu os chamo agora!"
Para o Norte –
"Eu busco a companhia de vocês! Eu busco Sua Sabedoria! Eu busco Seu Poder! Entrem livremente neste lugar porque Vocês são muito bem vindos! Eu os chamo agora!"
Para o Oeste –
"Livrem-se de suas dúvidas porque eu sou sincero! Eu ofereço minha vida! Levem! Drenem! Bebam de mim! Porque eu sou de vocês para usarem como quiserem. Eu os chamo agora!"
4. O SACRIFÍCIO
Aqui o celebrante dirige toda a força vital acumulada para os Não-Mortos que estão presentes. Se o celebrante não desenvolveu consciência astral suficiente para sentir a presença daqueles que responderam a chamada diretamente, deveria dirigir a força para o espelho. O espelho age aqui como um Portal para o outro mundo.
Em uma cerimônia de grupo, deveriam dirigir os outros participantes a força vital deles para o celebrante principal em seu plexus solar e este para os Não-Mortos. Em tal ritual de grupo, o celebrante é então como uma lente para projetar o fluxo de vida para os Não-Mortos que podem se manifestar visualmente como imagens no espelho.
A força vital é exalada pela boca com um som de assobio longo, lento e controlado. O Vampiro Vivo literalmente bombeia a força vital para fora de seu corpo em um fluxo contínuo de poder repetindo esta sucessão.
(1) inalando profundamente pelo nariz e então
(2) exalando lentamente e completamente pela boca.
O esforço para expelir energia tem que continuar sem pensamento de sobrevivência pessoal. Esgotamento será esperado. O esforço precisa continuar até lá é evidência boa que os Não-Mortos estão aceitando o sacrifício. Quanto mais a pessoa dar e quanto mais a pessoa esvaziar de sua própria força vital, maior o fluxo de retorno de transformação e ajuda que serão recebidos.
Lembre-se que nada é grátis e os Não-Mortos que aparecerem devem estar presentes e alimentados para que a verdadeira comunhão ou iniciação ocorra. Alguns dos Sinais que indicam a Presença do Não-Morto presente incluem:
A sensação de ar móvel, como em uma brisa fresca (A Vinda dos Ventos).
Sensações de formigamento em particular nas pontas do dedo e face.
Sensações puxando ou pulsando no plexo solar.
Excitação súbita de emoções misturadas de alegria, amor, adoração, temor, etc.
Sensação de estar passando por teias de aranha que são postas no rosto ou mãos.
Ouvir um Soar nas orelhas.
Sensação visual do quarto que se enche de neblina.
Sensações de ser tocado ou acariciado.
Ouvir o próprio nome falado em voz alta.
Poltergeist clássico (levitação ou vôo de objetos na câmara).
Avistamento dos Não-Mortos visualmente primeiro no espelho, e então na câmara.
Sonhos de vôo, queda livre ou viajem por túneis depois do ritual.
Projeção astral depois do ritual na Presença dos Não-Mortos.
5. Comunhão VampÍrica.
Quando os Não-Mortos aceitam o "sangue" do sacrifício, o esgotamento se aproxima ou chega e acontece uma troca sutil. Os Deuses Vampiros apresentam-se abastecidos e julgam o(s) participante(s) sobre o mérito deles para transformação e Iniciação. Até mesmo simplesmente estar na Presença dos Deuses Mais velhos, porém, acelera a evolução pessoal.
Uma vez achado merecedor de seus esforços, os Deuses podem escolher lançar a energia mais alta rarefeita da Própria Essência deles em um fluxo de retorno. Se isto acontece (como quase sempre acontecerá) então os participantes descobrirão uma renovação de energia e vitalidade. Esta Chuva de Clemência pode ser fraca ou forte e pode acontecer qualquer hora durante a cerimônia.
6. Restauração do Poder.
Com o fim de Comunhão, o celebrante bebe do cálice e declara o estado escolhido dele novamente como uma dedicação. Aqui é um exemplo:
Eleve o cálice para o espelho.
"Este é o sangue das minhas vítimas passadas. Eu bebo a essência de vida desses que só existem para servir meu testamento. Eu bebo isto em memória do que eu sou, um Vampiro, um predador de humanos!!! ".
Beba do cálice. Devolva o cálice para o altar. Enfrente o espelho e toque novamente o sino nove vezes, fortemente.
7. Deixando a Câmara.
A faca cerimonial é tirada e dirigida a cada um dos quatro cantos da bússola em memória dos primeiros vampiros e como uma lembrança do estado predatório dos vampiros sobre os seres humanos.
Então o celebrante extingue fogo todo restante e proclama o Fechamento com palavras como:
"Assim está feito".
Sem qualquer outra palavra, deixe a câmara e entre em um lugar de luzes mais luminosas. Coma e beba para restabelecer uma sensação mais normal de vida. Se em um grupo, celebrando e de forma alegre. O ritual está terminado.
Os Métodos Secretos do Vampirismo.
Vampirismo é a tomada de força vital do humano em benefício do Vampiro. Em sua essência, Vampirismo é somente uma forma mais refinada de alimentação. O Vampiro absorve a força vital humana. O humano absorve isto de outros animais e plantas. As plantas pegam isto do sol. Também, o sol não é a fonte final, mas um canal de outras fontes além do âmbito deste livro.
Porém, o desarranjo químico de nutrientes e seus lugares no ciclo bioquímico que transfere energia não é a história completa. Da mesma maneira que os físicos modernos estão finalmente atentos ao fato de que o universo está perdendo energia permanecem desavisados do papel de um "elemento perdido" no sistema de energia do corpo humano. Este elemento perdido é o universo astral denominado que inclui os corpos astrais de toas as coisas viventes.
No coração da alimentação está o conceito de transferência de energia astral. A transferência atual normalmente requer uma ligação com o corpo astral para que ele possa renergizar, com isso a geralmente o desligamento do corpo físico para o astral o qual, em troca, obtém uma perda de consciência. Conseqüentemente depois de uma boa alimentação, a maioria dos humanos e animais ficará com sono porque é quando eles dormem que a verdadeira transferência de energia acontece.
Outro exemplo do papel do sono pode ser vista em casos de perigo de morte para a sobrevivência física. Se um humano está cruzando um deserto e está morrendo de sede, ele pode afundar até inconsciência e dormir. Quando ele acordar, o nível de energia de energia estará renovado e ele pode continuar a luta. Isto acontece porque durante inconsciência o corpo astral dele separou até certo ponto do corpo físico para permitir o fluxo de energia armazenada nos vários tecidos de corpo e cérebro.
A fonte mais refinada da energia de força vital para os Vampiros é achada assim nos corpos astrais de humanos enquanto eles estão dormindo ou de algum outro modo não normalmente consciente. Nós viajamos freqüentemente ao lado de humanos dormentes para tirar a energia acumulada deles da forma astral cochilando ou dormindo próximos.
Alcançar este nível mais alto de Vampirismo exige que o Vampiro possa sair de seu corpo físico e no astral ter consciência suficiente e intenção. A realização desta viagem para fora do corpo requer, prática e a ajuda dos Deuses Não-Mortos pela Comunhão Vampírica.
O Vampiro tem que inicialmente juntar a força vital em excesso que tirou de humanos. Esta força vital é oferecida como um sacrifício, uma oferenda para os Deuses Não-Mortos no ritual mágico de Comunhão de Vampirica. Esta Força Vital atrai os Deuses Mais antigos e devolve de forma que ele pode ser ajudado de modos invisíveis na evolução dele para alcançar o controle astral. Se soltando das travas astrais (que prende firmemente no mundo físico a maioria dos humanos).
Porém como o vampiro conseguirá as energias dos humanos para atrair os grandes antigos se ele ainda não teve a ajuda dos não mortos para se tornar um Vampiro astral? A resposta é surpreendentemente simples, como com a maioria das verdades.
Quando o humano está consciente, o corpo astral compartilha o espaço físico, interpenetrando ele em toda parte. Porém, o astral, de um humano saudável normal, é normalmente um pouco maior que o corpo físico tal que cercará o físico a uma distância que freqüentemente varia de algumas polegadas até vários pés. Esses que experimentaram o soltar das travas astrais e foram então capazes de ver o universo astral têm, ao longo do tempo, informações das auras que cercam os humanos. Isto é visto comumente em pinturas religiosas dos últimos cem anos na Europa sobre as cabeças e mãos de figuras religiosas históricas.
Assim sempre que você toca um humano, você também está penetrando até certo ponto o corpo astral dele. Com aquela penetração por seu astral, é agora relativamente fácil de puxar alguma energia de força vital. Não haverá entretanto o grau de fluxo, de "drenagem" que é possível quando atacamos o humano que está dormindo.
O ato de puxar a força vital da vítima para você é, no fundo, instintivo e não ensinado. Ao mesmo tempo há ações físico-astrais específicas que podem ser aprendidas. Aqui estão então os segredos fundamentais do Vampirismo:
1. Contato
Contato se refere à necessidade de alguma parte de seu corpo astral contactar o corpo astral do humano. Qualquer contato de físico pele com pele assegura tal contato.
2. Penetração.
Seu astral tem que penetrar no astral do humano para habilitar a absorção da força vital. Quanto mais o seu corpo astral entrar no corpo astral do humano, mais rapidamente e "profundamente" a energia pode fluir.
3. Atração.
Com a penetração, o Vampiro tem que atrair a força vital do humano. Este desenho está normalmente acompanhando a inalação da respiração física pelo corpo físico. Assim para o Vampirismo, é melhor inalar profundamente. Você virá sentir a entrada fluir para o seu sangue sendo puxada pela respiração. pode também tencionar e relaxar os músculos da esfíncter anal com a inalação para como isto estimular os mesmos mecanismos astralmente envolvidos com Vampirismo.
4. Fratura.
É igualmente importante se retirar completamente do astral do humano os Vampiros fazem isso por pelo menos duas razões muito boas. Primeiro, você não deseja adquirir um fluxo inverso de força vital preciosa para o humano, e segundo, você não quer causar a destruição física de sua presa deixando que esta fonte de força vital escoe do humano quando você não quer. Nós não somos glutões e nos lembramos do primeiro Princípio do Vampirismo: Nunca Desperdice Comida!
No princípio é conscientemente necessário ao Vampirismo a pratica com grande intenção. Com o passar do tempo, você se desenvolve Vampiricamente, o ato do Vampirismo fica crescentemente inconsciente e automático. Você verá que na presença do outro Vampiro esta tendência para Vampirismo inconsciente será inibida. Como parte da ordem natural das coisas, predadores não atacam um ao outro. Este não é somente um assunto de segurança mas de auto-respeito mútuo. Tratar um predador como uma presa é o maior dos insultos.
Quando você executa o ato de Vampirismo, afirma o ato em voz alta ou caladamente. Firmemente declare mesmo que só em sua mente a realidade de sua ação como por exemplo:
"Eu estou levando sua energia vital, seu sangue, sua alma",
Agora. Somando com a sugestão verbal você está descobrindo como um predador pode telepaticamente comandar a presa para consentir com a sua intenção, permanecer flácido e se rendendo a sua drenagem " sanguínea ".
Então encha seu corpo e trasborde. Drene, drene e drene até que você não possa mais! Engula seu corpo interno até, como uma fonte ascendente, você não poder aceitar mais nenhum. E como uma fonte de água que se levanta por seu ser, o spray de energia transbordante subirá sobre sua cabeça e então se cairá novamente ao teu redor.
Os sinais de Vampirismo próspero podem ser vistos como segue na lista:
Sua visão clareia, e as cores ficam mais vívidas.
Você se sente um refrescante, revitalizado física e mentalmente.
Você sente uma calma interna.
Sente que possui mais poder mágico
Vive sincronicidades favoráveis a sua vida
Você percebe um aumento de força física.
Sua lembrança dos sonhos melhora enquanto os sonhos se intensificam em experiência.
Você tende a chamar a atenção dos Não-Mortos no ritual mágico.
As fases de desenvolvimento do Vampirismo são quatro:
Contato físico requerido.
Contato visual requerido.
Contato simpatizante requerido.
Contate mental.
Contato Físico.
Do aperto de mão mais casual a intensos encontros sexuais, a chave é a proximidade de seu corpo astral com sua presa. Lembre-se qualquer contato físico é contato astral.
Contato Visual.
Após experiências suficientes ao nível físico o Vampiro pode tirar a força vital de um humano sem contato físico pela sua linha-de-visão. O mecanismo atual é a projeção de uma rede astral ou corda astral comprida com os quais você se conecta ao astral da presa. O desempenho deste ato normalmente sente como se o humano estivesse em contato físico com os olhos do Vampiro, como se os olhos pudessem o alcançar literalmente e tocar a presa. As técnicas avançadas serão negociadas com ao Segundo nível do Círculo.
Contato simpatizante.
O conceito da magia de contágio e condolência é achado dentro deste nível de Vampirismo. Entrando em contato com algum artigo físico, como um pedaço de roupa, uma caneta, um aparo de unha, que estava uma vez em contato físico (e conseqüentemente, contato astral) com a presa, o Vampiro avançado pode puxar força vital a uma grande distância. Este nível depende do grau de conexão entre a presa e o objeto como também o nível de desenvolvimento do Vampiro.
A interpenetração do universo astral é responsável aqui por essas extensões astrais. Como linhas pegajosas que permanecem conectadas, mais ou menos, com virtualmente tudo que toque humanos fisicamente (e, até que ouça e veja) a rede astral que cerca tudo conecta os nossos corpos astrais. O Vampiro pode aprender seguir esta conexão então e tirar força vital de uma pegada, ou até mesmo de uma assinatura.
Contato Mental.
O Vampiro perito pode sentir a existência da presa e diretamente pode utilizar a força vital sem qualquer ponte "astral" aparente. Este nível de passos de sofisticação que vai além das leis de físicas como comumente conhecidas confia nos ensinos das Nove Leis da Magia, restritas ao Sacerdócio.
Resumo.
Vampirismo é instintivo mas só pode ser alcançado por esforço pessoal. Cada ato de Vampirismo alarga a capacidade do corpo astral para aceitar a energia. Com a energia aumentada, os poderes do Vampiro começam a aparecer.
Como sempre, se os Deuses Não-Mortos resolverem conceder uma ajuda especial, então o processo de aprendizagem é encurtado, Para tal, o propósito do Templo foi alcançado e a Condição Vampírica estabelecida.
Mas os Deuses são seletivos e Eles estão acham que a melhor maneira de engrandecer a evolução vampírica é o esforço pessoal. Então, aprenda, aplique e aperfeiçoe os métodos. pois só ai está a obtenção da verdadeira Iniciação!
O Predador de Humanos
A hierarquia dos seres viventes na terra é baseada na cadeia alimentar. Em última instância tudo é reduzido ao assunto de quem come quem. Ao alcançar o condição de Vampiro, o adepto tem que enxergar à perspectiva de ser um predador de seres humanos. É impossível para uma pessoa se tornar um vampiro se está pouco disposto atacar o força vital de humanos.
Ainda que o Vampiro tenha sido criado na sociedade humana e tinha sido programado por valores humanos e éticas humanas. Estes devem ser superados e devem ser transcendidos para que a possibilidade da Metamorfose Vampirica aconteça.
A Sociedade humana está confusa e celebra valores contraditórios porque o humano acredita que está ao topo da cadeia alimentar enquanto permanecem sendo a presa do Vampiro. Os seres humanos falarão de paz e trégua como virtudes enquanto ignoram o ato de assassinato que é colocar carne morta nas mesas de refeições. Sobrevivência sempre é um assunto de consumir comida. Consumir comida é o ato predatório da tomada de força vital de outro no próprio corpo da pessoa.
Seres humanos continuamente exibem sua consciência de presa pela negação eterna destes fatos fundamentais da vida. Eles não querem admitir que a vida vem da tomada de vida porque no fundo, além de qualquer negação consciente, os humanos estão atentos que eles estão são a comida de seus Mestres. Dentro do mais baixo reino animal nós vemos a reação natural de um rato pego pelas mandíbulas de uma víbora. O rato deixa de lutar e é resignado a seu destino. Também, o coelho afrouxará os músculos dele e não mãos lutará quando o lobo morder firmemente sua garganta. Por que isto é? Por que estas criaturas não batalham até a última respiração no para verem se podem escapar e sobreviver?
A resposta é simples. Como presa, sabem estas criaturas tímidas que o papel delas na natureza de coisas é agora deixar suas forças vitais ao predador que os pegou. Tão também, seres humanos invariavelmente possuem a sensação de que eles são a presa dos Vampiros. Ainda, distinto do rato ou do coelho, há o faísca de possibilidade dentro do humano. Há aquele potencial escondido do humano para se levantar e alcançar um nível evolutivo mais alto e se tornar um Vampiro.
Alcançar a Condição vampírica, então, requer muito mais que dominar as técnicas de drenagem da força vital. Tornar-se Vampiro requer muito mais que dominar vôo astral e empregar o tempo em honra aos princípios vampíricos. Requer uma mudança primeiro em atitude e ponto de vista. Requer que o Vampiro comece a se dar conta da verdade sobre a natureza do mundo e da luta pela sobrevivência. Requer que ele esteja disposto a fincar seus dentes na garganta da humanidade e cultive a consciência de presa na sociedade humana.
O Vampiro é o predador de humanos e nenhum humano, homem ou mulher, alcançou a Condição Vampirica enquanto retendo identificação humana e éticas humanas. Estes devem ser descartados sem olhar atrás! Ou se é ovelha ou se é lobo. Ou se é rato ou se é serpente.
Se você fala destas coisas à maioria dos humanos que eles lhe contarão que esta é uma perspectiva brutal e inumana, moralmente-depravada... enquanto mordem seu pedaço de bife e seus restos de planta morta. O que eles querem dizer com isto? Eles querem dizer que não querem saber da realidades sobre a vida na terra cruel e brutal. Em outras palavras, você está ferindo os sentimentos deles falando sobre a verdade! Lembre-se, todo humano que você vê ou fala é mortal. Eles morrerão, cedo ou tarde. O desejo deles de esconder a verdade da vida não será forte o suficiente para isso. Tão certo quanto a noite segue o dia, a vacância do humano com " sentimentos feridos" tentará fazer com que você sinta a dor da própria morte dele, ao invés do caminho inverso que é o natural.
Assim o ser humano tem o potencial para subir de seu estado de mera presa e se tornar um predador, algo que nenhum animal inferior pode fazer. Este triunfo do testamento individual também levou o respeito aberto de gênero humano ao longo de história. Muitos são " guerreiros brutais " e generais que, ao longo do assassinato inumano de outros homens de guerra, se tornaram os heróis e estadistas entre as ovelha que berram elogios a eles. E não cometem nenhum engano sobre isto, sempre houve a atração sexual geral da fêmea humana por um macho que demonstra características predatórias. É natural para a espécie humana ser dirigida para escolher tendências de predador em cima de presa. As sementes do Vampirismo são filhas das ambições evolutivas e genéticas mais altas da espécie humana.
Além disso, se nós compararmos o Vampiro verdadeiramente com o humano, nós descobrimos que é o humano que mata para viver. Quando um homem mortal come, ele esmaga em pedaços o que era uma vez outro animal vivente ou planta. Cruelmente ele rasga e mói os corpos do morto e morrendo no molhado de seus temperos tritura e os traz para sua bolsa estomacal. Quando uma pipoca estoura, ela estoura de um milho morto. Quando um bife de carne de boi que goteja em sangue é mastigado e é misturado com saliva, o boi está morto. O animal está perdido.
Porém, pelo aeons desde a primeira subida do Vampiro, a drenagem da força vital alcançou o que o humano só pretendeu por muito tempo. O Vampiro não mata o humano para se alimentar. O primeiro Princípio dos Vampirismo é nunca desperdiçar comida. O Vampiro que busca entrada na Condição Vampírica tem que abandonar o ancestral temor da espécie humana que imagina que comer signifique destruir. A superpopulação "abarrotada " do mundo é o resultado de séculos de intervenção cuidadosamente criada em negócios humanos para servir a população de Vampiros.
As Regras dos Não-Mortos da terra não possuem nenhum desejo de exterminar a sua própria fonte de comida. Nós precisamos dos humanos tanto quanto os humanos precisam de colheitas e gado.
Ser cego: O ato de assassinar qualquer animal humano ou outro resultará em expulsão imediata e permanente da condição de Vampiro. O predador não desperdiça comida nem suja sua própria toca. A única exceção para isso é quando a comida apresenta espinhos ou incomoda a vida do vampiro que então assim como um leão pode eliminar qualquer ser inferior que o incomode Enquanto é vital para os Vampiro se livrar do consciência de presa vinda de sua herança mortal, isto não lhe dá permissão para destruir os esforços de muitos séculos. Hoje, a maioria dos seres humanos não acredita conscientemente na existência de nosso tipo. Esta reversão de convicção não aconteceu por simples sorte! Especialmente para esses que não alcançaram a Condição Vampírica e permaneceram mortais, é vital que Iniciem cultivem a falta de convicção na realidade de nosso tipo entre humanos. Este princípio é conhecido como o titulo de nosso próximo capítulo:
A Verdade da Mentira.
A "mentira" é a existência de Vampiros que a maioria dos humanos acredita ser só folclore e fantasia supersticiosa agora. A " verdade " é que os Vampiros são muito reais e é que podem estar em qualquer lugar. Como será revelado nos níveis mais altos do Templo Interno, há vários propósitos diferentes atrás da execução desta manipulação de convicção humana, mas basta por agora simplesmente entender que não é sábio abusar dos poderes que vêm com a Condição de Vampirica. Os Não-Mortos os eliminarão simplesmente da associação adicional se você não agüentar seguir este simples princípio.
O que é requerido do Vampiro é que se mova caladamente pelo mundo humano como verdadeiro predador que não alerta o rebanho de sua presença e não trai a confiança de seus parceiros. Nós esperamos que você permaneça inocente desse crime. Nós esperamos que você fique sábio e forte o bastante para evitar alteração entre os humanos, desnecessários dizer que pegue a força vital deles de uma maneira cautelosa. Nós esperamos que você não faça propaganda de nossa espécie e não desmestifique os vampiros "sugadores de sangue" fictícios.
Se você não cumprir estas expectativas, não os castigaremos. Nós simplesmente os retiraremos da Xícara de Vida Imortal e permitiremos que vire uma presa novamente.
O predador é paciente. O leão esperará imóvel por horas até o momento da ação. Também, assim é o Vampiro busca abandonar o movimento inquieto dos rebanho e fixar a mente em sua meta da Condição de um vampiro. Deixe de pensar em você como uma vítima agora! Enquanto nós exigimos uma obediência às leis do mundo humano, nós não esperamos que você abandone sua autodefesa. Totalmente o contrário! Olhe para os seres humanos como nada mais que uma espécie mais baixa. Não tolere entretanto os riscos de sua vida mortal, quando sua vida adquiriu há pouco o potencial de eternidade. Entre em lugares abertos com uma vigilância constante por perigo. Mantenha suas mãos livres. Se você pode levar uma arma legalmente para defender sua vida, faça isso. Se você não adquiriu habilidades físicas simples para sua defesa, faça isso também.
Em um nível mais sutil, comece a repensar suas obrigações de seres humanos que ainda restam em sua mente. Desafie as razões dadas para você se comportar de modo passivos e contidos. Distinga entre a sabedoria de um predador inumano e o berrar selvagem de uma descuidada ovelha humana. Quando você olha alguém, nitidamente olhe nos olhos deles para o centro de seus cérebros. Considere a postura de como você caminha e se senta. Olhe a elegância de a graça do movimento de um gato. Ele impõe respeito, é um predador.
A base para alcançar a Condição Vampírica começa com a aceitação da mente de um predador. Comece agora, hoje, neste mesmo momento, jogue fora seus hábitos de pensamento de uma presa e auto-depreciamento de vítima do mundo real. Substitua estes pensamentos e hábitos com a nobreza de um predador consciente.
Nós estaremos observando.
Shurpu Kishpu
...O Livro do Sonhar...
Transcrição comentada da tradição oral:
Shurpu Kishpu é a sabedoria oral dos antigos Ensinamentos de Hekal Tiamat, do Templo do Dragão Vampiro. Foram memorizados o sutras concisos ou Palavras de Poder comumente que então se expandiram em uma instrução oral de professores experientes da Grande Família de Vampiros Mundial. Nisto está contido os elementos essenciais que incluem os Mistérios do Sacerdócio. Para os não iniciados e os desprevenidos estes "segredos" abertos permanecem fechados em sua compreensão autêntica e realização. Aqui é a descrição mais antiga da Ponte entre os Mundos. Leia, aprenda, perceba e atinja!
"A Vida do Sonho é a Única Vida."
O corpo do sonho e o corpo astral são um. O corpo astral vive dentro do corpo de carne vivente. O corpo astral anima o corpo de carne. O que você chama sua vida é este corpo astral.
"A Morte do Sonho é a Única Morte."
Quando o corpo astral se separa completamente do corpo de carne esta é a morte física. Depois da morte física, as vidas astrais permanecem durante um tempo até a segunda morte quando o astral também acaba.
"O Adormecido Nasceu para Morrer."
O mortal é ele que morre fisicamente e então permite que o corpo astral também sofra fome e morra. O mortal é "Adormecido" à possibilidade para imortalidade.
"O Sonhador Nasceu para Viver."
O Vampiro é aquele que aprende a arte da tomada de força vital dos corpos de outros para evitar a segunda morte e se manter vivo como um Ser Imortal. O Vampiro sonha com as possibilidades de vida perpétua.
"O Sangue é Vida."
A necessidade do Vampiro não é beber sangue físico para viver, mas sim a força vital transmutada que é o próprio Sangue para perpetuar a vida quando a morte chegar e fornecer os reais poderes de um vampiro.
"O Sonho é Feito de Carne."
O Vampiro pode fazer o corpo astral ser sólido para o toque de humanos de carne usando bastante força vital. Ainda o Vampiro retém as qualidades do corpo astral.
"O Sonho está na Carne."
O corpo astral é composto de uma forma mais refinada de matéria e não está dentro do espectro claro visível. Conseqüentemente o Vampiro não pode ser visto pelo olho, ou no espelho, ou na máquina fotográfica. A forma do Vampiro astral é, entretanto visível aos olhos astrais do humano de carne aquela forma que não reflete luz. Um Vampiro Vivo retém um corpo físico. Esses Que Subiram atingiram controle de projeção astral. Os Deuses Não Mortos abandonaram a necessidade absoluta e completamente de corpos físicos.
"O Sonho é da Mente".
O corpo astral é um maleável e assim o Vampiro pode assumir qualquer forma. Para movimento rápido via aérea é a forma de morcego ou pássaro. Para movimento rápido através de terra é a forma de lobo ou gato. Para invisibilidade é a forma de névoa ou pó. Formas aterradoras para apavorar suas vitimas, formas sedutoras para as encantar
"A Mente está no Sonho."
O melhor meio do Vampiro desfrutar sua forma é a forma humana para fundir e misturar-se com rebanho humano para a Caça. Alguns Vampiros que ficam arrogante e ansiosos pelas reações de mortais exibirão seus poderes de vôo, rapidez, força e invulnerabilidade abertamente. Tal ato exibe o dano da Caça e alerta a presa.
"O Sonhador Escolhe O Sonho."
Se tornar Vampiro requer uma ação que a maioria do mortais não fará. Nunca seu trabalho de se tornar vampiro estará completo se você só se preocupar com sua vida após a primeira morte. Permanecer vivo porque se deseja isso. Um mortal tem que comer, beber e proteger o seu corpo de carne dos extremos dos elementos. Estas ações requerem esforço e o mortal tem que ter um propósito para permanecerem vivos e continuar entrando estas em ação necessárias. Vampiros não precisam.
"O Sonhador Ama O Sonho.’
O Vampiro estende vida por ações semelhantes. O Vampiro tem que amar a própria vida o bastante de forma que lá sempre permanecerá antes de qualquer razão para continuar com sua vitalidade.
"O Sonhador Come o Adormecido."
O Vampiro entende a tomada requerida de força vital de mortais como um sustento para sua vida astral. O Vampiro suportará contanto que ele leve Sangue mortal (força vital) e não se faça a presa compartilhar dos prazeres do Sonho.
"O Sonho Cheio Tem Poder."
Os poderes do corpo astral são responsáveis pela maioria das coisas que os mortais chamam de magia. O Vampiro utilizará de seus rituais mágicos para fortalecer o corpo astral, satisfazer sua vida livrar-se de obstáculos, bem como também para firmar o compromisso dele com a imortalidade e com a sua Família de Vampiro.
"Os Poderes do Sonho São Cinco. "
Ver com olhos astrais é clarividência, divinação. Sentir com toque astral é psicometria, o sexto sentido. Ouvir com ouvidos astrais é clairiaudiência. Mover o físico no astral é telepresença. Falar com a voz astral é telepatia e dominação mental.
"O Sonhador é Conhecido Pela Mente."
O Vampiro é uma ilusão mental às sensações do mortal. Não há nenhuma forma física bruta para ver ou tocar. Há só a projeção do corpo do sonho do Vampiro na mente da presa mortal.
"O Sonhador não é a Carne."
O Vampiro pode mover o físico, contudo o que parece ser a mão dele elevando um vidro é sua telecinésia que move aparentemente o vidro pego por sua mão astral intangível. O Vampiro também sente que ele está elevando o vidro mas se ele não se alimentar com força vital e perder poder, a mão dele não poderá moveria ou até mesmo sentir o vidro físico.
"O Sonhador Rege à Carne."
A força do Vampiro para mover objetos físicos vem do reservatório de energia que ele levou do viver. Assim ele não está limitado pelas mecânicas dos músculo mas pode ultrapassar limitações mortais. Ele não precisa ir para chegar e pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.
"A Carne Obedece a vontade."
O Vampiro também pode mover objetos físicos sem os tocar aparentemente com até mesmo o corpo astral dele estendendo um filamento do ser dele para o objeto que deseja afetar. Como a corda astral do Vampiro vivente, este filamento pode estar tão bem sobre às percepções do mortal. Da perspectiva do Vampiro, a intenção dele seria desejar uma porta fechada e com a vontade, fechar a porta. Se ele olha cuidadosamente pode perceber o filamento do corpo dele que executou a ação.
"O Dormente vê o Sonho."
A ilusão da forma física projetada à mente do mortal às vezes não incluirá elementos importantes que sempre estão presente em realidade física. A mente mortal às vezes não incluirá caso contrário raramente alguma terra comum notada conseqüência de presença física. O mortal não pode notar nenhuma imagem do Vampiro no espelho ou sombra. O olhar de surpresa ou confusão deveria alertar o Vampiro e a vontade do mortal ira ver a imagem do espelho ou sombra. Assim o mortal relaxará como sua própria ilusão.
"O Sonhador Dorme no Sonho."
Quando o Vampiro astral dorme, o corpo astral dele permanece na mesma localização física. Se um mortal descobre a forma dele, a ilusão falha e não há mais nenhuma sombra, nenhum reflexo no espelho, nenhum registro por máquina fotográfica, nenhum registro nos sons registrados em fita - estas imperfeições alertarão o mortal à realidade da condição astral do Vampiro.
"O Sonhador não Morre Adormecido."
O mortal não tem recursos para destruir o Vampiro de acordo com as superstições da tradição. Uma estaca física de madeira pelo coração astral do Vampiro não causa nenhum dano. Nenhum alho nem símbolos religiosos como crucifixos causam qualquer resposta no Vampiro a menos que o Vampiro acredite que tal pratica é potente. Em tal caso, qualquer dor ou deformação do corpo astral é produzido só pela mente do Vampiro. A menos que o Vampiro acredite que ele verdadeiramente está morrendo (e isso pode até conduzir eventualmente a uma morte astral), o Vampiro é incólume por tal aventura.
"O Sonhador se alimenta no Sono."
Se o mortal não acorda do sono Vampiro astral, ele não encontrará nenhum corpo que ele possa tocar, mas só uma imagem holográfica intangível. As mãos mortais dele atravessarão a forma do Vampiro uma vez que não é verdadeiramente físico. Porém, o Vampiro mais experiente puxará força vital automaticamente do mortal até mesmo em sono fundo. Assim o mortal normalmente desfalecerá do dreno súbito.
"O Sonhador não Morre, Desperta."
Assim o Vampiro dormente, se livrou das superstições de cultura humana, permanece impérvio ao assassino do "Vampiro mortal" casual. Porém, o Vampiro pode posar uma ameaça séria para outro Vampiro levando a energia acumulada dele.
"Os Sonhador Come os Dormentes."
Vampiros raramente pilham um ao outro, o esforço que é exigido é grande demais comparado a facilidade de que a força vital é retirada dos mortais.
"Os Sonhador está Acordado."
Vampiros aprendem a respeitar aqueles iguais a eles. A sabedoria acumulada de séculos que um Vampiro antigo pode compartilhar faz com que a ansiedade de sabedoria dê aos merecedores um valor autêntico comparado com um relativamente ignorante mortal de quem a mente pequena está cheia com trivialidades inúteis e tolice supersticiosa.
O Próximo Apocalipse
Para cada vida mortal há uma morte física e durante cada grande Ciclo de Vida neste mundo há um fim. Por milhares de anos os Deuses Não-Mortos trabalharam um esquema cuidadosamente para criar um nível novo de existência para Eles e para aqueles que verdadeiramente os servem.
Civilização é o produto e uma experiência destes Grandes Anciões. Antes que a raça humana entrasse para a civilização, a população de vampiro já existia. Humanos que eram simples caçadores e agricultores estavam sujeitos aos perigos do mundo natural. E a extinção destes resultaria no fim da alimentação dos vampiros vivos.
Porém, os Vampiros Antigos se levantaram da brutalidade de suas origens pela força empinada de sua imortalidade. E conforme a história crescia em séculos, os anciões cresceram em força e sabedoria. Aparte do Próprio Domínio Vampírico (como relacionado no Shurpu Kishpu foi passada pela sagrada tradição oral até os dias de hoje) Eles também descobriram os segredos de fogo, ferramentas simples, agricultura, domesticação de animais, e a forjar do metal armamentos.
Então, os Grandes Antigo decidiram então melhorar a condição humana da mesma forma que o humano melhorou o condição do gado e da ovelha. Gênero humano ganhou então o que considera civilização, mas que o Vampiro sabe tratar-se de uma simples grade de cativeiro. Da mesma maneira que os rancheiros de gado humanos criam seus rebanhos. Os Deuses Antigos, nesta fase já haviam cruzado a barreira da morte e a época em que tudo isso aconteceu precede em muitos séculos o que hoje conhecemos como pré-história.. Estes vampiros ancestrais do outro lado da barreira que separa os dois mundos foram os primeiros seres a ultrapassarem a barreira da carne e de lá manipularam a humanidade e manejaram a criação de leis e tabus que controlassem com segurança a espécie humana.
Surgiram então as primeiras civilização da raça humana em um tempo mais antigo do que os normais podem conceber e em lugares mais ancestrais que seus continentes. o domínio dos espírito Não-Mortos também incluiríam a quebra da liberdade do espírito humano para manter o rebanho. Os Grandes Antigos criaram então as grandes religiões que reinaram sobre a Terra e todas elas foram manipuladas para reforçar a mentalidade de escravo humana e o espírito de presa. Eles foram ensinados a obedecer e acreditar e não a perguntar. Eles foram ensinados sacrificar suas mentes e suas vidas em nome de seus Deuses. Muito raramente a falta de fé nos Deuses era punida com algo mais leve que a morte. Eles eram ensinados que os Deuses são perfeitamente superiores aos humanos e que eles sempre têm que se submeter em ação, pensamento e sentidos aos desejos dos Deuses, quaisquer que fossem estes.
Assim a criação da religião para a humanidade foi bastante proveitosa para a família de Vampiros. Vampiros de uma forma ou de outra, mandam no mundo, controlando a imprensa, as leis, e as religiões, e mesmo um vampiro solitário controla os humanos no sentido de saber que idéias como: maldade, bondade, altruísmo e caridade foram implantadas na mente da humanidade por seus irmãos. Para os humanos sempre ouve abertamente o conhecimento de sempre haveria a possibilidade de alcançar o estado de deuses. Este contato direto continuou diariamente com os Não-Mortos por muitos anos até que os Renegados destruíram estes Anciões.
Os Renegados, Algum dos quais estão vivos até hoje, eram Não-Mortos geralmente mais jovens e que a muito pouco tempo haviam atingido o estado de vampiros se rebelaram contra as realidades dos humanos mortais que serviam os Não-Mortos Ancestrais. Eles sentiam muita compaixão pelos humanos que serviam de comida aos seus deuses sem saber da verdade. Eles não tinham alcançado a essência de verdadeira predação, e os falsos valores permaneceram em alguns níveis inconscientes.Controlados pela programação religiosa prévia eles não tiveram contudo superado a mentalidade de escravo humana das quais eles vieram. Assim vieram as primeiras grandes guerras. Aqui os Filhos dos Deuses juntaram-se aos humanos para atacar os Não-Mortos Ancestrais. Mas como ainda eram presos a seus corpos físicos saquearam os templos antigos e santuários onde o sacrifício tinha sido a Lei por centenas de séculos. Por sua vez os Não-Mortos incentivaram seus cegos fieis a defender sua "fé". Terminado a Grande Escuridão se abateu sobre a Terra, os portais de poder destruiu os bárbaros humanos ignorantes. Sangue humano fluiu em rios e comunidades isoladas de humanos, destituído da liderança dos Não-Mortos, estouraram em confusão não direcionada. O Caos de abateu sobre o planeta.
Após passadas as destruições e o caos o planeta continuou a rodar e as primeiras Colheitas chegaram. As religiões dos humanos desesperados tentaram crescentemente resgatar os seus deuses e então lançaram ondas de força vital na emoção de desejo. Multidões contemplavam os campos de batalha cobertos de sangue e imploravam em línguas já esquecidas para que os grandes Deuses descem-se a terra e regem-se novamente o planeta . Os Deuses Vampiros percebem este intenso fluxo de energia e voltam a terra em presença para beber profundamente desta inundação de força vital humana.
Comumente os humanos foram escoados além de suas sobrevivência e caiam em terra como doentes e decadentes. Milhares deixariam suas vidas em momentos e os Não-Mortos experimentaram aquela enaltecida força vital e assim evoluíram e se transformaram. Os efeitos evolutivos desta orgia de alimentação veio a ser conhecidos como "A Colheita' trouxeram aos Não-Mortos os seus poderes de magia. Os Mistérios Internos da Transcendência do Sonho se tornou uma realidade e a grande família de Vampiro descobriu a existência do Sonho que compartilha com os universos astrais. A Magia draconiana havia sido criada.
Os Não-Mortos e seus Vampiros Vivos queimaram cidades e templos antigos, destruíram livros e qualquer coisa que mostrasse o velho mundo e as grandes guerras e então guiaram os humanos a uma nova civilização, que é o que é divulgado como pré-história. Os vampiros eliminaram qualquer um que tivesse idade o suficiente para lembrar do ocorrido, e guiaram os sobrevivente em uma nova idade de ouro. Ensinaram a construir casas, e a plantar e a acender o fogo.. e a humanidade tal como é conhecida recomeçou seu cativeiro. Novas línguas foram criadas, novas religiões foram impostas, muitas das quais dominam até hoje os mortais.
Assim um novo propósito novo foi colocado á civilização humana. Antes a intenção era assegurar a sobrevivência daqueles que serviam de comida aos Vampiros por domesticação humana. Agora o Grande Propósito do Sonho Transcendente criou a meta de causar um aumento exponencial da provisão de comida. Assim os Deuses Não-Mortos se empenharam em aumentar a população humana progressivamente das dezenas que haviam sido selecionadas para centenas, para milhares, para milhões para bilhões.
Então como a população aumentaria, novas colheitas viriam. Agora em uma intenção consciente, as Colheitas pequenas atrairiam o entusiasmo religioso com centenas e milhares testemunhar clamando por seus Deuses. Estas Colheitas pequenas ofereceriam melhor controle da força vital altamente concentradas para que os Não-Mortos a encanassem em propósitos mágicos, como abrir um novo Portal de Poder para outro mundo. Ainda, pequenas colheitas foram criadas para causar um estouro subseqüente na atividade de procriação pelos humanos de forma que a população do mundo cresceria aos limites da tecnologia que pudesse apoiar isto.
Finalmente, chegou a esperada revolução industrial e guiada por vampiros vivos e não-mortos abriu as portas para uma tremenda expansão do humano pastoreada de forma que hoje mais de um bilhão de humanos comem e se mantêm vivos neste único planeta.
E assim agora nós estamos nos aproximando da Colheita Final. Como as Grandes Colheitas das Grandes Guerras Ancestrais, a ação humana será escoada e drenada de forma nunca antes vista. A superabundância de humanos esta alcançando seu cume e os Grande antigos e os Novos Não-Mortos junto a eles estão preparando para uma devastação. Os sinais se aproximam e apocalipses já foram esboçados há muito tempo atrás em livros sagrados. Mas disso nós sabemos, afinal fomos nós que os escreveram.
E o que deve acontecer com aqueles que como nós abraçaram o Caminho da Noite e são amigos e fieis aos Não-Mortos como verdadeiros Vampiros Vivos? Os sócios da tradição assistiram a uma transformação da consciência de forma que o domínio da magia estará completo e o esclarecimento do Sonho lhe será um direito inato comum. O humano deve, da fase pouco desenvolvida dele, continuar servindo como o escravo e comida, mas os Grandes Portais de Poder serão abertos e darão acesso aos mais distantes de todos os possíveis universos e o Vampiro já não será restringido às limitações que toleramos pelos milênios.
A Colheita Final esta próxima de nós. As cidades serão varridas pela agonia de bilhões que, morrendo, passarão suas energias de vida para nossa nobre causa. Os Grandes Deuses Não-Mortos regram abertamente o planeta, e os homens conhecerão novamente e obedecerão nossas regras e tomaram declaradamente seus lugares como nossos escravos. Homem será contente em servir e o Vampiro reinará sem restrição no plano material e astral.
E todos aqueles que usam o crânio alado e que praticam a magia draconiana estão assim se alinhando em pensamento para o próximo Apocalipse. Nós precisamos abraçar a atitude do poder do predador. Nós devemos, cada um de nós, entender que merecemos e seremos servidos como os senhores da terra que somos. E nesta época não tão longínqua não haverá diferença entre vampiros vivos e não-mortos pois ambos serão vampiros draconianos e imortais. Enquanto isso continuemos a drenar humanos de sua força vital, praticar a magia draconiana e viver como predadores conscientes que somos, e compartilhar nossa força vital recolhida para que possamos ser localizados e para que permaneçamos merecedores da imortalidade pois somos os únicos Verdadeiros Deuses deste mundo.
O tempo está próximo! Trabalhe enquanto ainda há tempo! Este é o último propósito da tradição vampírica! Levante-se e contemple teu futuro. Deixe que os verdadeiros escravos continuem em sua ignorância. A Europa, a América e a Oceania estão em tumulto. A Ásia e a África proliferam em balburdia e população. Os pólos derretem e o mar chora. Está quebrado o Sétimo Selo.
Traduzido por Frater Oz
O Credo do Vampiro
Eu sou um Vampiro.
Eu adoro o meu ego e eu adoro minha vida, pois sou o único Deus que existe.
Eu tenho orgulho de ser um animal predador e eu honro meus instintos animais.
Eu exalto minha mente racional e não acredito que isso seja um desafio da razão.
Eu reconheço a diferença entre o mundo real e a fantasia.
Eu reconheço a fato de que a sobrevivência é a lei mais forte.
Eu reconheço que os Poderes da Escuridão escondem leis naturais através das quais eu posso fazer minha magia.
Eu sei que minhas crenças no ritual são uma fantasia, mas a magia é real e eu respeito e reconheço os resultados da minha magia.
Eu percebo que não há céu como não há inferno e vejo a morte como destruidora da vida.
Portanto eu tirarei o máximo proveito da vida aqui e agora.
Eu sou um Vampiro.
Curve-se diante de mim.
O Dragão Fala
Eu sou o teu eu mais profundo.
Eu contemplo por você um mundo de luzes e cores da escuridão atrás de teus olhos.
Eu alcanço através tuas mãos e com elas toco os suaves prazeres de teu vivente mundo.
Eu sou o mais antigo, o criador dos deuses.
Eu sou a mudança e o invariável.
E sempre que você olha fixamente nos olhos de outro, lá!
Eu olho de volta para você!
Eu sou a fonte de tudo que existe!
E aquele que se reconhece como sendo eu também se torna a fonte e é, realmente um feiticeiro.
E aquele que permite o fluxo de meu ser e que me reconhece pelos nervos de seu próprio corpo pode tocar e mudar tudo conforme a sua vontade, e é realmente mágico.
E minha magia draconiana é doce porque eu realizo todos os grandes desejos.
Nisso que tu chamas de sonho, eu reúno minhas forças.
Nisso que tu chamas de realidade, eu organizo meus sonhos.
Eu sou grandioso para todos aqueles que buscam meu ser e meu poder, pois sou o direito de buscar os teus próprios prazeres!
Eu sou o verdadeiro deus, o deus uno, o único deus que há.
Eu sou teu e tua arte é minha.
Sim, até mesmo meu símbolo é o espelho!
E saiba bem meu nome para através de nossa honra preferi-lo em todas as tuas ações.
Ai então será e permanecerá merecedor da
Minha magia draconiana.
O Chamado dos Deuses Não Mortos
A Comunhão Vampírica através de Ritual Mágico
Alcançar a Condição de Vampiro requer a atração e comunhão com os Não Mortos, esses Vampiros que já não entram na carne, mas são astralmente livres. Estes Deuses Não Mortos transcenderam as limitações do corpo físico e podem se comunicar e aparecer para aqueles que ainda têm corpos físicos vivos.
A realização efetiva da formação de um Vampiro Vivo, e até mais do que isso o entrar nos graus dos Deuses Não-Mortos após a morte do corpo físico, depende desta Comunhão com os Não-Mortos. São as intenções deles e os desejos deles que devem ser aceitos e satisfeitos.
Deixe agora a descrença de lado. Entre no mundo da fantasia sem preconceito. Para verdadeira magia acontecer o limite do que é real e irreal, possível e impossível deve ser quebrado em sua mente. A chave para a magia e a realização do poder mágico vem quando se permite que sua mente abrace a realidade de outros mundos.
Aqui você agora abre os Portais do Poder e chama os Deuses Não-Mortos pelo nosso ritual de da comunhão.
O Sacrifício.
No verdadeiro ritual mágico os Não Mortos são chamados para estarem presentes junto ao Vampiro Vivo com a finalidade de Comunhão. Atrair os Não Mortos para oferecer energia de força vital é a chave para um ritual mágico próspero. Mais adiante perceberá que só a força vital do Vampiro encarnado servirá para este propósito. Não acredite que sacrificando a vida de qualquer outro ser conseguirá qualquer propósito no ritual! Além disso, a destruição de uma vida física não serve para qualquer propósito e é um desperdiço de força vital. Tal desperdício provoca ira nos Deuses Mais Velhos Não-Mortos e pode, de fato, ganhar a cólera e o ódio deles. Nunca use assassinato humano ou animal de sangue em um ritual. Nunca desperdice comida. Nunca provoque a ira dos Não Mortos.
Ao mesmo tempo, o Vampiro Vivo próspero oferecerá suas próprias reuniões de força vital como um presente e uma tentação para chamar a atenção e a sede dos Não Mortos.
Na presença destes verdadeiros Deuses, o Vampiro Vivo gradualmente se transforma e eleva-se de corpo e alma, para o Estado definitivo de Vampiro. Embora seja relativamente raro que a condição imediata de Vampiro aconteça de uma vez, com pouca reunião de força vital isso não é desconhecido. Afinal, os Deuses Não Mortos fazem o que querem!
Assim, a melhor preparação para o ritual mágico é juntar força vital por esforço pessoal do que tentar um sacrifício de carne merecedor para oferecer aos Deuses Não Mortos.
A Câmara Ritual.
O Chamado dos Deuses Não-Mortos deve ser efetuada em uma área onde não será imunda e maculada pelos olhos de humanos fracos e profanos. Isto é assim não somente para proteger o Vampiro Vivo que não alcançou a imortalidade, mas também porque os Não-Mortos não serão atraídos na presença desses que estão cobertos com o fedor da mortalidade. Então, feche a porta e tranque-a. Lacre o lugar de seu Trabalho de todas as formas. Não deixe ninguém que não seja um Vampiro iniciado pela comunhão estar presente nem participar deste que é o mais sagrado de todos os atos de magia!
Mergulhe a câmara em escuridão. Se a câmara esta localizada à noite em uma área ao ar livre, isto é o bastante. Dentro de uma estrutura, natural ou artificial, reduza toda a iluminação para o mínimo de simplesmente duas chamas de velas negras ou vermelhas. Menos luz é melhor e trabalhar em escuridão absoluta é melhor ainda. Os Não Mortos acham a escuridão confortante e são atraídos por ela por muitas razões. Se mais luz é requerida para a leitura de notas durante um ritual de grupo, o uso de uma luz vermelha de baixa voltagem daquelas usadas em salas fotográficas pode servir sem danificar a atmosfera do ritual.
Símbolos do Ritual MÁGICO
Seu manto deveria fundir com a escuridão a sua volta. Venha aos Não-Mortos como verdadeiros feiticeiros e verdadeiras bruxas. Muitos se amortalharão em capas pretas e batas enquanto outros amortalharão seus corpos somente com a escuridão da própria noite. Em todo caso não use roupas que distraiam sua mente, pelo contrário; o objetivo dela e aumentar seu propósito. Jóias são uma opção de roupa, mas se você for usá-las não é do uso de sacerdócio nenhum ferro, as qualidades do ferro podem ofender os Deuses Não-Mortos. O uso do Crânio Alado de em um anel ou medalhão agrada os Não-Mortos e aumenta o poder do ritual.
Um altar é qualquer superfície para descansar alguns utensílios de magia cerimonial e deve representar a fundação firme da terra na qual nós movemos e vivemos. Quando possível, coloque o altar para o oeste e deveria ser drapejado com um pano preto. Sobre o altar, posicione um espelho ao nível dos olhos ou mais alto. O espelho age como um ponto visual de concentração e age freqüentemente como um portal para o astral. A batuta pode ser qualquer vareta de madeira ou metal (com exceção do ouro e do ferro). O propósito da batuta é ajudar o enfoque do testamento do celebrante. Velas oferecem luz quando preciso e devem ser pretas para simbolizar os poderes da escuridão ou vermelhas para simbolizar o sangue - a força vital. Incenso também pode descansar no altar. Mirra e outros odores tradicionais de funerais e morte são apropriados.
O cálice representa o corpo humano e neste trabalho tal taça deve ser preenchida com um pouco de líquido vermelho que o celebrantes reconheçam ter gosto agradável. Não importa o que é. O que é importante é que representa o sangue do a força vital do corpo.
A faca de cabo negro ou espada só é segurada pelo operador em rituais de grupo e vista como um símbolo da tomada de força vital (como uma arma) e como uma lembrança do papel predatório de cada Vampiro.
Podem ser usados especialmente bem tambores, chocalhos, sinos e gongos em uma cerimônia de grupo. Com equipamento de estéreo moderno o celebrante não precisa esperar para aproveitar o poder audível de um temporal. Porém, cuidado deve ser tomado para que as palavras do celebrante não sejam dominadas por outros sons. Um sino ou gongo de som penetrante também se faz necessário.
A Cerimônia Mágica em Grupo.
O Chamado dos Não-Mortos sempre possui mais poder em um grupo devido ao aumento de energia vital disponível para o sacrifício. Em qualquer ritual de grupo é necessário que só um celebrante conduza os Sete Passos do Ritual enquanto os outros apóiam o celebrante como uma congregação formal. Entretanto um ritual solitário é preferível se qualquer uma das partes do trabalho em grupo não possui real valor de propósito.
Os Sete Passos do Ritual.
1. Entrando na Câmara.
O local do ritual mágico pode ser em lugar fechado ou ao ar livre, mas deve estar protegido da interferência do profano fedor mortal. Feche as portas ou ponha postos de guardas. Desconecte telefones. Feche as janelas portas e cortinas. Tenha todas as ferramentas cerimoniais preparadas e posicionadas de antemão.
Ao entrar no local de trabalho mágico permita-se separar do mundo profano e da vida cotidiana. O ato físico da ida para a câmara aumenta a decisão mental e emocional para entrar em Comunhão Vampírica. É melhor poder usar a câmara mágica para este propósito, com este ato adicional sua mente acumula mais poder para a comunhão.
Novamente, você não entra simplesmente fisicamente na câmara, mas também com a mente livre de descrenças. Aqui você escolhe acreditar completamente e aceitar as realidades da magia e dos Deuses Não-mortos que você chamará. Aqui você deixa para trás seu ceticismo e se abre completamente à celebração de que você é: um Vampiro Vivo, Mestre dos mundos visíveis e invisíveis, mágico adorador supremo dedicado e criado desses que foram como você, mas que já largaram seus corpos físicos!
2. A declaração.
Para o Oeste e de frente para o espelho (o enfoque dominante da direção do ritual deveria estar para o oeste, se possível) o celebrante da cerimônia toca cerimonialmente o sino ritual nove vezes. Este é um sinal que toda a atenção deve ser dirigida completamente para o rito. Então o celebrante declara o estado dele como um Vampiro Vivo e o propósito da cerimônia nas suas próprias palavras. Um exemplo:
"Ouçam-me Agora! Eu sou um Vampiro, um predador de humanos! Eu entrei aqui para chamar os Deuses Não-Mortos neste solo sagrado. Eu reuni força vital de humanos. Eu estou transbordando em vida! Eu ofereço esta essência de vida que reuni aos Deuses Vampiro Não-Mortos. Eu estou aqui para os alimentar e ser escoado! Eu estou aqui para morrer e ser renascido. Eu estou aqui para subir da morte para a vida! Eu estou aqui para fortalecer meu laço com os verdadeiros deuses deste mundo! Eu sou um Vampiro!"
3. O Chamado dos Quatro Ventos.
O celebrante da cerimônia enfrenta cada um dos quatro pontos cardeais na seguinte ordem: sul, leste, norte e oeste. A cada direção, o celebrante eleva uma batuta ou varinha ou outro utensílio de madeira para aquele horizonte e, nas suas próprias palavras, chama os Deuses Não-Mortos para vir e se unir nesta cerimônia. O chamado deve ser honrado, tem que ser supremo e cheio de poder emocional. Aqui é há um exemplo:
Para o Sul –
"Oh Grandes Deuses Não-Mortos! Oh Vampiros Ancestrais e poderosos! Oh verdadeiros Mestres da Terra! Unem-se aqui comigo! Estejam comigo neste lugar! Eu o chamo agora!"
Para o Leste –
"Eu chamo por vocês, os únicos verdadeiros deuses, e o ofereço minha essência vital! Venham! Alimentem-se em mim! Vocês que já foram como eu, e agora ultrapassaram a morte! Eu os chamo agora!"
Para o Norte –
"Eu busco a companhia de vocês! Eu busco Sua Sabedoria! Eu busco Seu Poder! Entrem livremente neste lugar porque Vocês são muito bem vindos! Eu os chamo agora!"
Para o Oeste –
"Livrem-se de suas dúvidas porque eu sou sincero! Eu ofereço minha vida! Levem! Drenem! Bebam de mim! Porque eu sou de vocês para usarem como quiserem. Eu os chamo agora!"
4. O SACRIFÍCIO
Aqui o celebrante dirige toda a força vital acumulada para os Não-Mortos que estão presentes. Se o celebrante não desenvolveu consciência astral suficiente para sentir a presença daqueles que responderam a chamada diretamente, deveria dirigir a força para o espelho. O espelho age aqui como um Portal para o outro mundo.
Em uma cerimônia de grupo, deveriam dirigir os outros participantes a força vital deles para o celebrante principal em seu plexus solar e este para os Não-Mortos. Em tal ritual de grupo, o celebrante é então como uma lente para projetar o fluxo de vida para os Não-Mortos que podem se manifestar visualmente como imagens no espelho.
A força vital é exalada pela boca com um som de assobio longo, lento e controlado. O Vampiro Vivo literalmente bombeia a força vital para fora de seu corpo em um fluxo contínuo de poder repetindo esta sucessão.
(1) inalando profundamente pelo nariz e então
(2) exalando lentamente e completamente pela boca.
O esforço para expelir energia tem que continuar sem pensamento de sobrevivência pessoal. Esgotamento será esperado. O esforço precisa continuar até lá é evidência boa que os Não-Mortos estão aceitando o sacrifício. Quanto mais a pessoa dar e quanto mais a pessoa esvaziar de sua própria força vital, maior o fluxo de retorno de transformação e ajuda que serão recebidos.
Lembre-se que nada é grátis e os Não-Mortos que aparecerem devem estar presentes e alimentados para que a verdadeira comunhão ou iniciação ocorra. Alguns dos Sinais que indicam a Presença do Não-Morto presente incluem:
A sensação de ar móvel, como em uma brisa fresca (A Vinda dos Ventos).
Sensações de formigamento em particular nas pontas do dedo e face.
Sensações puxando ou pulsando no plexo solar.
Excitação súbita de emoções misturadas de alegria, amor, adoração, temor, etc.
Sensação de estar passando por teias de aranha que são postas no rosto ou mãos.
Ouvir um Soar nas orelhas.
Sensação visual do quarto que se enche de neblina.
Sensações de ser tocado ou acariciado.
Ouvir o próprio nome falado em voz alta.
Poltergeist clássico (levitação ou vôo de objetos na câmara).
Avistamento dos Não-Mortos visualmente primeiro no espelho, e então na câmara.
Sonhos de vôo, queda livre ou viajem por túneis depois do ritual.
Projeção astral depois do ritual na Presença dos Não-Mortos.
5. Comunhão VampÍrica.
Quando os Não-Mortos aceitam o "sangue" do sacrifício, o esgotamento se aproxima ou chega e acontece uma troca sutil. Os Deuses Vampiros apresentam-se abastecidos e julgam o(s) participante(s) sobre o mérito deles para transformação e Iniciação. Até mesmo simplesmente estar na Presença dos Deuses Mais velhos, porém, acelera a evolução pessoal.
Uma vez achado merecedor de seus esforços, os Deuses podem escolher lançar a energia mais alta rarefeita da Própria Essência deles em um fluxo de retorno. Se isto acontece (como quase sempre acontecerá) então os participantes descobrirão uma renovação de energia e vitalidade. Esta Chuva de Clemência pode ser fraca ou forte e pode acontecer qualquer hora durante a cerimônia.
6. Restauração do Poder.
Com o fim de Comunhão, o celebrante bebe do cálice e declara o estado escolhido dele novamente como uma dedicação. Aqui é um exemplo:
Eleve o cálice para o espelho.
"Este é o sangue das minhas vítimas passadas. Eu bebo a essência de vida desses que só existem para servir meu testamento. Eu bebo isto em memória do que eu sou, um Vampiro, um predador de humanos!!! ".
Beba do cálice. Devolva o cálice para o altar. Enfrente o espelho e toque novamente o sino nove vezes, fortemente.
7. Deixando a Câmara.
A faca cerimonial é tirada e dirigida a cada um dos quatro cantos da bússola em memória dos primeiros vampiros e como uma lembrança do estado predatório dos vampiros sobre os seres humanos.
Então o celebrante extingue fogo todo restante e proclama o Fechamento com palavras como:
"Assim está feito".
Sem qualquer outra palavra, deixe a câmara e entre em um lugar de luzes mais luminosas. Coma e beba para restabelecer uma sensação mais normal de vida. Se em um grupo, celebrando e de forma alegre. O ritual está terminado.
Os Métodos Secretos do Vampirismo.
Vampirismo é a tomada de força vital do humano em benefício do Vampiro. Em sua essência, Vampirismo é somente uma forma mais refinada de alimentação. O Vampiro absorve a força vital humana. O humano absorve isto de outros animais e plantas. As plantas pegam isto do sol. Também, o sol não é a fonte final, mas um canal de outras fontes além do âmbito deste livro.
Porém, o desarranjo químico de nutrientes e seus lugares no ciclo bioquímico que transfere energia não é a história completa. Da mesma maneira que os físicos modernos estão finalmente atentos ao fato de que o universo está perdendo energia permanecem desavisados do papel de um "elemento perdido" no sistema de energia do corpo humano. Este elemento perdido é o universo astral denominado que inclui os corpos astrais de toas as coisas viventes.
No coração da alimentação está o conceito de transferência de energia astral. A transferência atual normalmente requer uma ligação com o corpo astral para que ele possa renergizar, com isso a geralmente o desligamento do corpo físico para o astral o qual, em troca, obtém uma perda de consciência. Conseqüentemente depois de uma boa alimentação, a maioria dos humanos e animais ficará com sono porque é quando eles dormem que a verdadeira transferência de energia acontece.
Outro exemplo do papel do sono pode ser vista em casos de perigo de morte para a sobrevivência física. Se um humano está cruzando um deserto e está morrendo de sede, ele pode afundar até inconsciência e dormir. Quando ele acordar, o nível de energia de energia estará renovado e ele pode continuar a luta. Isto acontece porque durante inconsciência o corpo astral dele separou até certo ponto do corpo físico para permitir o fluxo de energia armazenada nos vários tecidos de corpo e cérebro.
A fonte mais refinada da energia de força vital para os Vampiros é achada assim nos corpos astrais de humanos enquanto eles estão dormindo ou de algum outro modo não normalmente consciente. Nós viajamos freqüentemente ao lado de humanos dormentes para tirar a energia acumulada deles da forma astral cochilando ou dormindo próximos.
Alcançar este nível mais alto de Vampirismo exige que o Vampiro possa sair de seu corpo físico e no astral ter consciência suficiente e intenção. A realização desta viagem para fora do corpo requer, prática e a ajuda dos Deuses Não-Mortos pela Comunhão Vampírica.
O Vampiro tem que inicialmente juntar a força vital em excesso que tirou de humanos. Esta força vital é oferecida como um sacrifício, uma oferenda para os Deuses Não-Mortos no ritual mágico de Comunhão de Vampirica. Esta Força Vital atrai os Deuses Mais antigos e devolve de forma que ele pode ser ajudado de modos invisíveis na evolução dele para alcançar o controle astral. Se soltando das travas astrais (que prende firmemente no mundo físico a maioria dos humanos).
Porém como o vampiro conseguirá as energias dos humanos para atrair os grandes antigos se ele ainda não teve a ajuda dos não mortos para se tornar um Vampiro astral? A resposta é surpreendentemente simples, como com a maioria das verdades.
Quando o humano está consciente, o corpo astral compartilha o espaço físico, interpenetrando ele em toda parte. Porém, o astral, de um humano saudável normal, é normalmente um pouco maior que o corpo físico tal que cercará o físico a uma distância que freqüentemente varia de algumas polegadas até vários pés. Esses que experimentaram o soltar das travas astrais e foram então capazes de ver o universo astral têm, ao longo do tempo, informações das auras que cercam os humanos. Isto é visto comumente em pinturas religiosas dos últimos cem anos na Europa sobre as cabeças e mãos de figuras religiosas históricas.
Assim sempre que você toca um humano, você também está penetrando até certo ponto o corpo astral dele. Com aquela penetração por seu astral, é agora relativamente fácil de puxar alguma energia de força vital. Não haverá entretanto o grau de fluxo, de "drenagem" que é possível quando atacamos o humano que está dormindo.
O ato de puxar a força vital da vítima para você é, no fundo, instintivo e não ensinado. Ao mesmo tempo há ações físico-astrais específicas que podem ser aprendidas. Aqui estão então os segredos fundamentais do Vampirismo:
1. Contato
Contato se refere à necessidade de alguma parte de seu corpo astral contactar o corpo astral do humano. Qualquer contato de físico pele com pele assegura tal contato.
2. Penetração.
Seu astral tem que penetrar no astral do humano para habilitar a absorção da força vital. Quanto mais o seu corpo astral entrar no corpo astral do humano, mais rapidamente e "profundamente" a energia pode fluir.
3. Atração.
Com a penetração, o Vampiro tem que atrair a força vital do humano. Este desenho está normalmente acompanhando a inalação da respiração física pelo corpo físico. Assim para o Vampirismo, é melhor inalar profundamente. Você virá sentir a entrada fluir para o seu sangue sendo puxada pela respiração. pode também tencionar e relaxar os músculos da esfíncter anal com a inalação para como isto estimular os mesmos mecanismos astralmente envolvidos com Vampirismo.
4. Fratura.
É igualmente importante se retirar completamente do astral do humano os Vampiros fazem isso por pelo menos duas razões muito boas. Primeiro, você não deseja adquirir um fluxo inverso de força vital preciosa para o humano, e segundo, você não quer causar a destruição física de sua presa deixando que esta fonte de força vital escoe do humano quando você não quer. Nós não somos glutões e nos lembramos do primeiro Princípio do Vampirismo: Nunca Desperdice Comida!
No princípio é conscientemente necessário ao Vampirismo a pratica com grande intenção. Com o passar do tempo, você se desenvolve Vampiricamente, o ato do Vampirismo fica crescentemente inconsciente e automático. Você verá que na presença do outro Vampiro esta tendência para Vampirismo inconsciente será inibida. Como parte da ordem natural das coisas, predadores não atacam um ao outro. Este não é somente um assunto de segurança mas de auto-respeito mútuo. Tratar um predador como uma presa é o maior dos insultos.
Quando você executa o ato de Vampirismo, afirma o ato em voz alta ou caladamente. Firmemente declare mesmo que só em sua mente a realidade de sua ação como por exemplo:
"Eu estou levando sua energia vital, seu sangue, sua alma",
Agora. Somando com a sugestão verbal você está descobrindo como um predador pode telepaticamente comandar a presa para consentir com a sua intenção, permanecer flácido e se rendendo a sua drenagem " sanguínea ".
Então encha seu corpo e trasborde. Drene, drene e drene até que você não possa mais! Engula seu corpo interno até, como uma fonte ascendente, você não poder aceitar mais nenhum. E como uma fonte de água que se levanta por seu ser, o spray de energia transbordante subirá sobre sua cabeça e então se cairá novamente ao teu redor.
Os sinais de Vampirismo próspero podem ser vistos como segue na lista:
Sua visão clareia, e as cores ficam mais vívidas.
Você se sente um refrescante, revitalizado física e mentalmente.
Você sente uma calma interna.
Sente que possui mais poder mágico
Vive sincronicidades favoráveis a sua vida
Você percebe um aumento de força física.
Sua lembrança dos sonhos melhora enquanto os sonhos se intensificam em experiência.
Você tende a chamar a atenção dos Não-Mortos no ritual mágico.
As fases de desenvolvimento do Vampirismo são quatro:
Contato físico requerido.
Contato visual requerido.
Contato simpatizante requerido.
Contate mental.
Contato Físico.
Do aperto de mão mais casual a intensos encontros sexuais, a chave é a proximidade de seu corpo astral com sua presa. Lembre-se qualquer contato físico é contato astral.
Contato Visual.
Após experiências suficientes ao nível físico o Vampiro pode tirar a força vital de um humano sem contato físico pela sua linha-de-visão. O mecanismo atual é a projeção de uma rede astral ou corda astral comprida com os quais você se conecta ao astral da presa. O desempenho deste ato normalmente sente como se o humano estivesse em contato físico com os olhos do Vampiro, como se os olhos pudessem o alcançar literalmente e tocar a presa. As técnicas avançadas serão negociadas com ao Segundo nível do Círculo.
Contato simpatizante.
O conceito da magia de contágio e condolência é achado dentro deste nível de Vampirismo. Entrando em contato com algum artigo físico, como um pedaço de roupa, uma caneta, um aparo de unha, que estava uma vez em contato físico (e conseqüentemente, contato astral) com a presa, o Vampiro avançado pode puxar força vital a uma grande distância. Este nível depende do grau de conexão entre a presa e o objeto como também o nível de desenvolvimento do Vampiro.
A interpenetração do universo astral é responsável aqui por essas extensões astrais. Como linhas pegajosas que permanecem conectadas, mais ou menos, com virtualmente tudo que toque humanos fisicamente (e, até que ouça e veja) a rede astral que cerca tudo conecta os nossos corpos astrais. O Vampiro pode aprender seguir esta conexão então e tirar força vital de uma pegada, ou até mesmo de uma assinatura.
Contato Mental.
O Vampiro perito pode sentir a existência da presa e diretamente pode utilizar a força vital sem qualquer ponte "astral" aparente. Este nível de passos de sofisticação que vai além das leis de físicas como comumente conhecidas confia nos ensinos das Nove Leis da Magia, restritas ao Sacerdócio.
Resumo.
Vampirismo é instintivo mas só pode ser alcançado por esforço pessoal. Cada ato de Vampirismo alarga a capacidade do corpo astral para aceitar a energia. Com a energia aumentada, os poderes do Vampiro começam a aparecer.
Como sempre, se os Deuses Não-Mortos resolverem conceder uma ajuda especial, então o processo de aprendizagem é encurtado, Para tal, o propósito do Templo foi alcançado e a Condição Vampírica estabelecida.
Mas os Deuses são seletivos e Eles estão acham que a melhor maneira de engrandecer a evolução vampírica é o esforço pessoal. Então, aprenda, aplique e aperfeiçoe os métodos. pois só ai está a obtenção da verdadeira Iniciação!
O Predador de Humanos
A hierarquia dos seres viventes na terra é baseada na cadeia alimentar. Em última instância tudo é reduzido ao assunto de quem come quem. Ao alcançar o condição de Vampiro, o adepto tem que enxergar à perspectiva de ser um predador de seres humanos. É impossível para uma pessoa se tornar um vampiro se está pouco disposto atacar o força vital de humanos.
Ainda que o Vampiro tenha sido criado na sociedade humana e tinha sido programado por valores humanos e éticas humanas. Estes devem ser superados e devem ser transcendidos para que a possibilidade da Metamorfose Vampirica aconteça.
A Sociedade humana está confusa e celebra valores contraditórios porque o humano acredita que está ao topo da cadeia alimentar enquanto permanecem sendo a presa do Vampiro. Os seres humanos falarão de paz e trégua como virtudes enquanto ignoram o ato de assassinato que é colocar carne morta nas mesas de refeições. Sobrevivência sempre é um assunto de consumir comida. Consumir comida é o ato predatório da tomada de força vital de outro no próprio corpo da pessoa.
Seres humanos continuamente exibem sua consciência de presa pela negação eterna destes fatos fundamentais da vida. Eles não querem admitir que a vida vem da tomada de vida porque no fundo, além de qualquer negação consciente, os humanos estão atentos que eles estão são a comida de seus Mestres. Dentro do mais baixo reino animal nós vemos a reação natural de um rato pego pelas mandíbulas de uma víbora. O rato deixa de lutar e é resignado a seu destino. Também, o coelho afrouxará os músculos dele e não mãos lutará quando o lobo morder firmemente sua garganta. Por que isto é? Por que estas criaturas não batalham até a última respiração no para verem se podem escapar e sobreviver?
A resposta é simples. Como presa, sabem estas criaturas tímidas que o papel delas na natureza de coisas é agora deixar suas forças vitais ao predador que os pegou. Tão também, seres humanos invariavelmente possuem a sensação de que eles são a presa dos Vampiros. Ainda, distinto do rato ou do coelho, há o faísca de possibilidade dentro do humano. Há aquele potencial escondido do humano para se levantar e alcançar um nível evolutivo mais alto e se tornar um Vampiro.
Alcançar a Condição vampírica, então, requer muito mais que dominar as técnicas de drenagem da força vital. Tornar-se Vampiro requer muito mais que dominar vôo astral e empregar o tempo em honra aos princípios vampíricos. Requer uma mudança primeiro em atitude e ponto de vista. Requer que o Vampiro comece a se dar conta da verdade sobre a natureza do mundo e da luta pela sobrevivência. Requer que ele esteja disposto a fincar seus dentes na garganta da humanidade e cultive a consciência de presa na sociedade humana.
O Vampiro é o predador de humanos e nenhum humano, homem ou mulher, alcançou a Condição Vampirica enquanto retendo identificação humana e éticas humanas. Estes devem ser descartados sem olhar atrás! Ou se é ovelha ou se é lobo. Ou se é rato ou se é serpente.
Se você fala destas coisas à maioria dos humanos que eles lhe contarão que esta é uma perspectiva brutal e inumana, moralmente-depravada... enquanto mordem seu pedaço de bife e seus restos de planta morta. O que eles querem dizer com isto? Eles querem dizer que não querem saber da realidades sobre a vida na terra cruel e brutal. Em outras palavras, você está ferindo os sentimentos deles falando sobre a verdade! Lembre-se, todo humano que você vê ou fala é mortal. Eles morrerão, cedo ou tarde. O desejo deles de esconder a verdade da vida não será forte o suficiente para isso. Tão certo quanto a noite segue o dia, a vacância do humano com " sentimentos feridos" tentará fazer com que você sinta a dor da própria morte dele, ao invés do caminho inverso que é o natural.
Assim o ser humano tem o potencial para subir de seu estado de mera presa e se tornar um predador, algo que nenhum animal inferior pode fazer. Este triunfo do testamento individual também levou o respeito aberto de gênero humano ao longo de história. Muitos são " guerreiros brutais " e generais que, ao longo do assassinato inumano de outros homens de guerra, se tornaram os heróis e estadistas entre as ovelha que berram elogios a eles. E não cometem nenhum engano sobre isto, sempre houve a atração sexual geral da fêmea humana por um macho que demonstra características predatórias. É natural para a espécie humana ser dirigida para escolher tendências de predador em cima de presa. As sementes do Vampirismo são filhas das ambições evolutivas e genéticas mais altas da espécie humana.
Além disso, se nós compararmos o Vampiro verdadeiramente com o humano, nós descobrimos que é o humano que mata para viver. Quando um homem mortal come, ele esmaga em pedaços o que era uma vez outro animal vivente ou planta. Cruelmente ele rasga e mói os corpos do morto e morrendo no molhado de seus temperos tritura e os traz para sua bolsa estomacal. Quando uma pipoca estoura, ela estoura de um milho morto. Quando um bife de carne de boi que goteja em sangue é mastigado e é misturado com saliva, o boi está morto. O animal está perdido.
Porém, pelo aeons desde a primeira subida do Vampiro, a drenagem da força vital alcançou o que o humano só pretendeu por muito tempo. O Vampiro não mata o humano para se alimentar. O primeiro Princípio dos Vampirismo é nunca desperdiçar comida. O Vampiro que busca entrada na Condição Vampírica tem que abandonar o ancestral temor da espécie humana que imagina que comer signifique destruir. A superpopulação "abarrotada " do mundo é o resultado de séculos de intervenção cuidadosamente criada em negócios humanos para servir a população de Vampiros.
As Regras dos Não-Mortos da terra não possuem nenhum desejo de exterminar a sua própria fonte de comida. Nós precisamos dos humanos tanto quanto os humanos precisam de colheitas e gado.
Ser cego: O ato de assassinar qualquer animal humano ou outro resultará em expulsão imediata e permanente da condição de Vampiro. O predador não desperdiça comida nem suja sua própria toca. A única exceção para isso é quando a comida apresenta espinhos ou incomoda a vida do vampiro que então assim como um leão pode eliminar qualquer ser inferior que o incomode Enquanto é vital para os Vampiro se livrar do consciência de presa vinda de sua herança mortal, isto não lhe dá permissão para destruir os esforços de muitos séculos. Hoje, a maioria dos seres humanos não acredita conscientemente na existência de nosso tipo. Esta reversão de convicção não aconteceu por simples sorte! Especialmente para esses que não alcançaram a Condição Vampírica e permaneceram mortais, é vital que Iniciem cultivem a falta de convicção na realidade de nosso tipo entre humanos. Este princípio é conhecido como o titulo de nosso próximo capítulo:
A Verdade da Mentira.
A "mentira" é a existência de Vampiros que a maioria dos humanos acredita ser só folclore e fantasia supersticiosa agora. A " verdade " é que os Vampiros são muito reais e é que podem estar em qualquer lugar. Como será revelado nos níveis mais altos do Templo Interno, há vários propósitos diferentes atrás da execução desta manipulação de convicção humana, mas basta por agora simplesmente entender que não é sábio abusar dos poderes que vêm com a Condição de Vampirica. Os Não-Mortos os eliminarão simplesmente da associação adicional se você não agüentar seguir este simples princípio.
O que é requerido do Vampiro é que se mova caladamente pelo mundo humano como verdadeiro predador que não alerta o rebanho de sua presença e não trai a confiança de seus parceiros. Nós esperamos que você permaneça inocente desse crime. Nós esperamos que você fique sábio e forte o bastante para evitar alteração entre os humanos, desnecessários dizer que pegue a força vital deles de uma maneira cautelosa. Nós esperamos que você não faça propaganda de nossa espécie e não desmestifique os vampiros "sugadores de sangue" fictícios.
Se você não cumprir estas expectativas, não os castigaremos. Nós simplesmente os retiraremos da Xícara de Vida Imortal e permitiremos que vire uma presa novamente.
O predador é paciente. O leão esperará imóvel por horas até o momento da ação. Também, assim é o Vampiro busca abandonar o movimento inquieto dos rebanho e fixar a mente em sua meta da Condição de um vampiro. Deixe de pensar em você como uma vítima agora! Enquanto nós exigimos uma obediência às leis do mundo humano, nós não esperamos que você abandone sua autodefesa. Totalmente o contrário! Olhe para os seres humanos como nada mais que uma espécie mais baixa. Não tolere entretanto os riscos de sua vida mortal, quando sua vida adquiriu há pouco o potencial de eternidade. Entre em lugares abertos com uma vigilância constante por perigo. Mantenha suas mãos livres. Se você pode levar uma arma legalmente para defender sua vida, faça isso. Se você não adquiriu habilidades físicas simples para sua defesa, faça isso também.
Em um nível mais sutil, comece a repensar suas obrigações de seres humanos que ainda restam em sua mente. Desafie as razões dadas para você se comportar de modo passivos e contidos. Distinga entre a sabedoria de um predador inumano e o berrar selvagem de uma descuidada ovelha humana. Quando você olha alguém, nitidamente olhe nos olhos deles para o centro de seus cérebros. Considere a postura de como você caminha e se senta. Olhe a elegância de a graça do movimento de um gato. Ele impõe respeito, é um predador.
A base para alcançar a Condição Vampírica começa com a aceitação da mente de um predador. Comece agora, hoje, neste mesmo momento, jogue fora seus hábitos de pensamento de uma presa e auto-depreciamento de vítima do mundo real. Substitua estes pensamentos e hábitos com a nobreza de um predador consciente.
Nós estaremos observando.
Shurpu Kishpu
...O Livro do Sonhar...
Transcrição comentada da tradição oral:
Shurpu Kishpu é a sabedoria oral dos antigos Ensinamentos de Hekal Tiamat, do Templo do Dragão Vampiro. Foram memorizados o sutras concisos ou Palavras de Poder comumente que então se expandiram em uma instrução oral de professores experientes da Grande Família de Vampiros Mundial. Nisto está contido os elementos essenciais que incluem os Mistérios do Sacerdócio. Para os não iniciados e os desprevenidos estes "segredos" abertos permanecem fechados em sua compreensão autêntica e realização. Aqui é a descrição mais antiga da Ponte entre os Mundos. Leia, aprenda, perceba e atinja!
"A Vida do Sonho é a Única Vida."
O corpo do sonho e o corpo astral são um. O corpo astral vive dentro do corpo de carne vivente. O corpo astral anima o corpo de carne. O que você chama sua vida é este corpo astral.
"A Morte do Sonho é a Única Morte."
Quando o corpo astral se separa completamente do corpo de carne esta é a morte física. Depois da morte física, as vidas astrais permanecem durante um tempo até a segunda morte quando o astral também acaba.
"O Adormecido Nasceu para Morrer."
O mortal é ele que morre fisicamente e então permite que o corpo astral também sofra fome e morra. O mortal é "Adormecido" à possibilidade para imortalidade.
"O Sonhador Nasceu para Viver."
O Vampiro é aquele que aprende a arte da tomada de força vital dos corpos de outros para evitar a segunda morte e se manter vivo como um Ser Imortal. O Vampiro sonha com as possibilidades de vida perpétua.
"O Sangue é Vida."
A necessidade do Vampiro não é beber sangue físico para viver, mas sim a força vital transmutada que é o próprio Sangue para perpetuar a vida quando a morte chegar e fornecer os reais poderes de um vampiro.
"O Sonho é Feito de Carne."
O Vampiro pode fazer o corpo astral ser sólido para o toque de humanos de carne usando bastante força vital. Ainda o Vampiro retém as qualidades do corpo astral.
"O Sonho está na Carne."
O corpo astral é composto de uma forma mais refinada de matéria e não está dentro do espectro claro visível. Conseqüentemente o Vampiro não pode ser visto pelo olho, ou no espelho, ou na máquina fotográfica. A forma do Vampiro astral é, entretanto visível aos olhos astrais do humano de carne aquela forma que não reflete luz. Um Vampiro Vivo retém um corpo físico. Esses Que Subiram atingiram controle de projeção astral. Os Deuses Não Mortos abandonaram a necessidade absoluta e completamente de corpos físicos.
"O Sonho é da Mente".
O corpo astral é um maleável e assim o Vampiro pode assumir qualquer forma. Para movimento rápido via aérea é a forma de morcego ou pássaro. Para movimento rápido através de terra é a forma de lobo ou gato. Para invisibilidade é a forma de névoa ou pó. Formas aterradoras para apavorar suas vitimas, formas sedutoras para as encantar
"A Mente está no Sonho."
O melhor meio do Vampiro desfrutar sua forma é a forma humana para fundir e misturar-se com rebanho humano para a Caça. Alguns Vampiros que ficam arrogante e ansiosos pelas reações de mortais exibirão seus poderes de vôo, rapidez, força e invulnerabilidade abertamente. Tal ato exibe o dano da Caça e alerta a presa.
"O Sonhador Escolhe O Sonho."
Se tornar Vampiro requer uma ação que a maioria do mortais não fará. Nunca seu trabalho de se tornar vampiro estará completo se você só se preocupar com sua vida após a primeira morte. Permanecer vivo porque se deseja isso. Um mortal tem que comer, beber e proteger o seu corpo de carne dos extremos dos elementos. Estas ações requerem esforço e o mortal tem que ter um propósito para permanecerem vivos e continuar entrando estas em ação necessárias. Vampiros não precisam.
"O Sonhador Ama O Sonho.’
O Vampiro estende vida por ações semelhantes. O Vampiro tem que amar a própria vida o bastante de forma que lá sempre permanecerá antes de qualquer razão para continuar com sua vitalidade.
"O Sonhador Come o Adormecido."
O Vampiro entende a tomada requerida de força vital de mortais como um sustento para sua vida astral. O Vampiro suportará contanto que ele leve Sangue mortal (força vital) e não se faça a presa compartilhar dos prazeres do Sonho.
"O Sonho Cheio Tem Poder."
Os poderes do corpo astral são responsáveis pela maioria das coisas que os mortais chamam de magia. O Vampiro utilizará de seus rituais mágicos para fortalecer o corpo astral, satisfazer sua vida livrar-se de obstáculos, bem como também para firmar o compromisso dele com a imortalidade e com a sua Família de Vampiro.
"Os Poderes do Sonho São Cinco. "
Ver com olhos astrais é clarividência, divinação. Sentir com toque astral é psicometria, o sexto sentido. Ouvir com ouvidos astrais é clairiaudiência. Mover o físico no astral é telepresença. Falar com a voz astral é telepatia e dominação mental.
"O Sonhador é Conhecido Pela Mente."
O Vampiro é uma ilusão mental às sensações do mortal. Não há nenhuma forma física bruta para ver ou tocar. Há só a projeção do corpo do sonho do Vampiro na mente da presa mortal.
"O Sonhador não é a Carne."
O Vampiro pode mover o físico, contudo o que parece ser a mão dele elevando um vidro é sua telecinésia que move aparentemente o vidro pego por sua mão astral intangível. O Vampiro também sente que ele está elevando o vidro mas se ele não se alimentar com força vital e perder poder, a mão dele não poderá moveria ou até mesmo sentir o vidro físico.
"O Sonhador Rege à Carne."
A força do Vampiro para mover objetos físicos vem do reservatório de energia que ele levou do viver. Assim ele não está limitado pelas mecânicas dos músculo mas pode ultrapassar limitações mortais. Ele não precisa ir para chegar e pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.
"A Carne Obedece a vontade."
O Vampiro também pode mover objetos físicos sem os tocar aparentemente com até mesmo o corpo astral dele estendendo um filamento do ser dele para o objeto que deseja afetar. Como a corda astral do Vampiro vivente, este filamento pode estar tão bem sobre às percepções do mortal. Da perspectiva do Vampiro, a intenção dele seria desejar uma porta fechada e com a vontade, fechar a porta. Se ele olha cuidadosamente pode perceber o filamento do corpo dele que executou a ação.
"O Dormente vê o Sonho."
A ilusão da forma física projetada à mente do mortal às vezes não incluirá elementos importantes que sempre estão presente em realidade física. A mente mortal às vezes não incluirá caso contrário raramente alguma terra comum notada conseqüência de presença física. O mortal não pode notar nenhuma imagem do Vampiro no espelho ou sombra. O olhar de surpresa ou confusão deveria alertar o Vampiro e a vontade do mortal ira ver a imagem do espelho ou sombra. Assim o mortal relaxará como sua própria ilusão.
"O Sonhador Dorme no Sonho."
Quando o Vampiro astral dorme, o corpo astral dele permanece na mesma localização física. Se um mortal descobre a forma dele, a ilusão falha e não há mais nenhuma sombra, nenhum reflexo no espelho, nenhum registro por máquina fotográfica, nenhum registro nos sons registrados em fita - estas imperfeições alertarão o mortal à realidade da condição astral do Vampiro.
"O Sonhador não Morre Adormecido."
O mortal não tem recursos para destruir o Vampiro de acordo com as superstições da tradição. Uma estaca física de madeira pelo coração astral do Vampiro não causa nenhum dano. Nenhum alho nem símbolos religiosos como crucifixos causam qualquer resposta no Vampiro a menos que o Vampiro acredite que tal pratica é potente. Em tal caso, qualquer dor ou deformação do corpo astral é produzido só pela mente do Vampiro. A menos que o Vampiro acredite que ele verdadeiramente está morrendo (e isso pode até conduzir eventualmente a uma morte astral), o Vampiro é incólume por tal aventura.
"O Sonhador se alimenta no Sono."
Se o mortal não acorda do sono Vampiro astral, ele não encontrará nenhum corpo que ele possa tocar, mas só uma imagem holográfica intangível. As mãos mortais dele atravessarão a forma do Vampiro uma vez que não é verdadeiramente físico. Porém, o Vampiro mais experiente puxará força vital automaticamente do mortal até mesmo em sono fundo. Assim o mortal normalmente desfalecerá do dreno súbito.
"O Sonhador não Morre, Desperta."
Assim o Vampiro dormente, se livrou das superstições de cultura humana, permanece impérvio ao assassino do "Vampiro mortal" casual. Porém, o Vampiro pode posar uma ameaça séria para outro Vampiro levando a energia acumulada dele.
"Os Sonhador Come os Dormentes."
Vampiros raramente pilham um ao outro, o esforço que é exigido é grande demais comparado a facilidade de que a força vital é retirada dos mortais.
"Os Sonhador está Acordado."
Vampiros aprendem a respeitar aqueles iguais a eles. A sabedoria acumulada de séculos que um Vampiro antigo pode compartilhar faz com que a ansiedade de sabedoria dê aos merecedores um valor autêntico comparado com um relativamente ignorante mortal de quem a mente pequena está cheia com trivialidades inúteis e tolice supersticiosa.
O Próximo Apocalipse
Para cada vida mortal há uma morte física e durante cada grande Ciclo de Vida neste mundo há um fim. Por milhares de anos os Deuses Não-Mortos trabalharam um esquema cuidadosamente para criar um nível novo de existência para Eles e para aqueles que verdadeiramente os servem.
Civilização é o produto e uma experiência destes Grandes Anciões. Antes que a raça humana entrasse para a civilização, a população de vampiro já existia. Humanos que eram simples caçadores e agricultores estavam sujeitos aos perigos do mundo natural. E a extinção destes resultaria no fim da alimentação dos vampiros vivos.
Porém, os Vampiros Antigos se levantaram da brutalidade de suas origens pela força empinada de sua imortalidade. E conforme a história crescia em séculos, os anciões cresceram em força e sabedoria. Aparte do Próprio Domínio Vampírico (como relacionado no Shurpu Kishpu foi passada pela sagrada tradição oral até os dias de hoje) Eles também descobriram os segredos de fogo, ferramentas simples, agricultura, domesticação de animais, e a forjar do metal armamentos.
Então, os Grandes Antigo decidiram então melhorar a condição humana da mesma forma que o humano melhorou o condição do gado e da ovelha. Gênero humano ganhou então o que considera civilização, mas que o Vampiro sabe tratar-se de uma simples grade de cativeiro. Da mesma maneira que os rancheiros de gado humanos criam seus rebanhos. Os Deuses Antigos, nesta fase já haviam cruzado a barreira da morte e a época em que tudo isso aconteceu precede em muitos séculos o que hoje conhecemos como pré-história.. Estes vampiros ancestrais do outro lado da barreira que separa os dois mundos foram os primeiros seres a ultrapassarem a barreira da carne e de lá manipularam a humanidade e manejaram a criação de leis e tabus que controlassem com segurança a espécie humana.
Surgiram então as primeiras civilização da raça humana em um tempo mais antigo do que os normais podem conceber e em lugares mais ancestrais que seus continentes. o domínio dos espírito Não-Mortos também incluiríam a quebra da liberdade do espírito humano para manter o rebanho. Os Grandes Antigos criaram então as grandes religiões que reinaram sobre a Terra e todas elas foram manipuladas para reforçar a mentalidade de escravo humana e o espírito de presa. Eles foram ensinados a obedecer e acreditar e não a perguntar. Eles foram ensinados sacrificar suas mentes e suas vidas em nome de seus Deuses. Muito raramente a falta de fé nos Deuses era punida com algo mais leve que a morte. Eles eram ensinados que os Deuses são perfeitamente superiores aos humanos e que eles sempre têm que se submeter em ação, pensamento e sentidos aos desejos dos Deuses, quaisquer que fossem estes.
Assim a criação da religião para a humanidade foi bastante proveitosa para a família de Vampiros. Vampiros de uma forma ou de outra, mandam no mundo, controlando a imprensa, as leis, e as religiões, e mesmo um vampiro solitário controla os humanos no sentido de saber que idéias como: maldade, bondade, altruísmo e caridade foram implantadas na mente da humanidade por seus irmãos. Para os humanos sempre ouve abertamente o conhecimento de sempre haveria a possibilidade de alcançar o estado de deuses. Este contato direto continuou diariamente com os Não-Mortos por muitos anos até que os Renegados destruíram estes Anciões.
Os Renegados, Algum dos quais estão vivos até hoje, eram Não-Mortos geralmente mais jovens e que a muito pouco tempo haviam atingido o estado de vampiros se rebelaram contra as realidades dos humanos mortais que serviam os Não-Mortos Ancestrais. Eles sentiam muita compaixão pelos humanos que serviam de comida aos seus deuses sem saber da verdade. Eles não tinham alcançado a essência de verdadeira predação, e os falsos valores permaneceram em alguns níveis inconscientes.Controlados pela programação religiosa prévia eles não tiveram contudo superado a mentalidade de escravo humana das quais eles vieram. Assim vieram as primeiras grandes guerras. Aqui os Filhos dos Deuses juntaram-se aos humanos para atacar os Não-Mortos Ancestrais. Mas como ainda eram presos a seus corpos físicos saquearam os templos antigos e santuários onde o sacrifício tinha sido a Lei por centenas de séculos. Por sua vez os Não-Mortos incentivaram seus cegos fieis a defender sua "fé". Terminado a Grande Escuridão se abateu sobre a Terra, os portais de poder destruiu os bárbaros humanos ignorantes. Sangue humano fluiu em rios e comunidades isoladas de humanos, destituído da liderança dos Não-Mortos, estouraram em confusão não direcionada. O Caos de abateu sobre o planeta.
Após passadas as destruições e o caos o planeta continuou a rodar e as primeiras Colheitas chegaram. As religiões dos humanos desesperados tentaram crescentemente resgatar os seus deuses e então lançaram ondas de força vital na emoção de desejo. Multidões contemplavam os campos de batalha cobertos de sangue e imploravam em línguas já esquecidas para que os grandes Deuses descem-se a terra e regem-se novamente o planeta . Os Deuses Vampiros percebem este intenso fluxo de energia e voltam a terra em presença para beber profundamente desta inundação de força vital humana.
Comumente os humanos foram escoados além de suas sobrevivência e caiam em terra como doentes e decadentes. Milhares deixariam suas vidas em momentos e os Não-Mortos experimentaram aquela enaltecida força vital e assim evoluíram e se transformaram. Os efeitos evolutivos desta orgia de alimentação veio a ser conhecidos como "A Colheita' trouxeram aos Não-Mortos os seus poderes de magia. Os Mistérios Internos da Transcendência do Sonho se tornou uma realidade e a grande família de Vampiro descobriu a existência do Sonho que compartilha com os universos astrais. A Magia draconiana havia sido criada.
Os Não-Mortos e seus Vampiros Vivos queimaram cidades e templos antigos, destruíram livros e qualquer coisa que mostrasse o velho mundo e as grandes guerras e então guiaram os humanos a uma nova civilização, que é o que é divulgado como pré-história. Os vampiros eliminaram qualquer um que tivesse idade o suficiente para lembrar do ocorrido, e guiaram os sobrevivente em uma nova idade de ouro. Ensinaram a construir casas, e a plantar e a acender o fogo.. e a humanidade tal como é conhecida recomeçou seu cativeiro. Novas línguas foram criadas, novas religiões foram impostas, muitas das quais dominam até hoje os mortais.
Assim um novo propósito novo foi colocado á civilização humana. Antes a intenção era assegurar a sobrevivência daqueles que serviam de comida aos Vampiros por domesticação humana. Agora o Grande Propósito do Sonho Transcendente criou a meta de causar um aumento exponencial da provisão de comida. Assim os Deuses Não-Mortos se empenharam em aumentar a população humana progressivamente das dezenas que haviam sido selecionadas para centenas, para milhares, para milhões para bilhões.
Então como a população aumentaria, novas colheitas viriam. Agora em uma intenção consciente, as Colheitas pequenas atrairiam o entusiasmo religioso com centenas e milhares testemunhar clamando por seus Deuses. Estas Colheitas pequenas ofereceriam melhor controle da força vital altamente concentradas para que os Não-Mortos a encanassem em propósitos mágicos, como abrir um novo Portal de Poder para outro mundo. Ainda, pequenas colheitas foram criadas para causar um estouro subseqüente na atividade de procriação pelos humanos de forma que a população do mundo cresceria aos limites da tecnologia que pudesse apoiar isto.
Finalmente, chegou a esperada revolução industrial e guiada por vampiros vivos e não-mortos abriu as portas para uma tremenda expansão do humano pastoreada de forma que hoje mais de um bilhão de humanos comem e se mantêm vivos neste único planeta.
E assim agora nós estamos nos aproximando da Colheita Final. Como as Grandes Colheitas das Grandes Guerras Ancestrais, a ação humana será escoada e drenada de forma nunca antes vista. A superabundância de humanos esta alcançando seu cume e os Grande antigos e os Novos Não-Mortos junto a eles estão preparando para uma devastação. Os sinais se aproximam e apocalipses já foram esboçados há muito tempo atrás em livros sagrados. Mas disso nós sabemos, afinal fomos nós que os escreveram.
E o que deve acontecer com aqueles que como nós abraçaram o Caminho da Noite e são amigos e fieis aos Não-Mortos como verdadeiros Vampiros Vivos? Os sócios da tradição assistiram a uma transformação da consciência de forma que o domínio da magia estará completo e o esclarecimento do Sonho lhe será um direito inato comum. O humano deve, da fase pouco desenvolvida dele, continuar servindo como o escravo e comida, mas os Grandes Portais de Poder serão abertos e darão acesso aos mais distantes de todos os possíveis universos e o Vampiro já não será restringido às limitações que toleramos pelos milênios.
A Colheita Final esta próxima de nós. As cidades serão varridas pela agonia de bilhões que, morrendo, passarão suas energias de vida para nossa nobre causa. Os Grandes Deuses Não-Mortos regram abertamente o planeta, e os homens conhecerão novamente e obedecerão nossas regras e tomaram declaradamente seus lugares como nossos escravos. Homem será contente em servir e o Vampiro reinará sem restrição no plano material e astral.
E todos aqueles que usam o crânio alado e que praticam a magia draconiana estão assim se alinhando em pensamento para o próximo Apocalipse. Nós precisamos abraçar a atitude do poder do predador. Nós devemos, cada um de nós, entender que merecemos e seremos servidos como os senhores da terra que somos. E nesta época não tão longínqua não haverá diferença entre vampiros vivos e não-mortos pois ambos serão vampiros draconianos e imortais. Enquanto isso continuemos a drenar humanos de sua força vital, praticar a magia draconiana e viver como predadores conscientes que somos, e compartilhar nossa força vital recolhida para que possamos ser localizados e para que permaneçamos merecedores da imortalidade pois somos os únicos Verdadeiros Deuses deste mundo.
O tempo está próximo! Trabalhe enquanto ainda há tempo! Este é o último propósito da tradição vampírica! Levante-se e contemple teu futuro. Deixe que os verdadeiros escravos continuem em sua ignorância. A Europa, a América e a Oceania estão em tumulto. A Ásia e a África proliferam em balburdia e população. Os pólos derretem e o mar chora. Está quebrado o Sétimo Selo.
LICANTROPIA
Patrícia..., doce Patrícia, talvez não exista alma mais pura. Pura nas idéias, pura nas atitudes, pura nas palavras. Sempre freqüentando a igreja junto com seus pais, em sua pequena e pacata cidade, esquecida nos confins dos campos e vales do interior de seu país.
Para o leste viam-se altas e imponentes montanhas com seus picos querendo tocar os céus, ao sul depois de densas florestas via-se uma região pantanosa sombria, fria e amarga que se estendia até o extremo oeste da cidade. Ao norte um vale entrecortado por um lindo riacho com enormes corredeiras. A oeste após o pequeno, mas intrigante cemitério da cidade e após a região pantanosa a continuidade da vegetação formava um cinturão verde que além de manter a cidade isolada e fria, emprestava-lhe um ar triste e sombrio, retratando um estigma interior como se nascesse marcada com a culpa dos acontecimentos que estavam por vir. Outro fato que lhe emprestava essa tristeza era o fato de a grande maioria das crianças ali nascidas serem enviadas a cidades maiores, logo nos primeiros anos para receberem instrução, cultura e a introdução profissional, julgada tão “necessária” a vida.
Assim a média de idade da cidade era de 35 anos, pois era como um mal genético os filhos voltarem após adultos para esquecerem tudo o que haviam aprendido, em troca da vida simples e rotineira “à sombra da montanha”, baseada na agricultura, caça, pesca e artesanatos, que uma vez por mês eram levados à venda em uma feira na cidade grande, era o evento cultural de maior proporção para os moradores, o único meio de se conhecer o que se passava no resto do mundo. Após as vinte e uma horas toda a iluminação das treze ruas da cidade era desligada tanto para economizar o combustível do gerador como para poupar o próprio.
Patrícia era uma das poucas exceções às crianças de lá, pois, não fora mandada para fora, seu pai acreditava que sua filha estaria perdida na cidade grande, queria ela sempre sob suas vistas, era como que um ciúme doentio pela filha, a ponto de causar inveja até um sua própria mãe, loucura paterna, protecionismo como se sua filha fosse uma...
Patrícia tinha os cabelos cacheados, finos, volumosos, e vermelhos, um brilho que contrastava com ar sombrio da cidade, assim como sua pele alva, beirando a transparência, faziam o contraste perfeito com as longas mechas vermelhas que emolduravam seu rosto. Seus olhos além de grandes e verdes intensos tinham um desenho perfeito, silios longos, boca pequena e lábios róseos, nariz pequeno pontudo... Aos dezoito anos tinha os seios redondos e firmes e uma silhueta invejável a qualquer modelo. Linda... esta é a palavra que poderia resumir Patrícia.
Era como que sagrado todas as quintas-feiras à noite e aos domingos de manhã a família de Patrícia seguir unida para a igreja, assim como os demais moradores. A missa que terminava às 20h30min horas, proporcionava um encontro entre as pessoas que tinham, após o término da missa, meia hora até o toque de recolher imposto pelo gerador da cidade, essa meia hora era regada a comentários da vida alheia e os grandes acontecimentos da vida medíocre dessas pessoas.
Os vizinhos da família de Patrícia eram muito amigos de seus pais e tinham um filho com 21 anos que foi para cidade estudar e não quis cursar uma faculdade optando em retornar ao seio familiar. Rômulo estava se apaixonando por Patrícia, apesar de saber, ou melhor, de todos saberem que qualquer um que se se apaixona por Patrícia não teria como se aproximar, pois seu pai jamais permitiria, teria que alimentar um amor platônico, ele sabia disso, sabia que seu amor era impossível, mas todos sabem da historia do fruto proibido, certo? E com Rômulo não foi diferente a fato de saber que era lhe impossível à aproximação de Patrícia, alimentava e fortalecia esse novo sentimento. Sim novo sentimento para Rômulo, pois sempre fora alheio às mulheres, deu suas beijocas sim, mas nada parecido com primeiro amor... Mas ao cruzar com Patrícia pela primeira vez depois de voltar do período de estudos... Impossível resistir à tamanha beleza, Rômulo sentira o gosto, a dor e a emoção de amar.
Tamanha infelicidade fora que Patrícia percebeu os olhares de Rômulo e dentro dela crescia a admiração por este corajoso rapaz que resolveu ir contra todos e direcionar-lhe olhares lânguidos, sorrisos matreiros, piscar de olhos, morder de lábios. Sim, Rômulo não se contentava em só sentir, tinha que se expressar silenciosamente ele gritava “eu te amo Patrícia” com seus gestos ele conseguiu que sua amada percebesse sua intenção. Patrícia começou então a se envolver com o atrevimento do rapaz, e começou a retribuir os olhares , as piscadelas, os sorrisos, sempre se certificando de que o pai jamais perceberia, e esse ato de se esconder do pai e dos outros, além de tudo começou a se tornar uma gostosa brincadeira, um jogo de azar onde até o momento só os dois ganhavam, foi um sentimento que se tornou o tempero ideal, tornou-se o fermento para aquele amor jovem, puro, virgem, verdadeiro, proibido.
Aquele amor agora correspondido por Patrícia, deixava Rômulo louco, ele não podia se conter, por que tanto sofrimento, porque não poder tocar, beijar, acariciar sua amada, porque teriam que amar separados, Rômulo podia sentir o amor que Patrícia agora lhe tinha, sabia que Patrícia também sofria com essa separação. Rômulo decidira, esta situação tem que ter fim, ele precisava beijar Patrícia, como Deus poderia proibir, ou deixar proibir tal amor, não isso não era obra de Deus, Deus os queria juntos, e cabia a eles trabalhar para isso, ter a coragem de assumir todo e qualquer risco em nome de um amor que jamais seria igualado por outro ser vivo.
Estava decidido, na próxima quinta-feira, Rômulo daria um jeito de entregar um bilhete a Patrícia marcando um encontro escondido, sim era esta a solução momentânea. Rômulo só precisava pensar por Patrícia, que horas ela conseguiria dobrar o pai e, que lugar estariam eles totalmente livres, dos olhos sedentos de fofocas, do povo da cidade. Após muito pensar, Rômulo chegou a uma conclusão mais do que lógica dentro do contexto que se lhe apresentava. Seria durante a noite após o “toque de recolher” e seria dentro do cemitério...
Era costume do povo daquela região construir grandes mausoléus para abrigar toda uma geração da família, ou mais entes, de modo que eram poucos os túmulos, porém verdadeiros “palacetes”, até os de menos posses construíam grandes túmulos, às vezes passando por privações para manter a tradição, quase que sagrado para os habitantes daquelas paragens. Havia muitas estátuas de anjos, santos, gárgulas, entidades mitológicas, enfim, uma gama imensa de estilos. Com imensos brasões familiares, e sem cores, era tudo cinza ou da cor da pedra utilizada, não havia mármore, nem outra pedra ornamental mais conhecida, somente pedras da região, retiradas na sua grande maioria do riacho, ou então cimento cru, outro padrão eram as escrituras, sempre em ferro fundido na própria cidade, que também não era pintado, o que os deixavam sempre enferrujados, emprestando um envelhecimento ao ambiente, que junto com algumas árvores com poucas folhas e um gramado mal cuidado, tornavam o cemitério intrigante, e talvez pavoroso, deixando os forasteiros ao mesmo tempo curiosos, assustados, provocando um desconforto que os impediam de adentrar ao cemitério. A grandiosidade dos túmulos encolhiam a alma dos despreparados.
Quinta-feira, pós missa, Rômulo deu um jeito de entregar o bilhete para Patrícia, foi mais fácil do que ele imginara, e o que era melhor, ao entregar o bilhete tocou sua mão na dela e pode sentir toda a pureza e maciez daquele anjo ruivo... Mal dormira a noite, ansioso pelo encontro, (marcara para trinta minutos após o desligar das luzes, dentro do cemitério pulando o muro que ficava para o lado da igreja) podia sentir Patrícia junto dele, sabia que ela daria um jeito de ir, sabia que naquela noite teria aquele corpo, transformaria a “pureza” de Patrícia, a tornaria mulher... masturbava-se pensando nos momentos que teria com sua amada.
Sexta-feira, 21h30minh, Rômulo já estava do lado de dentro do cemitério, mal podia respirar, não podia ficar parado, ora cantarolava, ora falava sozinho, ora sentava, ora andava, ora se coçava... Então o inacreditável aconteceu... Patrícia pulou o muro e caiu cambaleante, bem a sua frente, de camisola de seda branca, com os cabelos vermelhos soltos ao vento, com os seios rígidos pelo frio, seus mamilos querendo atravessar a seda rosa, o vento ao colar sua camisola em seu corpo mostrava a Rômulo toda a perfeição daquele presente divino que estava a sua frente, ambos como que por telepatia sabiam que não havia tempo para conjecturas, falácias ou pensamentos, entregaram-se um ao outro num abraço apertado seguido de um beijo estonteante, num outono ameno para aquela região, o frio que incomodaria em situações normais, refrescava apenas, o calor do fogo que consumia ambos os jovens, Rômulo não podia acreditar no que estava acontecendo, não podia ser verdade que tinha tão bela jovem a seus braços, como que se entregando a toda e qualquer vontade de seus desejos, começaram a se despir, sem para de se beijar, o gosto da boca de Patrícia era tal como alucinógeno, sua pele lisa, macia, suas curvas torneadas, o sabor de seu corpo, o cheiro de sua vagina, Rômulo não podia se conter mais ao vê-la nua deitada no concreto do calçamento de um dos mausoléus do cemitério, aquele contraste entre a beleza de Patrícia e a morte, a pureza de sua virgindade e o viciante sabor do desejo carnal, o vermelho de seus cabelos e o cinza do tumulo, o calor de seus corpos e o frio da estação, todos esses contrários tornavam a cena mais herótica, o silêncio quase combinado de ambos, a respiração ofegante, seus corpos pedindo o corpo do outro, era inevitável, Rômulo penetrou a Patrícia, sua doce, quente e intocada vagina, fora penetrada pelo membro viril de Rômulo, os movimentos do coito eram embalados pelas mordidas e beijos que se trocavam. Mas algo estava acontecendo com Rômulo, como ele também era virgem, e só conhecia o orgasmo através da masturbação, Rômulo achara que o calor excessivo, a respiração ofegante, o suor, eram normais, porem os níveis normais haviam se ultrapassado há tempos. Patrícia em toda sua inocência percebia que seu amado estava diferente, mas tudo era diferente para ela naquele momento. Rômulo começou a tremer, começou a se emocionar e naquele vai e vêm suas estocadas foram se intensificando, e o amor se transformou em tesão, o tesão em euforia, a euforia começou a virar fúria, Rômulo não entendia, mas estava dominado, não podia parar, era gostoso, sentia suas unhas entrando na carne tenra de Patrícia, unhas?... Sentia o gosto do sangue de Patrícia a cada nova mordida... Sentia sua vagina rasgar a cada estocada, Patrícia a esta altura gritava e pedia para Rômulo parar, Rômulo não ouvia nada além do desejo incontrolável de ter aquela jovem, e Rômulo a teve, a teve como qualquer demônio tem sua presa, o sangue que saia de sua vagina já formava uma poça, o pênis de Rômulo estava três vezes maior do que o normal, Patrícia não gritava mais, suas forças eram suficientes apenas para breves gemidos, Rômulo em sua fúria, dilacerava as costas de Patrícia com suas unhas, Patrícia já não tinha mais os seios, que se desmancharam entre os dentes de Rômulo, o sangue era lambido por Rômulo, aquele coito bestial chegava ao fim, Rômulo ao ter o orgasmo com a força com que apertou o irreconhecível corpo de Patrícia, quebrou sua coluna e algumas costelas, uivando como besta, com os pelos ensangüentados, Rômulo deixou-se cair de lado, o corpo até então imaculado de Patrícia, contorcia-se em espasmos mortais, fezes saiam pelo que sobrou de sua vagina, os ossos das costelas estavam expostos em suas costas, um de seus olhos saltado da órbita, fixava o nada, escorria sangue por sua boca e ouvido, seu seio agora misto de gordura, sangue, pele e baba e todo o resto da cena combinava com a criatura caída em êxtase ao lado, rosnando em orgasmos, delirando febril, rindo diabolicamente tendo como única e muda testemunha a Lua cheia...
Rômulo acordou de madrugada, meio atordoado, e ao olhar o corpo irreconhecível de Patrícia, lembrou em “flashes” o que ocorrera, ainda tinha o gosto de sangue na boca, sangue coagulado embaixo de suas unhas, estava nu... Ao compreender o que ocorrera começou a chorar copiosamente, pois acabara de matar seu grande amor, e descobrira quão brutal maldição o assombrava, a dor moral, sentimental e psicológica roubava-lhe as forças, pensou e matar-se, mas não lhe foi possível pela falta de coragem, amaldiçoado duplamente, pela maldição do lobo, e pela maldição de ter que conviver com a dor de ter tirado a vida de sua amada tão brutalmente. Ele tinha que fugir, não poderia suportar além de tudo, o julgamento alheio, correu para a mata, num furor mesclado de dor, medo e revolta, Deus o abandonara, sua tão sonhada noite de amor, transformara-se em um tenebroso circo de horror, lembrou das histórias que seu pai lhe contava sobre o avô, ser estranho que assombrava a todos e retirou-se do convívio social pela intolerância cega do povo, e percebeu que não era apenas história para assustar criancinhas, era a verdadeira história de sua família, era a maldição secular geneticamente enclausurada em seu sangue, era o chamado da besta, era a beleza tortuosa do lado escuro...
Rômulo sumiu da cidade, viveu até o fim de seus dias alimentando-se de animais silvestres e embriagando-se na dor do ato cometido, na dor aguda de dilacerar o amor, de aliciar a pureza, de transformar o brilho ofuscante do amor em um surdo gemido, calcinante, penetrante, maldito, o sabor do sangue de sua amada jamais foi esquecido, o amor platônico que num coito diabólico foi transformado em culpa, arrependimento e sofrimento eterno, era voluptuosamente descrito em cada uivo agudo e sombrio que cortava as noites de lua cheia...
FIM
DANIEL XAVIER DOS SANTOS
Para o leste viam-se altas e imponentes montanhas com seus picos querendo tocar os céus, ao sul depois de densas florestas via-se uma região pantanosa sombria, fria e amarga que se estendia até o extremo oeste da cidade. Ao norte um vale entrecortado por um lindo riacho com enormes corredeiras. A oeste após o pequeno, mas intrigante cemitério da cidade e após a região pantanosa a continuidade da vegetação formava um cinturão verde que além de manter a cidade isolada e fria, emprestava-lhe um ar triste e sombrio, retratando um estigma interior como se nascesse marcada com a culpa dos acontecimentos que estavam por vir. Outro fato que lhe emprestava essa tristeza era o fato de a grande maioria das crianças ali nascidas serem enviadas a cidades maiores, logo nos primeiros anos para receberem instrução, cultura e a introdução profissional, julgada tão “necessária” a vida.
Assim a média de idade da cidade era de 35 anos, pois era como um mal genético os filhos voltarem após adultos para esquecerem tudo o que haviam aprendido, em troca da vida simples e rotineira “à sombra da montanha”, baseada na agricultura, caça, pesca e artesanatos, que uma vez por mês eram levados à venda em uma feira na cidade grande, era o evento cultural de maior proporção para os moradores, o único meio de se conhecer o que se passava no resto do mundo. Após as vinte e uma horas toda a iluminação das treze ruas da cidade era desligada tanto para economizar o combustível do gerador como para poupar o próprio.
Patrícia era uma das poucas exceções às crianças de lá, pois, não fora mandada para fora, seu pai acreditava que sua filha estaria perdida na cidade grande, queria ela sempre sob suas vistas, era como que um ciúme doentio pela filha, a ponto de causar inveja até um sua própria mãe, loucura paterna, protecionismo como se sua filha fosse uma...
Patrícia tinha os cabelos cacheados, finos, volumosos, e vermelhos, um brilho que contrastava com ar sombrio da cidade, assim como sua pele alva, beirando a transparência, faziam o contraste perfeito com as longas mechas vermelhas que emolduravam seu rosto. Seus olhos além de grandes e verdes intensos tinham um desenho perfeito, silios longos, boca pequena e lábios róseos, nariz pequeno pontudo... Aos dezoito anos tinha os seios redondos e firmes e uma silhueta invejável a qualquer modelo. Linda... esta é a palavra que poderia resumir Patrícia.
Era como que sagrado todas as quintas-feiras à noite e aos domingos de manhã a família de Patrícia seguir unida para a igreja, assim como os demais moradores. A missa que terminava às 20h30min horas, proporcionava um encontro entre as pessoas que tinham, após o término da missa, meia hora até o toque de recolher imposto pelo gerador da cidade, essa meia hora era regada a comentários da vida alheia e os grandes acontecimentos da vida medíocre dessas pessoas.
Os vizinhos da família de Patrícia eram muito amigos de seus pais e tinham um filho com 21 anos que foi para cidade estudar e não quis cursar uma faculdade optando em retornar ao seio familiar. Rômulo estava se apaixonando por Patrícia, apesar de saber, ou melhor, de todos saberem que qualquer um que se se apaixona por Patrícia não teria como se aproximar, pois seu pai jamais permitiria, teria que alimentar um amor platônico, ele sabia disso, sabia que seu amor era impossível, mas todos sabem da historia do fruto proibido, certo? E com Rômulo não foi diferente a fato de saber que era lhe impossível à aproximação de Patrícia, alimentava e fortalecia esse novo sentimento. Sim novo sentimento para Rômulo, pois sempre fora alheio às mulheres, deu suas beijocas sim, mas nada parecido com primeiro amor... Mas ao cruzar com Patrícia pela primeira vez depois de voltar do período de estudos... Impossível resistir à tamanha beleza, Rômulo sentira o gosto, a dor e a emoção de amar.
Tamanha infelicidade fora que Patrícia percebeu os olhares de Rômulo e dentro dela crescia a admiração por este corajoso rapaz que resolveu ir contra todos e direcionar-lhe olhares lânguidos, sorrisos matreiros, piscar de olhos, morder de lábios. Sim, Rômulo não se contentava em só sentir, tinha que se expressar silenciosamente ele gritava “eu te amo Patrícia” com seus gestos ele conseguiu que sua amada percebesse sua intenção. Patrícia começou então a se envolver com o atrevimento do rapaz, e começou a retribuir os olhares , as piscadelas, os sorrisos, sempre se certificando de que o pai jamais perceberia, e esse ato de se esconder do pai e dos outros, além de tudo começou a se tornar uma gostosa brincadeira, um jogo de azar onde até o momento só os dois ganhavam, foi um sentimento que se tornou o tempero ideal, tornou-se o fermento para aquele amor jovem, puro, virgem, verdadeiro, proibido.
Aquele amor agora correspondido por Patrícia, deixava Rômulo louco, ele não podia se conter, por que tanto sofrimento, porque não poder tocar, beijar, acariciar sua amada, porque teriam que amar separados, Rômulo podia sentir o amor que Patrícia agora lhe tinha, sabia que Patrícia também sofria com essa separação. Rômulo decidira, esta situação tem que ter fim, ele precisava beijar Patrícia, como Deus poderia proibir, ou deixar proibir tal amor, não isso não era obra de Deus, Deus os queria juntos, e cabia a eles trabalhar para isso, ter a coragem de assumir todo e qualquer risco em nome de um amor que jamais seria igualado por outro ser vivo.
Estava decidido, na próxima quinta-feira, Rômulo daria um jeito de entregar um bilhete a Patrícia marcando um encontro escondido, sim era esta a solução momentânea. Rômulo só precisava pensar por Patrícia, que horas ela conseguiria dobrar o pai e, que lugar estariam eles totalmente livres, dos olhos sedentos de fofocas, do povo da cidade. Após muito pensar, Rômulo chegou a uma conclusão mais do que lógica dentro do contexto que se lhe apresentava. Seria durante a noite após o “toque de recolher” e seria dentro do cemitério...
Era costume do povo daquela região construir grandes mausoléus para abrigar toda uma geração da família, ou mais entes, de modo que eram poucos os túmulos, porém verdadeiros “palacetes”, até os de menos posses construíam grandes túmulos, às vezes passando por privações para manter a tradição, quase que sagrado para os habitantes daquelas paragens. Havia muitas estátuas de anjos, santos, gárgulas, entidades mitológicas, enfim, uma gama imensa de estilos. Com imensos brasões familiares, e sem cores, era tudo cinza ou da cor da pedra utilizada, não havia mármore, nem outra pedra ornamental mais conhecida, somente pedras da região, retiradas na sua grande maioria do riacho, ou então cimento cru, outro padrão eram as escrituras, sempre em ferro fundido na própria cidade, que também não era pintado, o que os deixavam sempre enferrujados, emprestando um envelhecimento ao ambiente, que junto com algumas árvores com poucas folhas e um gramado mal cuidado, tornavam o cemitério intrigante, e talvez pavoroso, deixando os forasteiros ao mesmo tempo curiosos, assustados, provocando um desconforto que os impediam de adentrar ao cemitério. A grandiosidade dos túmulos encolhiam a alma dos despreparados.
Quinta-feira, pós missa, Rômulo deu um jeito de entregar o bilhete para Patrícia, foi mais fácil do que ele imginara, e o que era melhor, ao entregar o bilhete tocou sua mão na dela e pode sentir toda a pureza e maciez daquele anjo ruivo... Mal dormira a noite, ansioso pelo encontro, (marcara para trinta minutos após o desligar das luzes, dentro do cemitério pulando o muro que ficava para o lado da igreja) podia sentir Patrícia junto dele, sabia que ela daria um jeito de ir, sabia que naquela noite teria aquele corpo, transformaria a “pureza” de Patrícia, a tornaria mulher... masturbava-se pensando nos momentos que teria com sua amada.
Sexta-feira, 21h30minh, Rômulo já estava do lado de dentro do cemitério, mal podia respirar, não podia ficar parado, ora cantarolava, ora falava sozinho, ora sentava, ora andava, ora se coçava... Então o inacreditável aconteceu... Patrícia pulou o muro e caiu cambaleante, bem a sua frente, de camisola de seda branca, com os cabelos vermelhos soltos ao vento, com os seios rígidos pelo frio, seus mamilos querendo atravessar a seda rosa, o vento ao colar sua camisola em seu corpo mostrava a Rômulo toda a perfeição daquele presente divino que estava a sua frente, ambos como que por telepatia sabiam que não havia tempo para conjecturas, falácias ou pensamentos, entregaram-se um ao outro num abraço apertado seguido de um beijo estonteante, num outono ameno para aquela região, o frio que incomodaria em situações normais, refrescava apenas, o calor do fogo que consumia ambos os jovens, Rômulo não podia acreditar no que estava acontecendo, não podia ser verdade que tinha tão bela jovem a seus braços, como que se entregando a toda e qualquer vontade de seus desejos, começaram a se despir, sem para de se beijar, o gosto da boca de Patrícia era tal como alucinógeno, sua pele lisa, macia, suas curvas torneadas, o sabor de seu corpo, o cheiro de sua vagina, Rômulo não podia se conter mais ao vê-la nua deitada no concreto do calçamento de um dos mausoléus do cemitério, aquele contraste entre a beleza de Patrícia e a morte, a pureza de sua virgindade e o viciante sabor do desejo carnal, o vermelho de seus cabelos e o cinza do tumulo, o calor de seus corpos e o frio da estação, todos esses contrários tornavam a cena mais herótica, o silêncio quase combinado de ambos, a respiração ofegante, seus corpos pedindo o corpo do outro, era inevitável, Rômulo penetrou a Patrícia, sua doce, quente e intocada vagina, fora penetrada pelo membro viril de Rômulo, os movimentos do coito eram embalados pelas mordidas e beijos que se trocavam. Mas algo estava acontecendo com Rômulo, como ele também era virgem, e só conhecia o orgasmo através da masturbação, Rômulo achara que o calor excessivo, a respiração ofegante, o suor, eram normais, porem os níveis normais haviam se ultrapassado há tempos. Patrícia em toda sua inocência percebia que seu amado estava diferente, mas tudo era diferente para ela naquele momento. Rômulo começou a tremer, começou a se emocionar e naquele vai e vêm suas estocadas foram se intensificando, e o amor se transformou em tesão, o tesão em euforia, a euforia começou a virar fúria, Rômulo não entendia, mas estava dominado, não podia parar, era gostoso, sentia suas unhas entrando na carne tenra de Patrícia, unhas?... Sentia o gosto do sangue de Patrícia a cada nova mordida... Sentia sua vagina rasgar a cada estocada, Patrícia a esta altura gritava e pedia para Rômulo parar, Rômulo não ouvia nada além do desejo incontrolável de ter aquela jovem, e Rômulo a teve, a teve como qualquer demônio tem sua presa, o sangue que saia de sua vagina já formava uma poça, o pênis de Rômulo estava três vezes maior do que o normal, Patrícia não gritava mais, suas forças eram suficientes apenas para breves gemidos, Rômulo em sua fúria, dilacerava as costas de Patrícia com suas unhas, Patrícia já não tinha mais os seios, que se desmancharam entre os dentes de Rômulo, o sangue era lambido por Rômulo, aquele coito bestial chegava ao fim, Rômulo ao ter o orgasmo com a força com que apertou o irreconhecível corpo de Patrícia, quebrou sua coluna e algumas costelas, uivando como besta, com os pelos ensangüentados, Rômulo deixou-se cair de lado, o corpo até então imaculado de Patrícia, contorcia-se em espasmos mortais, fezes saiam pelo que sobrou de sua vagina, os ossos das costelas estavam expostos em suas costas, um de seus olhos saltado da órbita, fixava o nada, escorria sangue por sua boca e ouvido, seu seio agora misto de gordura, sangue, pele e baba e todo o resto da cena combinava com a criatura caída em êxtase ao lado, rosnando em orgasmos, delirando febril, rindo diabolicamente tendo como única e muda testemunha a Lua cheia...
Rômulo acordou de madrugada, meio atordoado, e ao olhar o corpo irreconhecível de Patrícia, lembrou em “flashes” o que ocorrera, ainda tinha o gosto de sangue na boca, sangue coagulado embaixo de suas unhas, estava nu... Ao compreender o que ocorrera começou a chorar copiosamente, pois acabara de matar seu grande amor, e descobrira quão brutal maldição o assombrava, a dor moral, sentimental e psicológica roubava-lhe as forças, pensou e matar-se, mas não lhe foi possível pela falta de coragem, amaldiçoado duplamente, pela maldição do lobo, e pela maldição de ter que conviver com a dor de ter tirado a vida de sua amada tão brutalmente. Ele tinha que fugir, não poderia suportar além de tudo, o julgamento alheio, correu para a mata, num furor mesclado de dor, medo e revolta, Deus o abandonara, sua tão sonhada noite de amor, transformara-se em um tenebroso circo de horror, lembrou das histórias que seu pai lhe contava sobre o avô, ser estranho que assombrava a todos e retirou-se do convívio social pela intolerância cega do povo, e percebeu que não era apenas história para assustar criancinhas, era a verdadeira história de sua família, era a maldição secular geneticamente enclausurada em seu sangue, era o chamado da besta, era a beleza tortuosa do lado escuro...
Rômulo sumiu da cidade, viveu até o fim de seus dias alimentando-se de animais silvestres e embriagando-se na dor do ato cometido, na dor aguda de dilacerar o amor, de aliciar a pureza, de transformar o brilho ofuscante do amor em um surdo gemido, calcinante, penetrante, maldito, o sabor do sangue de sua amada jamais foi esquecido, o amor platônico que num coito diabólico foi transformado em culpa, arrependimento e sofrimento eterno, era voluptuosamente descrito em cada uivo agudo e sombrio que cortava as noites de lua cheia...
FIM
DANIEL XAVIER DOS SANTOS
Poetisa da Noite
Fernanda tinha acabado de perder o pai. Uma dor aguda e silenciosa brotou-lhe no peito, deixando claro que seria difícil seguir em frente. Mas além da falta do pai teria que lidar com outro problema não menos penoso: sua mãe. Desde o ocorrido, sua mãe não mais falava, a não ser por monossílabos. Ela se recusava a comer, tomar banho. Só a idéia de sair de casa a apavorava. Fernanda percebia a cada momento que sua mãe estava se entregando a morte. Cada dia que se passava era um tormento. Ver a mãe como uma morta-viva, deitada na cama, cada vez mais perdendo a cor, tirava-lhe qualquer ponta de entusiasmo para seguir em frente.
Certo dia ela pediu ajuda aos parentes, mas eles pareciam preocupados demais com suas próprias vidas. Uma raiva invadiu-lhe a alma, acompanhada de uma solidão pungente. Parecia não haver saída para aquela situação. O desespero começava a lhe invadir o coração quando Messias, tio de Fernanda, apareceu numa noite de sexta-feira. Ele aparentava estar a par de toda a situação, aparentava estar disposto a ajudar, faltava praticamente implorar para que Fernanda aceitasse sua ajuda. Mas do jeito que estava precisando dela, Fernanda nem chegou a notar o nervosismo de seu tio, o jeito embaralhado de falar, as mãos que se crispavam a cada momento.
Messias era um homem estranho. Sempre estava a voltas com bruxaria, dizia fazer sortilégios para conseguir o que desejava. Era aquele parente que todos somente suportavam. Mas era um homem muito bem de vida, por mais que não o suportassem sempre corriam em seu encalço para pedir favores financeiros. O pai de Fernanda, de nome Ezequiel, não tinha uma relação das mais fraternais com Messias, de quem era irmão. Mas isto nem passava pela cabeça de Fernanda naquele momento, o que ela queria era uma mão para apanhá-la do abismo, e Messias estendia a dele.
Sentaram-se no sofá. A chuva caia lá fora. O frio invadia os cômodos da casa. Messias começou a falar o que Fernanda devia fazer:
-Estou aqui com a melhor das intenções, pois gosto muito de você e sua mãe, apesar de eu e seu pai nunca ter nos dado bem. Você sabe que lido com forças além da compreensão dos homens, por isso sempre fui motivo de chacota e indiferença por parte de toda a família. Mas é necessário que acredite em mim e faça tudo que lhe falar.
Fernanda assentiu humildemente.
-Hoje mesmo assim que eu sair faça um círculo no chão, e no meio dele acenda uma vela. Ajoelhe-se e implore a Molloth, deus pagão, senhor do outro mundo e deste, que interceda por sua mãe. Acredite, vai notar diferenças hoje mesmo. Promete que fará isto?
-Faço qualquer coisa para tirar minha mãe deste estado de estupor.
Nisso tio e sobrinha se abraçaram. Messias se preparava para sair quando se virou e disse:
-Faça isso hoje mesmo. É muito importante que comece hoje.
-Farei tio.
Assim que seu tio saiu, Fernanda foi até o quarto da mãe. Ela continuava lá, deitada, impassível.
-Hoje eu mudo tudo, mamãe.
A visita e ajuda de Messias tinha dado a Fernanda uma dose cavalar de ânimo. Ela foi até se quarto, pegou um giz e uma vela. Voltou a sala, tirou o tapete e desenhou um círculo, e no meio dele acendeu uma vela. Ajoelhou-se e começou a pedir:
-Molloth, senhor do outro mundo e deste, eu te peço com todas as forças, ajude minha mãe a melhorar, sair deste estado lamentável. Eu te imploro!
Feito isso, Fernanda sentou-se no sofá e esperou. O relógio marcava onze horas. Decidiu deitar um pouco. Nisto ela dormiu e só foi acordar à meia-noite. Um silêncio sepulcral dominava toda a casa. Fernanda subiu as escadas correndo e abriu a porta do quarto de sua mãe. Ela continuava deitada. Uma ponta de frustração já inflamava seu peito. Todo aquele sortilégio não havia adiantado de nada, pensava Fernanda. Desceu as escadas e sentou-se no sofá. Começou a lembrar de seu pai, um homem bom, alegre, companheiro. Não conseguia achar motivos para o suicídio de seu pai. A cena de seu crânio aberto pelo tiro do revólver, o sangue no chão, os gritos de sua mãe, fizeram Fernanda chorar. Sua vida tinha mudado para pior em questão de dias.
Nisto as luzes se apagaram. Fernanda foi até o interruptor e ouviu um barulho vindo da cozinha. Da sala era possível ver a janela que dava para a área de serviço. Uma silhueta de uma pessoa no lado de fora. Fernanda congelou na hora. Parecia ser um homem. Ele começou a bater com os punhos na janela e pedia insistentemente para entrar, mas ele tinha uma voz cavernosa, sombria, de fazer tremer até o mais forte dos homens:
-Deixe-me entrar Fernanda. Faz frio aqui fora.
Fernanda deu um pulo para trás, o que a fez cair no sofá. O homem parou de bater na janela e começou a forçar a maçaneta da porta, agora ele gritava para que o deixasse entrar. Fernanda lembrou da mãe e subiu as escadas com o que restou de suas forças, mas seus passos pareciam lentos, hesitantes. Nisso ouviu a voz de sua mãe. Ela estava falando. Mas com quem? Fernanda correu o quanto pôde e quis abrir a porta, mas ela estava trancada. Ela chamava pela mãe, mas a mãe continuava a conversar:
-Você voltou querido
-Voltei.
Era a voz de seu pai.
-Quanta saudade senti de você, meu amor.
-Não maiores do que as minhas.
Mas isto não era possível, pensava Fernanda. Então decidiu olhar pela fechadura da porta. Sua mãe estava sentada na cama e um homem, que nunca tinha visto na vida, estava de pé. Fernanda sentiu algo como uma descarga elétrica passar pelo seu corpo, agora ela gritava e chutava a porta freneticamente:
-Mãe, não é o pai.
Ele dizia:
-Meu bem, precisa fazer o que lhe peço para que fiquemos juntos outra vez.
Qualquer coisa.
Nisto Fernanda sentiu alguém lhe puxar pelas costas. Ela caiu da escada e bateu a cabeça, o que lhe fez ficar um pouco zonza. Ouviu uns gemidos de sua mãe vindo do quarto, gemidos de dor. As lágrimas caiam dos seus olhos, ela levantou-se e subiu novamente. A porta do quarto de sua mãe estava aberta. Quando Fernanda entrou sua mãe estava deitada na cama, e um corte riscava seu pescoço. Fernanda imediatamente segurou a mãe nos braços, mas já não havia mais vida naquele corpo. A faca continuava na mão de sua mãe. Mas onde estaria o homem? Fernanda olhou para a porta ao ouvir um rangido, ele estava de pé olhando para ela.
-Quem é você? Por que fez isto?
-Sua mãe fez isto.
Fernanda olhava para mãe, agora estava em prantos:
-Saia da minha casa.
-Não posso deixar pela metade.
-O que quer?
-Lembre-se que você me chamou.
Então ela se lembrou do sortilégio:
-Molloth?
-Sim. Mas não sou um deus pagão, como acreditava. Eu venho de muito longe, tenho muitos nomes. Messias sabe quem sou.
Ele agora sorria de uma forma diabólica:
-Messias achava-se um homem inteligente, esperto. Achava que podia brincar com coisas que não conhece e sair-se bem. Eu apostei no pôquer com ele numa noite chuvosa. Ele perdeu, é claro.Quando descobriu quem eu era, chorou feito uma criança. Estava com medo, bastante medo. Ele sabe do que sou capaz, como sabe.
Fernanda sentiu um frio na espinha. Já estava começando a compreender quem era aquele homem.
-O que eu tenho a ver com isso?
-Eu precisava de uma distração. Messias me garantiu que conseguiria uma alma para mim. Eu disse a ele que ficaríamos quites. Você não devia ter me chamado para entrar.
Fernanda agora compreendia tudo. Seu tio a tinha enganado para salvar-se. Aquele homem não era um deus pagão, era o demônio. Aquilo tudo era demais. Ela se sentia responsável pela morte da mãe. Ela tinha convidado o demônio para entrar. Olhou para a mãe. Olhou para a faca. Ainda pôde ver seu reflexo nela antes do seu sangue molhar o chão. Tinha cortado o pescoço. Olhando para os corpos na cama, o demônio disse:
-Preciso fazer uma visita agora.
Messias estava na sua casa, tomava uma cerveja. Olhava para a televisão com um certo alívio. Tinha tirado um grande peso das costas. Não sentia nenhum remorso por mentir a sobrinha e entregá-la de bandeja ao demônio. Cada um com seus problemas. O que importava era que agora ele estava livre, sua alma também. E como se nada tivesse acontecido, Messias ria do programa que passava na televisão. De repente as luzes se apagaram, um frio dominou a casa, assim como o silêncio. Alguém batia na porta da sala e gritava:
-Deixe-me entrar.
Messias continuava parado onde estava. O medo invadiu seu corpo por inteiro. A porta se abriu, e o demônio, com seu sorriso infernal, olhava para Messias enquanto dizia:
-Eu menti.
Então o grito de Messias ecoou por toda a casa.
Suelen Marinho dos Santos
suelen.marinho@ig.com.br
Certo dia ela pediu ajuda aos parentes, mas eles pareciam preocupados demais com suas próprias vidas. Uma raiva invadiu-lhe a alma, acompanhada de uma solidão pungente. Parecia não haver saída para aquela situação. O desespero começava a lhe invadir o coração quando Messias, tio de Fernanda, apareceu numa noite de sexta-feira. Ele aparentava estar a par de toda a situação, aparentava estar disposto a ajudar, faltava praticamente implorar para que Fernanda aceitasse sua ajuda. Mas do jeito que estava precisando dela, Fernanda nem chegou a notar o nervosismo de seu tio, o jeito embaralhado de falar, as mãos que se crispavam a cada momento.
Messias era um homem estranho. Sempre estava a voltas com bruxaria, dizia fazer sortilégios para conseguir o que desejava. Era aquele parente que todos somente suportavam. Mas era um homem muito bem de vida, por mais que não o suportassem sempre corriam em seu encalço para pedir favores financeiros. O pai de Fernanda, de nome Ezequiel, não tinha uma relação das mais fraternais com Messias, de quem era irmão. Mas isto nem passava pela cabeça de Fernanda naquele momento, o que ela queria era uma mão para apanhá-la do abismo, e Messias estendia a dele.
Sentaram-se no sofá. A chuva caia lá fora. O frio invadia os cômodos da casa. Messias começou a falar o que Fernanda devia fazer:
-Estou aqui com a melhor das intenções, pois gosto muito de você e sua mãe, apesar de eu e seu pai nunca ter nos dado bem. Você sabe que lido com forças além da compreensão dos homens, por isso sempre fui motivo de chacota e indiferença por parte de toda a família. Mas é necessário que acredite em mim e faça tudo que lhe falar.
Fernanda assentiu humildemente.
-Hoje mesmo assim que eu sair faça um círculo no chão, e no meio dele acenda uma vela. Ajoelhe-se e implore a Molloth, deus pagão, senhor do outro mundo e deste, que interceda por sua mãe. Acredite, vai notar diferenças hoje mesmo. Promete que fará isto?
-Faço qualquer coisa para tirar minha mãe deste estado de estupor.
Nisso tio e sobrinha se abraçaram. Messias se preparava para sair quando se virou e disse:
-Faça isso hoje mesmo. É muito importante que comece hoje.
-Farei tio.
Assim que seu tio saiu, Fernanda foi até o quarto da mãe. Ela continuava lá, deitada, impassível.
-Hoje eu mudo tudo, mamãe.
A visita e ajuda de Messias tinha dado a Fernanda uma dose cavalar de ânimo. Ela foi até se quarto, pegou um giz e uma vela. Voltou a sala, tirou o tapete e desenhou um círculo, e no meio dele acendeu uma vela. Ajoelhou-se e começou a pedir:
-Molloth, senhor do outro mundo e deste, eu te peço com todas as forças, ajude minha mãe a melhorar, sair deste estado lamentável. Eu te imploro!
Feito isso, Fernanda sentou-se no sofá e esperou. O relógio marcava onze horas. Decidiu deitar um pouco. Nisto ela dormiu e só foi acordar à meia-noite. Um silêncio sepulcral dominava toda a casa. Fernanda subiu as escadas correndo e abriu a porta do quarto de sua mãe. Ela continuava deitada. Uma ponta de frustração já inflamava seu peito. Todo aquele sortilégio não havia adiantado de nada, pensava Fernanda. Desceu as escadas e sentou-se no sofá. Começou a lembrar de seu pai, um homem bom, alegre, companheiro. Não conseguia achar motivos para o suicídio de seu pai. A cena de seu crânio aberto pelo tiro do revólver, o sangue no chão, os gritos de sua mãe, fizeram Fernanda chorar. Sua vida tinha mudado para pior em questão de dias.
Nisto as luzes se apagaram. Fernanda foi até o interruptor e ouviu um barulho vindo da cozinha. Da sala era possível ver a janela que dava para a área de serviço. Uma silhueta de uma pessoa no lado de fora. Fernanda congelou na hora. Parecia ser um homem. Ele começou a bater com os punhos na janela e pedia insistentemente para entrar, mas ele tinha uma voz cavernosa, sombria, de fazer tremer até o mais forte dos homens:
-Deixe-me entrar Fernanda. Faz frio aqui fora.
Fernanda deu um pulo para trás, o que a fez cair no sofá. O homem parou de bater na janela e começou a forçar a maçaneta da porta, agora ele gritava para que o deixasse entrar. Fernanda lembrou da mãe e subiu as escadas com o que restou de suas forças, mas seus passos pareciam lentos, hesitantes. Nisso ouviu a voz de sua mãe. Ela estava falando. Mas com quem? Fernanda correu o quanto pôde e quis abrir a porta, mas ela estava trancada. Ela chamava pela mãe, mas a mãe continuava a conversar:
-Você voltou querido
-Voltei.
Era a voz de seu pai.
-Quanta saudade senti de você, meu amor.
-Não maiores do que as minhas.
Mas isto não era possível, pensava Fernanda. Então decidiu olhar pela fechadura da porta. Sua mãe estava sentada na cama e um homem, que nunca tinha visto na vida, estava de pé. Fernanda sentiu algo como uma descarga elétrica passar pelo seu corpo, agora ela gritava e chutava a porta freneticamente:
-Mãe, não é o pai.
Ele dizia:
-Meu bem, precisa fazer o que lhe peço para que fiquemos juntos outra vez.
Qualquer coisa.
Nisto Fernanda sentiu alguém lhe puxar pelas costas. Ela caiu da escada e bateu a cabeça, o que lhe fez ficar um pouco zonza. Ouviu uns gemidos de sua mãe vindo do quarto, gemidos de dor. As lágrimas caiam dos seus olhos, ela levantou-se e subiu novamente. A porta do quarto de sua mãe estava aberta. Quando Fernanda entrou sua mãe estava deitada na cama, e um corte riscava seu pescoço. Fernanda imediatamente segurou a mãe nos braços, mas já não havia mais vida naquele corpo. A faca continuava na mão de sua mãe. Mas onde estaria o homem? Fernanda olhou para a porta ao ouvir um rangido, ele estava de pé olhando para ela.
-Quem é você? Por que fez isto?
-Sua mãe fez isto.
Fernanda olhava para mãe, agora estava em prantos:
-Saia da minha casa.
-Não posso deixar pela metade.
-O que quer?
-Lembre-se que você me chamou.
Então ela se lembrou do sortilégio:
-Molloth?
-Sim. Mas não sou um deus pagão, como acreditava. Eu venho de muito longe, tenho muitos nomes. Messias sabe quem sou.
Ele agora sorria de uma forma diabólica:
-Messias achava-se um homem inteligente, esperto. Achava que podia brincar com coisas que não conhece e sair-se bem. Eu apostei no pôquer com ele numa noite chuvosa. Ele perdeu, é claro.Quando descobriu quem eu era, chorou feito uma criança. Estava com medo, bastante medo. Ele sabe do que sou capaz, como sabe.
Fernanda sentiu um frio na espinha. Já estava começando a compreender quem era aquele homem.
-O que eu tenho a ver com isso?
-Eu precisava de uma distração. Messias me garantiu que conseguiria uma alma para mim. Eu disse a ele que ficaríamos quites. Você não devia ter me chamado para entrar.
Fernanda agora compreendia tudo. Seu tio a tinha enganado para salvar-se. Aquele homem não era um deus pagão, era o demônio. Aquilo tudo era demais. Ela se sentia responsável pela morte da mãe. Ela tinha convidado o demônio para entrar. Olhou para a mãe. Olhou para a faca. Ainda pôde ver seu reflexo nela antes do seu sangue molhar o chão. Tinha cortado o pescoço. Olhando para os corpos na cama, o demônio disse:
-Preciso fazer uma visita agora.
Messias estava na sua casa, tomava uma cerveja. Olhava para a televisão com um certo alívio. Tinha tirado um grande peso das costas. Não sentia nenhum remorso por mentir a sobrinha e entregá-la de bandeja ao demônio. Cada um com seus problemas. O que importava era que agora ele estava livre, sua alma também. E como se nada tivesse acontecido, Messias ria do programa que passava na televisão. De repente as luzes se apagaram, um frio dominou a casa, assim como o silêncio. Alguém batia na porta da sala e gritava:
-Deixe-me entrar.
Messias continuava parado onde estava. O medo invadiu seu corpo por inteiro. A porta se abriu, e o demônio, com seu sorriso infernal, olhava para Messias enquanto dizia:
-Eu menti.
Então o grito de Messias ecoou por toda a casa.
Suelen Marinho dos Santos
suelen.marinho@ig.com.br
Por dentro da igreja
Numa bela manhã, estava eu em frente à praça principal da cidade, Praça João Borges, bem enfrente ao ilustre João Borges, bem, na verdade a estatueta do busto dele, mas era idêntica, era como eu o estivesse vendo, em seus plenos cinqüenta anos. Era um homem alto, robusto, com uma entrada para a calvície em seus grisalhos cabelos, olhos que fitavam tudo, firmes, um bigode a moda de sua época, e da minha também.
Ah sim, estava numa manhã, com um lindo céu, um lindo sol, ele brilhava, ou melhor reinava sobre tudo, em plena nove da manhã. Estava sentado num banco a sombra, em frente ao reverenciável sr. Borges. Eu já lhe contei sobre ele? Era um pioneiro na cidade, vindo de uma família de grandes agricultores, ele abandonou e vendeu suas terras, decidiu investir na indústria, montou uma metalúrgica e enriqueceu ainda mais, era apaixonado ao ver o metal tomar a forma desejada. Eu já o consultei muitas vezes como psicólogo, mas a tempos não exerço mais a função, apesar de ainda trazer certos hábitos profissionais.
Do que falávamos? Sim, daquela manhã, com o sol, o céu, o frescor da praça. Sabia que a praça é o local mais fresco de toda São Levi, de todo canto da cidade, aqui é o mais arejado, foi projetada para tal, por sinal, um grande projeto; mas não quero tomar muito o seu tempo hoje, deixe-me me concentrar em minha história. Então na manhã bela, olhei para a igreja, sim, a matriz, e lá vi uma mulher acenar para mim, e eu retribuir, apesar de não reconhecer a mulher, mas percebi depois que não era pra mim, como podia, ela acenar pra mim? Era pra um rapaz que passava por detrás de minhas costas.
Mas daí olhei para a torre do sino, sabia que ela já pegou fogo? Ninguém sabe ao certo, mas acreditam que foi um padre, padre Armandino, porém isto é boato, e não dou muito crédito para tais coisas, mesmo não tendo uma afeição por tal padre; Por que? É que ele uma vez me expulsou do meio da congregação, isto porque questionei certos hábitos dele, o de apresentar o interior da capela a crianças.
Lembro-me bem, estava eu quando pequeno, e meu grande amigo Nadir. Fomos à igreja beber água, pois estávamos correndo e brincando na praça. Então o padre apareceu, e perguntou se estávamos interessados em conhecer o interior da capela. Inocentemente aceitamos, e ele nos encaminhou por lá dentro. Mostrou todo o interior do prédio, a casa aonde residia os seminaristas, os quartos, tudo.
Porém em um momento, em que fui à cozinha pedir água a Dona Olinda, quando voltei, nem Nadir e nem o padre Armandino estavam aonde eu os deixei. Fiquei com medo, pensei que eles haviam sido tragados por algo, pois estavam ali, logo ali, e sumiram, era bem pirralho, e a imaginação aflorava em pura criatividade. Corri desesperadamente para casa, e depois de algum tempo fui à casa de Nadir, e ele já estava lá, só que estava dormindo. Nunca mais Nadir foi o mesmo, estava sempre indo à igreja, e acabou se tornando seminarista. Chegou até a se formar em filosofia, mas antes que fosse nomeado padre faleceu em depressão, pois dedicava a sua vida em prol da igreja, e não tinha tempo nem para si. Pobre homem.
Mas retornando, ao me lembrar de toda a minha história naquela igreja, quando ia a missa com a minha falecida mãe, quando adolescente que participava do grupo de jovens, dentre outras lembranças. Decidi-me levantar e entrar novamente na igreja, após anos sem sequer pisar o pé na mesma. Ao entrar, vi uma grande cruz com o Cristo, esta era nova, o palco e o altar também, toda igreja havia sido reformada, e eu nem sequer sabia disto. Curioso, entrei mais, e a admirei, não havia ninguém. Após um tempo, decidi rezar, fazia tempo em que não falava com Deus.
Me ajoelhei, fechei os olhos e rezei, rezei pela alma de tantos, para que tivessem luz, e entendessem o significado da vida, depois parei-me e percebi que eu também não o entendia, e pedir tudo isto pra mim também. Ao terminar, abri os olhos e me levantei, deparei-me com a assombração do padre Armandino, na verdade, era uma assombração mesmo, pois me lembrei que ele havia morrido no incidente do incêndio. Mantinha cicatrizes de queimadura pelo lado direito do pescoço e um pedaço do rosto, as mãos estavam queimadas, e eu sentia o cheiro de carne tostada, uma visão horrível. E ele disse. “O que fazes aqui infiel, não vês que aqui é a Casa do Senhor, e que ímpios não podeis entrar?” “Ímpia é a sua alma, desgraçado!” Revidei. Então perguntou novamente. “O que fazes aqui?” Em tom mais forte, e respondi. “Como um cristão, vim rezar pelas almas das pessoas próximas a mim.” E ele rebateu. “Tais pessoas já estão com as almas perdidas, não terão o perdão de Deus, assim como você alma penada.” E que de imediato, como que inconsciente, questionei. “E tu, tens salvação?” Sua pele branca tomou a cor avermelhada da ira, estufou o peito, mas se conteve. “Sou intermediário de Deus e os homens, logo sei diretamente como atingir a salvação.” “Incitando crianças inocentes?” Abertamente falei. Novamente ele se recontorceu, avermelhou-se e explosivamente alegou. “Sou um sacerdote de Cristo, fiz um voto de celibato, não me ofendas assim, herege!” Ri ironicamente, mas antes que rebatesse a ofensa, alguém nos interrompeu, o informando que estava tudo preparado, apenas isso e entrou.
Minha curiosidade aguçou, como o de sempre. Mas contive-me, pelo menos no instante, e ao padre ir, sem sequer olhar para mim, eu me esgueirei para dentro do templo. O que seria que o moribundo fantasma de Armandino teria para fazer, se nem as criancinhas mais o viam para aliciliá-las. Passei pelo altar, atravessei a expeça cortina furtivamente, Armandino olhou para trás, mas me escondi atrás de um móvel, ele ficou por lá, fitando por alguns segundos, o que me deixou bastante apreensivo. Ao padre ir, atravessei ao corredor e olhei pela fresta da porta aberta da porta em que o demônio acabara de entrar. Deparei-me com algo pior do que pior do que o vil padre somente, pior do que criancinhas seduzidas. Algo hediondo, algo que eu nunca pensei que veria em um lugar como aquele. Uma verdadeira ofensa à integridade de tantos cristãos. Algo que penso duas vezes em contar, mas contarei a você pois sei que não interferirás em tua fé.
Vi uma orgia, uma blasfêmia, dentre em média de doze aberrações do mundo dos mortos. Padres, seminaristas, beatas, presos a atos sexuais após suas mortes. Satisfazendo-se com orgias em que provavelmente praticavam em vida e se apegaram demais para largarem após a morte. Vi também Nadir, estava montado em cima de uma beata enquanto estava com a sua boca no pênis tostado de Armandino. Uma lágrima ectoplasmática rolou por minha face. Era triste ver um amigo meu preso a tal ato hediondo, ato que nunca pensaria que presenciaria em minha vida e morte.
Assim, saí da igreja, desta vez não me intrometi, era ofensivo demais, até mesmo para mim. Oh, pobre Nadir, preso às corrupções e perversões de um infame padre, desde sua juventude. Parti, passei pela praça, mas o dia já não estava tão lindo quanto cedo. Lembrava-me apenas do sorriso de tesão de Armandino, sendo saciado por suas luxúrias diabólicas.
Ah sim, estava numa manhã, com um lindo céu, um lindo sol, ele brilhava, ou melhor reinava sobre tudo, em plena nove da manhã. Estava sentado num banco a sombra, em frente ao reverenciável sr. Borges. Eu já lhe contei sobre ele? Era um pioneiro na cidade, vindo de uma família de grandes agricultores, ele abandonou e vendeu suas terras, decidiu investir na indústria, montou uma metalúrgica e enriqueceu ainda mais, era apaixonado ao ver o metal tomar a forma desejada. Eu já o consultei muitas vezes como psicólogo, mas a tempos não exerço mais a função, apesar de ainda trazer certos hábitos profissionais.
Do que falávamos? Sim, daquela manhã, com o sol, o céu, o frescor da praça. Sabia que a praça é o local mais fresco de toda São Levi, de todo canto da cidade, aqui é o mais arejado, foi projetada para tal, por sinal, um grande projeto; mas não quero tomar muito o seu tempo hoje, deixe-me me concentrar em minha história. Então na manhã bela, olhei para a igreja, sim, a matriz, e lá vi uma mulher acenar para mim, e eu retribuir, apesar de não reconhecer a mulher, mas percebi depois que não era pra mim, como podia, ela acenar pra mim? Era pra um rapaz que passava por detrás de minhas costas.
Mas daí olhei para a torre do sino, sabia que ela já pegou fogo? Ninguém sabe ao certo, mas acreditam que foi um padre, padre Armandino, porém isto é boato, e não dou muito crédito para tais coisas, mesmo não tendo uma afeição por tal padre; Por que? É que ele uma vez me expulsou do meio da congregação, isto porque questionei certos hábitos dele, o de apresentar o interior da capela a crianças.
Lembro-me bem, estava eu quando pequeno, e meu grande amigo Nadir. Fomos à igreja beber água, pois estávamos correndo e brincando na praça. Então o padre apareceu, e perguntou se estávamos interessados em conhecer o interior da capela. Inocentemente aceitamos, e ele nos encaminhou por lá dentro. Mostrou todo o interior do prédio, a casa aonde residia os seminaristas, os quartos, tudo.
Porém em um momento, em que fui à cozinha pedir água a Dona Olinda, quando voltei, nem Nadir e nem o padre Armandino estavam aonde eu os deixei. Fiquei com medo, pensei que eles haviam sido tragados por algo, pois estavam ali, logo ali, e sumiram, era bem pirralho, e a imaginação aflorava em pura criatividade. Corri desesperadamente para casa, e depois de algum tempo fui à casa de Nadir, e ele já estava lá, só que estava dormindo. Nunca mais Nadir foi o mesmo, estava sempre indo à igreja, e acabou se tornando seminarista. Chegou até a se formar em filosofia, mas antes que fosse nomeado padre faleceu em depressão, pois dedicava a sua vida em prol da igreja, e não tinha tempo nem para si. Pobre homem.
Mas retornando, ao me lembrar de toda a minha história naquela igreja, quando ia a missa com a minha falecida mãe, quando adolescente que participava do grupo de jovens, dentre outras lembranças. Decidi-me levantar e entrar novamente na igreja, após anos sem sequer pisar o pé na mesma. Ao entrar, vi uma grande cruz com o Cristo, esta era nova, o palco e o altar também, toda igreja havia sido reformada, e eu nem sequer sabia disto. Curioso, entrei mais, e a admirei, não havia ninguém. Após um tempo, decidi rezar, fazia tempo em que não falava com Deus.
Me ajoelhei, fechei os olhos e rezei, rezei pela alma de tantos, para que tivessem luz, e entendessem o significado da vida, depois parei-me e percebi que eu também não o entendia, e pedir tudo isto pra mim também. Ao terminar, abri os olhos e me levantei, deparei-me com a assombração do padre Armandino, na verdade, era uma assombração mesmo, pois me lembrei que ele havia morrido no incidente do incêndio. Mantinha cicatrizes de queimadura pelo lado direito do pescoço e um pedaço do rosto, as mãos estavam queimadas, e eu sentia o cheiro de carne tostada, uma visão horrível. E ele disse. “O que fazes aqui infiel, não vês que aqui é a Casa do Senhor, e que ímpios não podeis entrar?” “Ímpia é a sua alma, desgraçado!” Revidei. Então perguntou novamente. “O que fazes aqui?” Em tom mais forte, e respondi. “Como um cristão, vim rezar pelas almas das pessoas próximas a mim.” E ele rebateu. “Tais pessoas já estão com as almas perdidas, não terão o perdão de Deus, assim como você alma penada.” E que de imediato, como que inconsciente, questionei. “E tu, tens salvação?” Sua pele branca tomou a cor avermelhada da ira, estufou o peito, mas se conteve. “Sou intermediário de Deus e os homens, logo sei diretamente como atingir a salvação.” “Incitando crianças inocentes?” Abertamente falei. Novamente ele se recontorceu, avermelhou-se e explosivamente alegou. “Sou um sacerdote de Cristo, fiz um voto de celibato, não me ofendas assim, herege!” Ri ironicamente, mas antes que rebatesse a ofensa, alguém nos interrompeu, o informando que estava tudo preparado, apenas isso e entrou.
Minha curiosidade aguçou, como o de sempre. Mas contive-me, pelo menos no instante, e ao padre ir, sem sequer olhar para mim, eu me esgueirei para dentro do templo. O que seria que o moribundo fantasma de Armandino teria para fazer, se nem as criancinhas mais o viam para aliciliá-las. Passei pelo altar, atravessei a expeça cortina furtivamente, Armandino olhou para trás, mas me escondi atrás de um móvel, ele ficou por lá, fitando por alguns segundos, o que me deixou bastante apreensivo. Ao padre ir, atravessei ao corredor e olhei pela fresta da porta aberta da porta em que o demônio acabara de entrar. Deparei-me com algo pior do que pior do que o vil padre somente, pior do que criancinhas seduzidas. Algo hediondo, algo que eu nunca pensei que veria em um lugar como aquele. Uma verdadeira ofensa à integridade de tantos cristãos. Algo que penso duas vezes em contar, mas contarei a você pois sei que não interferirás em tua fé.
Vi uma orgia, uma blasfêmia, dentre em média de doze aberrações do mundo dos mortos. Padres, seminaristas, beatas, presos a atos sexuais após suas mortes. Satisfazendo-se com orgias em que provavelmente praticavam em vida e se apegaram demais para largarem após a morte. Vi também Nadir, estava montado em cima de uma beata enquanto estava com a sua boca no pênis tostado de Armandino. Uma lágrima ectoplasmática rolou por minha face. Era triste ver um amigo meu preso a tal ato hediondo, ato que nunca pensaria que presenciaria em minha vida e morte.
Assim, saí da igreja, desta vez não me intrometi, era ofensivo demais, até mesmo para mim. Oh, pobre Nadir, preso às corrupções e perversões de um infame padre, desde sua juventude. Parti, passei pela praça, mas o dia já não estava tão lindo quanto cedo. Lembrava-me apenas do sorriso de tesão de Armandino, sendo saciado por suas luxúrias diabólicas.
O MITO
Como podemos entender o vampiro? Ele é um mito, uma lenda, uma estória romântica de escritores góticos? Ou o vampiro é baseado em fatos?
A noção popular do vampiro é largamente baseada no clássico filme "Dracula", de 1931, com Bela Lugosi. Em nossas mentes, o vampiro é sofisticado, europeu, geralmente um nobre, que vive num castelo sempre leva uma "vida" de luxo, cercado de coisas finas... mas que nunca bebe... VINHO. O vampiro tem gosto por "algo mais", e é isso que realmente o separa de nós. O SANGUE. O vampiro deve beber sangue fresco tirado de pessoas vivas, pois ele não o tem.
Em tempos mais recentes, o conceito do vampiro veio para a América, para Nova Orleans. O Lestat de Anne Rice e seus companheiros do filme e livro "Entrevista com o Vampiro" também são sofisticados, mas diferentes do Conde Dracula. Eles são inteligentes, elegantes, cultos, mas também selvagens. E mais: eles são sensuais e atraentes. Este é um elemento significante de nosso conceito moderno de vampiro, o elemento que o separa dos "outros monstros": Vampiros possuem SEX-APPEAL.
Mas a sede de sangue e o erotismo não são os únicos aspectos do vampiro. E também não são a chave. O elemento chave do vampiro é a morte. As questões eternas dos humanos sobre a morte, nossa ansiedade e nossos pesadelos sobre essa inevitabilidade (de morrer) alimenta as estórias de vampiros.
"O sangue é vida", disse o Dracula encarnado por Bela Lugosi (uma frase bíblica, aliás). E essa antiga discussão sobre vida, morte e sangue é o que explica a antiguidade do mito também. O primeiro vampiro não foi Conde Dracula. Os primeiros vampiros tiveram suas origens séculos antes de Cristo. Cristo aliás, que tem sido o grande adversário dos modernos vampiros "satânicos" - lembre-se, os vampiros tremem diante da cruz sagrada.
A lenda do vampiro data das primeiras civilizações, como os Assírios, os Babilônicos, e outros povos do Oriente antigo. O vampiro original não era o suave e sofisticado aristocrata europeu que conhecemos hoje.
O vampiro, em sua origem, era um monstro.
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VAMPIROS HISTÓRICOS
Como o vampiro surgiu? Como todas as lendas, a exata data da origem é desconhecida, mas a evidência do conto do vampiro pode ser encontrada com os antigos Caldeus na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, e com escritos Assírios no barro ou em pedras. A terra dos Caldeus também é chamada de Ur dos Caldeus, que era a terra de origem de Abraão, na bíblia.
"Lilith" foi possivelmente uma vampira da bíblia hebraica e suas interpretações. Embora ela seja descrita no livro de Isaías, suas raízes são mais parecidas com a demonologia babilônica. Lilith era um monstro que atacava de noite, com a aparência de uma coruja. Ela gostava de caçar, e sempre procurava matar recém- nascidos ou mulheres grávidas. Lilith era a esposa de Adão antes de Eva, mas foi endemoniada por se recusar a obedecer Adão. (Ou, em outro ponto de vista, quis direitos iguais aos de Adão.) Naturalmente, ela foi considerada demoníaca por seus desejos radicais e se tornou uma vampira que eventualmente atacava os filhos de Adão e Eva, ou seja, seus descendentes humanos. Nós.
Referências sobre vampiros podem ser encontradas em muitos países, e alguns estudiosos acreditam que isso indica que foram criadas independentemente em cada país, e não passadas de um para outro. Cada um tinham suas particularidades.
Vampiros aparecem na Grécia, Roma e Egito. Os antigos gregos acreditavam em strigoi ou lamiae, que eram monstros que comiam crianças e bebiam seu sangue. Lamia, na mitologia, era a amante de Zeus, mas a esposa de Zeus, Hera, lutou contra ela. Lamia enlouqueceu, e matou seus próprios filhos. À noite, ela perseguia as crianças humanas para matá-las também.
Um conto conhecido tanto por gregos quanto por romanos, por exemplo, diz respeito ao casamento de um jovem chamado Menippus. No casamento, um convidado, que era um filósofo chamado Apollonius de Tyana, observou cuidadosamente a noiva, que era muito bonita. Apollonius finalmente acusou a noiva de ser uma vampira, e de acordo com a estória (que seria mais tarde contada por um estudioso chamado Philostratus) a mulher confessou ser vampira. Alegou-se que ela planejava se casar com Menippus meramente para ter sua riqueza e uma fonte de sangue fresco para beber.
Relatos vampíricos aparecem na antiga China, onde existiam monstros chamados kiang shi. Na Índia e no Nepal os vampiros também existiam, ao menos como lendas. Pinturas ancestrais nas paredes das cavernas mostram criaturas bebedoras de sangue; o "Lorde da Morte" nepalês é mostrado segurando uma taça em formato de crânio, cheia de sangue. Algumas dessas pinturas nas paredes são de 3000 a.c. Rakshasas são descritos pelas antigas e sagradas escrituras indianas como "Vedas". Essas escrituras (cerca de 1500 a.c) desenham os rakshasas (ou destruidores) como vampiros. Também existia na Índia antiga um monstro chamado Baital, que, como um morcego, era desprovido de sangue próprio.
Outro povo antigo da Ásia, os Malaios, acreditavam num tipo de vampiro chamado "Penanggalen". Essa criatura consistia numa cabeça humana com tripas intestinais que deixavam o corpo e procuravam por sangue alheio, especialmente de bebês. A criatura vivia por beber o sangue das vítimas.
Também é conhecido que os vampiros viviam no México, antes mesmo da chegada dos conquistadores espanhóis, de acordo com o renomado autor Montague Summers que em 1928 escreveu "The Vampire - His kith and kin". Ele dizia que os árabes conheciam os vampiros também. Tipos vampíricos apareceram nos "Contos das Noites Árabes", era chamado "algul", que era um zumbi que consumia carne humana.
A África, com suas religiões baseadas em espiritismo, também possuía lendas de tipos vampíricos. Uma tribo, a Caffre, acreditavam que os mortos podiam retornar e sobreviver bebendo sangue dos vivos.
No Peru também existiam essas lendas. Os canchus acreditavam que quem bebia sangue de jovens eram adoradores do Diabo.
Essas lendas vampíricas vindas de todas as partes do mundo e os medos antigos sobre morte e magia deram os poderes de sustentar a vida pelo sangue que envolvem os vampiros como os conhecemos hoje.
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VAMPIROS INTERNACIONAIS
Na ilha caribenha de Granada, existe a Loogaroo. É uma mulher que, reza a lenda, fez um acordo com o diabo. Ela ganharia as habilidades mágicas apenas se desse sangue ao demônio todas as noites. O termo Loogaroo possivelmente vem da criatura mitológica francesa Loup-garou, que era um tipo de lobisomem, mas acreditam que o termo também foi misturado com Vudu africano.
A Loogaroo podia deixar sua pele e transformar-se em chamas que assombravam a noite procurando sangue para o demônio. Após pegar sangue suficiente, ela podia retornar à sua pele e voltar à forma humana. Essa criatura era aparentemente compulsiva e tinha que parar para contar grãos de areia espalhados no chão. Uma das defesas contra ela era deixar uma pilha de arroz ou areia perto da porta de entrada. Esperáva-se que a Loogaroo perdesse muito tempo contando os grãos e o Sol aparecesse, forçando a criatura a voltar à sua pele e esquecer do ataque.
A Loogaroo é um exemplo de como uma crença vampírica pode ser resultante de uma combinação de outras - ela é uma combinação de Francês e Africano. A Loogaroo também mostra que nem todos os vampiros descendem dos povos eslavos, apesar de muitos parecerem que sim. Como os vampiros são encontrados em muitos lugares, naturalmente eles tem muitos nomes.
O termo vampir era usado na Rússia e em outras terras eslavas, como a Polônia e Sérvia. A palavra vampir possivelmente derivou da linguagem Magyar (Húngara) e também parece que a palavra russa significa "beber".
Vrykolakas eram o termo grego para vampiro. O vampiro grego era uma pessoa que fosse excomungada pela Igreja Ortodoxa.
Ekimmu era um espírito vampiro da Babilônia que se levantava da morte quando faminto, especialmente se os tolos humanos esquecessem de deixar comidas como sacrifícios perto de suas tumbas. Quando faminto ele retornava à Terra atrás de sangue humano.
Murony era o vampiro da Valáquia, um metamorfo e bebedor de sangue. Podia se transformar em gato, cão, insetos ou outras criaturas. Uma pessoa que morria inesperadamente era altamente suspeita de ser tornar um vampiro. Mortes súbitas era assumidas como obras de vampiros. As vezes um grande prego era atravessado no crânio do defunto para evitar que ele voltasse da tumba. O Murony também se pareciam com lobisomens, um humano que podia se tornar um cão ou lobo de noite, e caçar outros animais.
Vampiros lituânios aparentemente bebiam sangue. A palavra wempti significa "beber".
A palavra inglesa vampire (também escrita "vampyre") foi vista pela primeira vez no início de 1700. Sua exata origem é desconhecida. Sua raíz vem da palavra turca " uber", que significa "bruxa". Essa palavra passou por uma transformação em tons eslavos, e soou como "upior" ou "upyr", e então resultou em "vampyre", "vampir" e então, "vampire".
Em sânscrito, o monstro era "Baital". Existem outros termos para esse monstro, do espanhol "vampiro", e Latim "vampyrus", para o inquestionável germânico "Blutsaeuger" (literalmente, sanguessuga) e o francês "Le Vampire".
"Nosferatu" é outro termo para vampiro vindo do leste europeu, ou ao menos se acredita nisso. É uma das mais curiosas palavras dos vampiros. O termo veio para o mundo com o irlandês Bram Stoker e seu livro "Dracula". Mais tarde, em 1922, a palavra volta com o primeiro filme sobre o maligno conde da Transylvania, chamado, é claro, de "Nosferatu".
A palavra nosferatu, porém, talvez não seja uma palavra eslava. E talvez nem seja uma palavra real de fato. David J. Skal, um moderno pesquisador de vampiros, acredita que a palavra nosferatu foi um erro ou alteração da palavra romana "nesuferit", que vem do Latim, e significa "não sofrer" ou mesmo "intolerável", palavras que descrevem uma personalidade vampírica agressiva. Parece que Bram Stoker descobriu a palavra enquanto fazia a pesquisa para seu livro Dracula. Ele aparentemente leu um conto de 1885 chamado Superstições da Transylvania por Emily Laszowska Gerard, onde ela usou o termo "nosferatu" ao invés de "nesuferit". Também é possível que "nosferatu" seja uma variante de "nesuferit".
Seja qual for a verdade, o termo "nosferatu" hoje é largamente usado para designar vampiros por que o diretor F.W.Murnau usou esse nome em seu filme de 1922.
Outra interpretação vem da autora Manuela Dunn-Mascetti, que diz que a palavra pode ser relacionada ao termo romeno "o impuro" - necuratul. As pessoas da Transylvania (que é o lugar situado entre os Montes Cárpatos da Romênia) crêem que num ser chamado nosferatu (ou vampiro) - um termo que tem conotação demoníaca.
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VAMPIROS E A IDADE DAS TREVAS
Por toda a história a lenda do vampiro foi sendo usada para "explicar" outros fenômenos naturais que os povos primitivos sem conhecimentos científicos não conseguiam explicar de outra maneira. Possivelmente a mais espantosa lenda foi a associação dos vampiros com a Peste Negra na Idade Média na Europa.
A Peste Negra, como era conhecida, na verdade era a Peste Bubônica espalhada por ratos e pulgas. A Peste (que, diferentemente dos vampiros, vieram do Oeste) matou 1/3 da população européia em 1300. O povo da época, porém, associou as mortes com os vampiros. De alguma maneira eles acreditavam que a morte "trabalhava" para os monstros; talvez os vampiros espalhassem a Peste, eles pensavam assim. Em alguns casos as pessoas acreditavam que um doente voltava da morte como vampiro e matava uma vítima (que morreria pela Peste). Alternadamente, acreditavam que um inimigo morto podia retornar e matar alguém, tornando-o um vampiro também. Muitas tumbas foram reabertas e os corpos "suspeitos" foram mutilados para "matar" os vampiros...
Alguns métodos da época beiravam o absurdo. Por exemplo, uma virgem era montada nua num cavalo, e o cavalo era obrigado a passear por entre um cemitério. Se o cavalo (que aparentemente, era mais inteligente que as pessoas) decidisse não passar por determinada tumba, eles assumiam que era uma tumba de vampiro. O corpo era imediatamente exumado e mutilado para "matar" o vampiro e, claro, também para parar a Peste que devastava a região.
Algumas das crenças mais idiotas envolviam métodos usados para matar vampiros ou parar a epidemia do vampirismo. É importante lembrar, porém, que essas crenças parecem idiotas HOJE, mas, na idade da ignorância, pessoas desesperadas eram muito suscetíveis ao poder das superstições.
Os corpos às vezes eram enterrados de bruços. Se o corpo se transformasse em vampiro, ele tentaria escavar para sair do seu caixão, e iria escavar o chão abaixo, pois olhava para o lado errado... Estacas de madeira às vezes eram colocadas no chão acima do caixão, e o corpo que se levantasse se espetaria sozinho nas estacas... com um pouco de sorte elas atravessariam seu coração.
Os corpos também, às vezes, eram enrolados em panos e roupas, para dificultar sua saída do caixão. E as pernas e braços eram amarrados com uma corda.
Pedras enormes também eram colocadas em cima dos caixões, para prevenir o retorno do defunto (talvez isso explique a origem das modernas lápides?). E é importante notar que os antigos povos acreditavam que o vampiro era um tipo de fantasma, que transcendia o caixão. Qual a melhor maneira de se manter um fantasma no caixão, do que selá-lo em pedra?
O processo natural da decomposição às vezes convenciam as pessoas de que defuntos podiam se tornar vampiros:
os cabelos e unhas continuavam a crescer( indicava a continuidade da vida);
o cadáver inchava pela ocorrência natural de gases no corpo, (indicava que ele se alimentava dos vivos);
sangue às vezes aparece nos cantos da boca como resultado da decadência do corpo (indicava que ele tinha bebido sangue);
a aparência grotesca de um cadáver decomposto e de pele pálida (indicava uma fome vampírica por sangue).
O povo ignorante também usavam das superstições para frustrar ataques vampíricos. Duas das mais conhecidas substâncias utilizadas para se afastar os vampiros são o acônito, e, claro, o alho. Uma teoria popular durante a Idade Média acreditava que o cheiro horrível da morte era relacionado com a causa da morte, especialmente durante a Peste Negra, e que a morte tinha relação com os vampiros. Por isso, utilizavam das ervas para contra-atacar o cheiro da morte, e consideravam o aroma potente do alho. Também, durante as eras, o alho era usado como erva medicinal pelos antigos romanos. Ironicamente, a ciência moderna também acredita que o alho pode ajudar as pessoas a se recuperarem, em alguns casos.
As pessoas desenvolviam métodos estranhos quando o assunto era vampirismo. Alguns acreditavam que se um gato preto ou cão pulasse por cima de um corpo, ele se tornaria um vampiro. Em contos bucovinianos, uma estaca de madeira devia ser enfiada no peito dos que se suicidavam; pois o suicídio era uma das causas do vampirismo. Em muitas culturas, incluindo a antiga Inglaterra, as pessoas que cometiam suicídio eram enterradas em encruzilhadas para prevenir que o defunto voltasse como um vampiro.
Vários povos tinham vários métodos para destruir vampiros. Em algumas nações eslavas, uma estaca de madeira, atravessada no peito, matava a criatura - esse era o método favorito de todos, uma estaca através do coração. Em outros lugares, porém, a madeira usada tinha que ser de determinadas árvores. Por exemplo, madeira de carvalho fazia o trabalho na Silésia... enquanto madeira de espinheiro branco era requerida na Sérvia.
Além disso, as cabeças dos defuntos suspeitos de vampirismo era decapitadas. Às vezes, os corpos também eram jogados dentro de poços d´água ou queimados.
Essas crenças foram baseadas na ignorância geral da população, mas uma das maiores tragédias da lenda dos vampiros, foi a real ascendência da crença e do mito vampiro, que pode ter sido ajudada pelos feitos (crimes) da religião organizada.
A Igreja na Europa durante a Idade Média chegou a reconhecer a existência de vampiros e os transformou de mitos pagãos em criaturas do demônio. O vampiro teve sua credibilidade reforçada pela existência das doutrinas cristãs como vida após a morte, a ressurreição do corpo e a "transubstanciação". Esse era um conceito baseado na Santa Ceia em que o "pão e vinho" durante a Comunhão que transubstanciou-se no sangue e corpo do Cristo.
A Igreja durante a Idade Média deu credenciais para a crença nos vampiros, e concluiu também que podiam parar o vampirismo, reforçando essa opinião dois séculos depois, em 1489 como o livro "Malleus Maleficarum" Esse livro foi escrito para se lidar com bruxas, mas também podia ser aplicado contra vampiros malignos. Infelizmente, muitas pessoas inocentes caíram vítimas desse documento, e foram torturadas e executadas. Esse livro, conhecido como "O martelo contra as bruxas na Inglaterra" foi utilizado para identificar e perseguir pessoas que supostamente faziam pactos com o diabo.
Dois séculos depois disso, a evidência de que a Igreja ainda acreditava em vampiros foi encontrada nos escritos do teólogo Leo Allatius. Como estudioso da Igreja, ele estudou os Vrikolakas, os vampiros gregos. Em um documento de 1645 ele conclui que alguns vampiros são resultados da excomungação. A prova de vampirismo grego é a falta de decomposição do corpo, indicando que ele não pode deixar o plano terrestre. Um corpo inchado também era evidência de possível vampirismo. Como alguns corpos não se decompunham rapidamente, pela química do solo ou temperatura do ar, e também alguns inchavam pelo processo natural de produção de gases no organismo morto, muitos cadáveres foram erroneamente nomeados como vampiros. Em contra- partida, a incorruptibilidade - incapacidade do corpo de se decompor - era sinal de santidade do cadáver. A diferença era que o vampiro não apenas se decompunha, mas também ficava grotescamente pálido, enquanto que os "corpos sagrados" permaneciam perfeitamente intactos, como se ainda vivessem. E também, vampiros cheiravam muito mal, enquanto os corpos sagrados não.
Também existia uma crença comum entre os antigos cristãos gregos que um padre ou bispo que excomungasse um agente do mal preveniria o tal corpo da decomposição, uma vez que a alma não estava livre para ascender aos céus, e sim solta na terra para vagar até receber o perdão de seus pecados. Na Igreja do Ocidente essa crença também era seguida. Existiu o caso do Arquibispo de Brehme, no século X, Santo Libentinus. Ele havia dito que excomungou alguns piratas, e o corpo de um deles foi descoberto vários anos depois, sem sinais de decomposição. Aparentemente, é pedido o perdão dos pecados por um bispo antes que o corpo se dissolva em cinzas. Os clérigos eram capazes de fazerem ou matarem um vampiro através de absolvição e excomungação.
Leo Allatius foi um dos primeiros estudiosos a declarar oficialmente que os vampiros eram crias do demônio e que eles rondavam as noites.
A prova de que a Igreja tinha poder sobre os vampiros (lembre-se de que vampiros fugiam de crucifixos e cruzes sagradas, se bem que os modernos vampiros são menos susceptíveis à esses símbolos) data desde a Inglaterra medieval. Um escritor chamado Willian de Newburgh discutiu o caso de um homem que morreu no séc XII a.C. Supostamente, ele se reergueu da tumba para desespero de sua esposa. Após causar muita confusão com os moradores do vilarejo e com os clérigos, o bispo da região perdoou por escrito todos os pecados passados do cadáver. O caixão foi aberto, e o documento foi colocado em cima do corpo do "vampiro". As pessoas ficaram surpresas - ou nem tanto - em ver que o corpo estava sem nenhum sinal de decomposição, provando o vampirismo. Mas, para a felicidade geral, assim que o perdão foi colocado no caixão, o vampiro desapareceu. Note que esse método de exorcizar o vampiro com um documento oficial da Igreja é bem mais sutil que os métodos utilizados na época, como a decapitação, queimar o corpo, arrancar o coração ou mesmo atravessá-lo com uma estaca de madeira.
Por volta de 1700 a universidade Sorbonne de Paris se oporia formalmente à prática comum de se mutilar corpos mortos para evitar os vampiros. A Sorbonne (onde o renomado escritor Voltaire uma vez ficou chocado ao ver uma discussão sobre a legitimidade do vampiro mitológico) finalmente tomou uma atitude aparentemente radical alegando que a prática de se mutilar corpos mortos era baseada em superstições irracionais.
A crença em vampiros, contudo, não seguia sem criticas inteligentes. Dom Agostine Calmet, um monge beneditino francês, escreveu um livro em 1746 que desafiava a questão da existência dos vampiros, chamado comumente de "O Mundo Fantasma". Calmet desafiava as superstições da época e pedia provas antes da aceitação das lendas. Ele duvidava especialmente das proezas sobre-humanas dos vampiros, como voltar da morte. Ele também analisou e criticou as supostas "epidemias vampíricas" da Europa, questionando suas bases na realidade.
Então os séculos de ignorância e superstições deram a vez à Idade da Razão, e vieram os métodos científicos. Hoje a medicina pode provar que as pragas, como a Peste Negra, não foram espalhadas por demônios, nem vampiros metafísicos, mas de maneira bem física, diria microscópica, de maneira biológica.
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O DEMÔNIO ROMÂNTICO
Marie Laveau, a famosa rainha voodoo de Nova Orleans, do século 19, uma vez disse ser vampira. Não, ela não era. Mas um notável escritor do início de 1800, Lafcadio Hearn, disse que ela era - ao menos isso é o que especulamos. Ele provavelmente estava falando da filha dela, também chamada Marie, com quem ele propositalmente viveu. Então, Mister Hearn era um romântico. Nascido na Grécia (terra dos Vrykolakas), renomado como jornalista e escritor em Nova Orleans, onde se tornou familiar com a comunidade voodoo, Lafcadio caminhou pelo lado negro, com certeza. Mas suas alegações sobre Marie Laveau não eram de todas inacreditáveis.
No voodoo em Nova Orleans no séc. XIX, o sangue dos novatos era drenado, e segundo consta, bebido. Selvagens, alguns relatos falam de crianças sendo cozinhadas em caldeirões e então comidas. Isso não acontecia, mas algumas pessoas acreditavam nisso, exatamente como alguns acreditavam que os vampiros espalharam a Peste Negra na Europa.
Mas existiam razões para se chamar Marie Laveau de vampira (poderíamos dizer, uma... vamp?). Ela era tão sensual quanto sobrenatural. E não muito diferente de Laveau, os vampiros da velha Europa carregavam a mensagem subliminar do sexo consigo, quando se reerguiam dos caixões em busca de sangue.
A mente vitoriana podia ser confrontada com a subliminar sensualidade dos vampiros através da ficção do Dracula, mas, nos tempos antigos, existiam dois demônios que não eram tão sutis quanto ao propósito de suas visitas noturnas. Esses "demônios românticos" eram os íncubus e as succubus.
Pesadelos, sobre a ótica clássica da análise Freudiana, eram relacionados com ansiedade ou repressão sexual. Mas na Idade média, visões de demônios da noite que visitavam a cama de alguém eram inquestionáveis de que se tratavam do trabalho do íncubus (masculino) e da succubus (feminino). Os íncubus/succubus eram demônios que atacavam as pessoas durante o sono. Na noite a criatura paralisava a vítima e então começava relações sexuais com ela, contra a vontade da vítima, claro. Essa crença nesses demônios noturnos é explicada hoje como a racionalização da repressão sexual perpetrada pela opressão da Igreja, ao menos, por um ponto de vista. A lenda do vampiro não é muito diferente dos contos de íncubus/succubus, salvo a diferença que os vampiros bebem o sangue, ao invés de não manterem relações sexuais com suas vítimas.
Alguns diziam que uma succubus era essencialmente uma linda, porém demoníaca, metamorfa que assumia a forma feminina que mais agradasse a vítima masculina, na ânsia de reproduzir com ele pequenos demônios. Então, uma vamp! Outros diziam que uma succubus se transformava num íncubus quando transava com um homem, e voltava a ser succubus quando transava com mulheres, e por aí vai...
Os íncubus/succubus eram usualmente associados com a bruxaria. Um livro de 1584 chamado Descobertas da Bruxaria, de Reginald Scot falava do fenômeno íncubus/succubus e declarava ter visto um íncubus na cama de uma mulher. Por vezes, em outros casos, ele atribuía o demônio à imaginação. Mas basicamente alguém poderia, relutantemente, concordar em declarar que tinha tido relações sexuais com um íncubus/succubus, forçado por bruxaria. Mas assumir que tinha transado com o diabo ou com demônios era uma evidência de ser uma bruxa. E eles matavam bruxas.
É interessante notar que as pessoas acreditavam que existiam diferentes "classes" de demônios, alguns mais exaltados que os outros. Os íncubus/succubus eram inferiores na hierarquia dos demônios.
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A CONDESSA DE SANGUE
Suposições para o mito vampírico podem ser encontradas historicamente, extrapoladas por alguns fatos extraordinários. Como o caso da "Condessa de Sangue".
Os modos da Condessa húngara do século XVI chamada Elizebeth Bathory poderiam rivalizar com as histórias de terror de qualquer país. Seus crimes eram malignos além da descrição, e às vezes ela parecia mais insana que o próprio diabo. Quando estava fazendo pesquisa para seu livro sobre vampiros, Bram Stoker encontrou um livro chamado "O livro dos Lobisomens" do Reverendo Sabine Baring-Gould. (autores Raymond McNally e Radu Florescu sugerem que o verdadeiro Dracula - sim, existiu um - pode ser relacionado à Bathory e o lado húngaro de sua família). Nesse trabalho foi descrito os modos sinistros da chamada Condessa de Sangue. E parece que essa estória, entre outras coisas, deu inspiração à Stoker para sua visão do Conde Dracula. E é fato que o primo de Elizebeth, Stephen Bathory, seria um dia proclamado príncipe na Transylvania.
Elizebeth era uma mulher bem-educada e esperta, mas possuía um vestígio de crueldade. Aparentemente temendo por sua mortalidade após a morte do marido, ela tornou-se sádica com seus criados e eventualmente buscava se não por longevidade, então ao menos pela eterna juventude de sua pele, banhando-se em sangue. Elizebeth aprendeu a arte da tortura com seu marido, um soldado acostumado a brutalizar os turcos prisioneiros de guerra. Bathory assassinou muitas mulheres, algumas vezes ajudada em seus métodos brutais por seus escravos (não muito diferente do Dracula ficcional, que comandava seus próprios servos para fazerem o trabalho sujo).
Bathory espancava suas vítimas e as mutilava também. Ela também congelava mulheres nas neves de inverno perto de seu castelo, chamado Csejthe, derramando água gelada nelas. Houveram também atos de canibalismo, como uma vez em que a Condessa mordeu várias vezes uma serva ainda viva. Também há relatos de que a Condessa literalmente se banhava em sangue de garotas virgens na esperança de permanecer sempre jovem. (Ainda que, ao menos uma das fontes diz que os tais "banhos de sangue" são mais ficção que realidade.) Mesmo assim, está muito claro que a Condessa húngara Elizebeth Bathory realmente existiu e que ela também cometeu tais crimes. Outra fonte diz que ela bebeu o sangue de 650 garotas, que também foram assassinadas.
Com a contagem de corpos crescendo, os servos de Bathory jogavam os corpos para fora do castelo. Quando o povo do local encontraram os corpos mortos, exangues, naturalmente eles pensaram em ataques de vampiros. O rumores se espalharam.
Em 1610 ela foi presa após tentativa de matar garotas de origem nobre; aparentemente ela foi acusada de bruxaria, não de vampirismo "per se". Mas as vítimas foram encontradas em seu castelo, todas elas sem sangue. O servo foi condenado à morte pelas autoridades e Elizebeth foi aprisionada no quarto em seu castelo nos Montes Cárpatos até sua morte, anos depois. As únicas evidências reais das atrocidades de Bathory foram recontadas em seus dois julgamentos em 1611 - porém como ela nunca foi liberada para aparecer pessoalmente na corte, apenas seu servo apareceu. Então, muitos mitos à respeito dela continuaram a aparecer. Mesmo hoje em dia, tem quem diz que pode-se ver o fantasma dela em sua terra natal, nos Cárpatos, vagueando pela noite... em busca de sangue!
A estória de Elizebeth Bathory demonstra como o mito do vampiro pode ser aumentado pela má interpretação das ações da vida real e de comportamento criminoso alimentado pela ignorância dos crentes.
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DRACULA (o real)
Existem outras estórias escritas no séc.XIX sobre vampiros anteriores à obra de Bram Stoker. Existia "O vampiro" de John Polidori, em 1819, com seu personagem vampiro herói/vilão Lord Ruthven, que era na verdade modelado a partir do famoso poeta Lord Byron. Como produto da mesma safra de escritos que tinha também Frankenstein, de Mary Shelley, Polidori desenvolveu um conto assustador de vampiro baseado em sugestões de Lord Byron. Alguns crêem que o próprio Byron escreveu a estória, mas não é o caso... Polidori o escreveu.
Então veio Carmilla, escrita em 1872 por um irlandês chamado Joseph Sheridan Le Fanu; sem dúvida que esse trabalho influenciou o trabalho de Stoker. Porém, no conto de Fanu, a vampira é uma mulher.
Houve também uma ficção inglesa de 1847 chamada "Varney, o vampiro". Era um autêntico conto de terror da época, mas de qualidade questionável.
O Dracula de Bram Stoker, porém, é o melhor dos contos de vampiros. Hoje, mais de um século após sua criação em 1897, Dracula ainda é um arquétipo de vampiro. Porém, existem na verdade dois Draculas. Um é fictício, o de Stoker. O outro é real. Ele foi conhecido como Vlad, O Empalador, ou - como seu pai chamava-se Dracul (que significa dragão, ou demônio) - ele era também conhecido como Dracula, que significa "filho de Dracul".
Vlad Dracula era um príncipe romeno real que viveu no séc. XV e era notável por suas campanhas militares contra os turcos. Na Romênia, ele até hoje é um herói. (Aliás, o exército romeno atual o homenageou batizando o moderno helicóptero de assalto de AH1 RO-Dracula.) Vlad tinha também prazer em assassinatos em massa e sua forma favorita de matar inimigos era empalando-os. Era como uma espécie de crucificação, mas ao invés de erguer a vítima em uma cruz, a vítima era empalada, de baixo para cima por uma longa lança de madeira. Em outras palavras, a estaca era enfiada no corpo verticalmente. O corpo então era mostrado à Vlad Dracula, que se deliciava em almoçar em meio à uma floresta de corpos empalados. Alegam que Vlad matou certa vez 20.000 turcos dessa maneira e os colocou enfileirados, como espantalhos, para assustar seus inimigos. Vlad não tinha limites para suas técnicas de empalamento. Ele também gostava de cozinhar suas vítimas e cortar-lhes as cabeças.
Se Vlad Dracula era um verdadeiro vampiro, não parecia. Mesmo assim, de acordo com as contagens recentes de Dracula (McNally e Florescu em "Busca por Dracula"), Vlad realmente usava o sangue de suas vítimas como molho para suas refeições, onde mergulhava seu pão. Isso foi dito também no documento chamado "A história do sanguinário maluco chamado Vlad da Valáquia", escrito em 1463 e somente descoberto recentemente. Então, após tudo isso, é possível que Vlad gostava de consumir sangue humano.
Influenciado pelo Vlad Dracula, o vampiro que Bram Stoker criou era mais baseado, e, francamente, mais feio do que os vilões das filmagens típicas. Como já foi dito, o filme alemão de 1922 "Nosferatu" mostra Dracula como Bram Stoker gostaria que ele fosse. Lembre-se de que os vampiros, de acordo com as lendas, são essencialmente feios, fedidos... apenas corpos não decompostos; Stoker e o filme de 1922 seguiram essa tradição do "vampiro grotesco", que se diferencia das suaves e sensuais versões modernas do mito.
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VAMPIROS DESMISTIFICADOS
Do mundo paranormal, vem uma possível explicação para os vampiros aterrorizarem a terra pela noite, mas voltarem para seus caixões durante o dia: pode ser o fenômeno da projeção astral. Isso acontece quando a contraparte de um corpo físico viaja para o plano astral, o plano de existência logo acima de nosso tridimensional mundo material. O corpo astral pode deixar o físico numa experiência "fora do corpo" e viajar por aí. (no caso do vampiro, em busca de sangue)
Junto com os psicóticos assassinos ocasionais que acham que são vampiros e os cultistas modernos que pretendem ser vampiros, existem algumas bases científicas para o que "aparentemente" é o vampirismo. Daniel C.Scavone delineou muitas dessas "possibilidades" em seu livro "Vampiros", de 1990.
Alguns escritores atuais teorizam que provavelmente algumas pessoas que foram acusadas de vampirismo no passado na verdade sofriam do distúrbio médico chamado hoje em dia de PORPHYRIA. O corpo das pessoas nesse estado não produzem hemoglobinas (glóbulos vermelhos) suficientemente. Essa disfunção podia causar alguns "sintomas" que os povos ignorantes da Idade Média concluíam como casos de vampirismo. Desnecessário dizer que as pessoas acometidas pela porphyria não se tornavam vampiros; a teoria da porphyria (elaborada por McNally e Florescu em seu "Busca por Dracula") aparece meramente como uma tentativa de explicar as crenças irracionais dos ignorantes.
Outra disfunção que poderia causar suspeitas nos povos antigos era a anemia extrema. Nesses casos, o paciente tem poucos glóbulos vermelhos e hemoglobina. Um dos sintomas graves da disfunção é a pele pálida - claramente um sinal de vampirismo, diriam os ignorantes.
Catalepsia é outra condição médica que pode se passar por "vampirismo". O paciente sofre uma forma de paralisia temporária e parece estar morto. E é muito possível que várias pessoas foram enterradas vivas com catalepsia. A pessoa nesse estado mantém sua visão e audição, mas, incapaz de mover um músculo sequer, ela fica impossibilitada de pedir ajuda. Se a pessoa sai desse estado de paralisação antes de um enterro prematuro, o resultado pode ser confundido com caso de vampirismo. Imagine uma testemunha assistindo um "cadáver" lutando para se libertar de seu caixão... Qualquer um que não conhecesse a catalepsia (a maioria das pessoas) temeria por sua vida e gritaria que estava vendo um vampiro voltando da morte!
Existem vários outros distúrbios do sangue ou da mente que podem alimentar as lendas antigas do vampirismo. Várias doenças de pele ou outras desfigurações poderiam fazer os antigos povos a acreditarem estar vendo um vampiro.
Então aí está o fator psicológico. Se a população já acreditava no mito do vampiro, pois eles já transmitiam o mito como fato, e se a população não sabia nada de ciência, então, como nós esperaríamos que eles explicassem esse fenômenos? A crença do vampiro cresceu por falta de explicações. A ignorância e o medo reforçaram o mito baseado na superstição.
Qualquer que seja o fato, que os vampiros são seres sobrenaturais (pouco provável) ou lendas baseadas em alguns fatos não relatados (possível) ou puras fabricações da fantasia misturada com superstição (altamente possível), a imagem popular do vampiro é um reflexo dos sinais dos tempos. Ver um vampiro pelo prisma de qualquer período da história humana pode ser um teste Rorschach para nossa sociedade, revelando mais sobre nós mesmo do que sobre os vampiros.
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A noção popular do vampiro é largamente baseada no clássico filme "Dracula", de 1931, com Bela Lugosi. Em nossas mentes, o vampiro é sofisticado, europeu, geralmente um nobre, que vive num castelo sempre leva uma "vida" de luxo, cercado de coisas finas... mas que nunca bebe... VINHO. O vampiro tem gosto por "algo mais", e é isso que realmente o separa de nós. O SANGUE. O vampiro deve beber sangue fresco tirado de pessoas vivas, pois ele não o tem.
Em tempos mais recentes, o conceito do vampiro veio para a América, para Nova Orleans. O Lestat de Anne Rice e seus companheiros do filme e livro "Entrevista com o Vampiro" também são sofisticados, mas diferentes do Conde Dracula. Eles são inteligentes, elegantes, cultos, mas também selvagens. E mais: eles são sensuais e atraentes. Este é um elemento significante de nosso conceito moderno de vampiro, o elemento que o separa dos "outros monstros": Vampiros possuem SEX-APPEAL.
Mas a sede de sangue e o erotismo não são os únicos aspectos do vampiro. E também não são a chave. O elemento chave do vampiro é a morte. As questões eternas dos humanos sobre a morte, nossa ansiedade e nossos pesadelos sobre essa inevitabilidade (de morrer) alimenta as estórias de vampiros.
"O sangue é vida", disse o Dracula encarnado por Bela Lugosi (uma frase bíblica, aliás). E essa antiga discussão sobre vida, morte e sangue é o que explica a antiguidade do mito também. O primeiro vampiro não foi Conde Dracula. Os primeiros vampiros tiveram suas origens séculos antes de Cristo. Cristo aliás, que tem sido o grande adversário dos modernos vampiros "satânicos" - lembre-se, os vampiros tremem diante da cruz sagrada.
A lenda do vampiro data das primeiras civilizações, como os Assírios, os Babilônicos, e outros povos do Oriente antigo. O vampiro original não era o suave e sofisticado aristocrata europeu que conhecemos hoje.
O vampiro, em sua origem, era um monstro.
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VAMPIROS HISTÓRICOS
Como o vampiro surgiu? Como todas as lendas, a exata data da origem é desconhecida, mas a evidência do conto do vampiro pode ser encontrada com os antigos Caldeus na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, e com escritos Assírios no barro ou em pedras. A terra dos Caldeus também é chamada de Ur dos Caldeus, que era a terra de origem de Abraão, na bíblia.
"Lilith" foi possivelmente uma vampira da bíblia hebraica e suas interpretações. Embora ela seja descrita no livro de Isaías, suas raízes são mais parecidas com a demonologia babilônica. Lilith era um monstro que atacava de noite, com a aparência de uma coruja. Ela gostava de caçar, e sempre procurava matar recém- nascidos ou mulheres grávidas. Lilith era a esposa de Adão antes de Eva, mas foi endemoniada por se recusar a obedecer Adão. (Ou, em outro ponto de vista, quis direitos iguais aos de Adão.) Naturalmente, ela foi considerada demoníaca por seus desejos radicais e se tornou uma vampira que eventualmente atacava os filhos de Adão e Eva, ou seja, seus descendentes humanos. Nós.
Referências sobre vampiros podem ser encontradas em muitos países, e alguns estudiosos acreditam que isso indica que foram criadas independentemente em cada país, e não passadas de um para outro. Cada um tinham suas particularidades.
Vampiros aparecem na Grécia, Roma e Egito. Os antigos gregos acreditavam em strigoi ou lamiae, que eram monstros que comiam crianças e bebiam seu sangue. Lamia, na mitologia, era a amante de Zeus, mas a esposa de Zeus, Hera, lutou contra ela. Lamia enlouqueceu, e matou seus próprios filhos. À noite, ela perseguia as crianças humanas para matá-las também.
Um conto conhecido tanto por gregos quanto por romanos, por exemplo, diz respeito ao casamento de um jovem chamado Menippus. No casamento, um convidado, que era um filósofo chamado Apollonius de Tyana, observou cuidadosamente a noiva, que era muito bonita. Apollonius finalmente acusou a noiva de ser uma vampira, e de acordo com a estória (que seria mais tarde contada por um estudioso chamado Philostratus) a mulher confessou ser vampira. Alegou-se que ela planejava se casar com Menippus meramente para ter sua riqueza e uma fonte de sangue fresco para beber.
Relatos vampíricos aparecem na antiga China, onde existiam monstros chamados kiang shi. Na Índia e no Nepal os vampiros também existiam, ao menos como lendas. Pinturas ancestrais nas paredes das cavernas mostram criaturas bebedoras de sangue; o "Lorde da Morte" nepalês é mostrado segurando uma taça em formato de crânio, cheia de sangue. Algumas dessas pinturas nas paredes são de 3000 a.c. Rakshasas são descritos pelas antigas e sagradas escrituras indianas como "Vedas". Essas escrituras (cerca de 1500 a.c) desenham os rakshasas (ou destruidores) como vampiros. Também existia na Índia antiga um monstro chamado Baital, que, como um morcego, era desprovido de sangue próprio.
Outro povo antigo da Ásia, os Malaios, acreditavam num tipo de vampiro chamado "Penanggalen". Essa criatura consistia numa cabeça humana com tripas intestinais que deixavam o corpo e procuravam por sangue alheio, especialmente de bebês. A criatura vivia por beber o sangue das vítimas.
Também é conhecido que os vampiros viviam no México, antes mesmo da chegada dos conquistadores espanhóis, de acordo com o renomado autor Montague Summers que em 1928 escreveu "The Vampire - His kith and kin". Ele dizia que os árabes conheciam os vampiros também. Tipos vampíricos apareceram nos "Contos das Noites Árabes", era chamado "algul", que era um zumbi que consumia carne humana.
A África, com suas religiões baseadas em espiritismo, também possuía lendas de tipos vampíricos. Uma tribo, a Caffre, acreditavam que os mortos podiam retornar e sobreviver bebendo sangue dos vivos.
No Peru também existiam essas lendas. Os canchus acreditavam que quem bebia sangue de jovens eram adoradores do Diabo.
Essas lendas vampíricas vindas de todas as partes do mundo e os medos antigos sobre morte e magia deram os poderes de sustentar a vida pelo sangue que envolvem os vampiros como os conhecemos hoje.
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VAMPIROS INTERNACIONAIS
Na ilha caribenha de Granada, existe a Loogaroo. É uma mulher que, reza a lenda, fez um acordo com o diabo. Ela ganharia as habilidades mágicas apenas se desse sangue ao demônio todas as noites. O termo Loogaroo possivelmente vem da criatura mitológica francesa Loup-garou, que era um tipo de lobisomem, mas acreditam que o termo também foi misturado com Vudu africano.
A Loogaroo podia deixar sua pele e transformar-se em chamas que assombravam a noite procurando sangue para o demônio. Após pegar sangue suficiente, ela podia retornar à sua pele e voltar à forma humana. Essa criatura era aparentemente compulsiva e tinha que parar para contar grãos de areia espalhados no chão. Uma das defesas contra ela era deixar uma pilha de arroz ou areia perto da porta de entrada. Esperáva-se que a Loogaroo perdesse muito tempo contando os grãos e o Sol aparecesse, forçando a criatura a voltar à sua pele e esquecer do ataque.
A Loogaroo é um exemplo de como uma crença vampírica pode ser resultante de uma combinação de outras - ela é uma combinação de Francês e Africano. A Loogaroo também mostra que nem todos os vampiros descendem dos povos eslavos, apesar de muitos parecerem que sim. Como os vampiros são encontrados em muitos lugares, naturalmente eles tem muitos nomes.
O termo vampir era usado na Rússia e em outras terras eslavas, como a Polônia e Sérvia. A palavra vampir possivelmente derivou da linguagem Magyar (Húngara) e também parece que a palavra russa significa "beber".
Vrykolakas eram o termo grego para vampiro. O vampiro grego era uma pessoa que fosse excomungada pela Igreja Ortodoxa.
Ekimmu era um espírito vampiro da Babilônia que se levantava da morte quando faminto, especialmente se os tolos humanos esquecessem de deixar comidas como sacrifícios perto de suas tumbas. Quando faminto ele retornava à Terra atrás de sangue humano.
Murony era o vampiro da Valáquia, um metamorfo e bebedor de sangue. Podia se transformar em gato, cão, insetos ou outras criaturas. Uma pessoa que morria inesperadamente era altamente suspeita de ser tornar um vampiro. Mortes súbitas era assumidas como obras de vampiros. As vezes um grande prego era atravessado no crânio do defunto para evitar que ele voltasse da tumba. O Murony também se pareciam com lobisomens, um humano que podia se tornar um cão ou lobo de noite, e caçar outros animais.
Vampiros lituânios aparentemente bebiam sangue. A palavra wempti significa "beber".
A palavra inglesa vampire (também escrita "vampyre") foi vista pela primeira vez no início de 1700. Sua exata origem é desconhecida. Sua raíz vem da palavra turca " uber", que significa "bruxa". Essa palavra passou por uma transformação em tons eslavos, e soou como "upior" ou "upyr", e então resultou em "vampyre", "vampir" e então, "vampire".
Em sânscrito, o monstro era "Baital". Existem outros termos para esse monstro, do espanhol "vampiro", e Latim "vampyrus", para o inquestionável germânico "Blutsaeuger" (literalmente, sanguessuga) e o francês "Le Vampire".
"Nosferatu" é outro termo para vampiro vindo do leste europeu, ou ao menos se acredita nisso. É uma das mais curiosas palavras dos vampiros. O termo veio para o mundo com o irlandês Bram Stoker e seu livro "Dracula". Mais tarde, em 1922, a palavra volta com o primeiro filme sobre o maligno conde da Transylvania, chamado, é claro, de "Nosferatu".
A palavra nosferatu, porém, talvez não seja uma palavra eslava. E talvez nem seja uma palavra real de fato. David J. Skal, um moderno pesquisador de vampiros, acredita que a palavra nosferatu foi um erro ou alteração da palavra romana "nesuferit", que vem do Latim, e significa "não sofrer" ou mesmo "intolerável", palavras que descrevem uma personalidade vampírica agressiva. Parece que Bram Stoker descobriu a palavra enquanto fazia a pesquisa para seu livro Dracula. Ele aparentemente leu um conto de 1885 chamado Superstições da Transylvania por Emily Laszowska Gerard, onde ela usou o termo "nosferatu" ao invés de "nesuferit". Também é possível que "nosferatu" seja uma variante de "nesuferit".
Seja qual for a verdade, o termo "nosferatu" hoje é largamente usado para designar vampiros por que o diretor F.W.Murnau usou esse nome em seu filme de 1922.
Outra interpretação vem da autora Manuela Dunn-Mascetti, que diz que a palavra pode ser relacionada ao termo romeno "o impuro" - necuratul. As pessoas da Transylvania (que é o lugar situado entre os Montes Cárpatos da Romênia) crêem que num ser chamado nosferatu (ou vampiro) - um termo que tem conotação demoníaca.
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VAMPIROS E A IDADE DAS TREVAS
Por toda a história a lenda do vampiro foi sendo usada para "explicar" outros fenômenos naturais que os povos primitivos sem conhecimentos científicos não conseguiam explicar de outra maneira. Possivelmente a mais espantosa lenda foi a associação dos vampiros com a Peste Negra na Idade Média na Europa.
A Peste Negra, como era conhecida, na verdade era a Peste Bubônica espalhada por ratos e pulgas. A Peste (que, diferentemente dos vampiros, vieram do Oeste) matou 1/3 da população européia em 1300. O povo da época, porém, associou as mortes com os vampiros. De alguma maneira eles acreditavam que a morte "trabalhava" para os monstros; talvez os vampiros espalhassem a Peste, eles pensavam assim. Em alguns casos as pessoas acreditavam que um doente voltava da morte como vampiro e matava uma vítima (que morreria pela Peste). Alternadamente, acreditavam que um inimigo morto podia retornar e matar alguém, tornando-o um vampiro também. Muitas tumbas foram reabertas e os corpos "suspeitos" foram mutilados para "matar" os vampiros...
Alguns métodos da época beiravam o absurdo. Por exemplo, uma virgem era montada nua num cavalo, e o cavalo era obrigado a passear por entre um cemitério. Se o cavalo (que aparentemente, era mais inteligente que as pessoas) decidisse não passar por determinada tumba, eles assumiam que era uma tumba de vampiro. O corpo era imediatamente exumado e mutilado para "matar" o vampiro e, claro, também para parar a Peste que devastava a região.
Algumas das crenças mais idiotas envolviam métodos usados para matar vampiros ou parar a epidemia do vampirismo. É importante lembrar, porém, que essas crenças parecem idiotas HOJE, mas, na idade da ignorância, pessoas desesperadas eram muito suscetíveis ao poder das superstições.
Os corpos às vezes eram enterrados de bruços. Se o corpo se transformasse em vampiro, ele tentaria escavar para sair do seu caixão, e iria escavar o chão abaixo, pois olhava para o lado errado... Estacas de madeira às vezes eram colocadas no chão acima do caixão, e o corpo que se levantasse se espetaria sozinho nas estacas... com um pouco de sorte elas atravessariam seu coração.
Os corpos também, às vezes, eram enrolados em panos e roupas, para dificultar sua saída do caixão. E as pernas e braços eram amarrados com uma corda.
Pedras enormes também eram colocadas em cima dos caixões, para prevenir o retorno do defunto (talvez isso explique a origem das modernas lápides?). E é importante notar que os antigos povos acreditavam que o vampiro era um tipo de fantasma, que transcendia o caixão. Qual a melhor maneira de se manter um fantasma no caixão, do que selá-lo em pedra?
O processo natural da decomposição às vezes convenciam as pessoas de que defuntos podiam se tornar vampiros:
os cabelos e unhas continuavam a crescer( indicava a continuidade da vida);
o cadáver inchava pela ocorrência natural de gases no corpo, (indicava que ele se alimentava dos vivos);
sangue às vezes aparece nos cantos da boca como resultado da decadência do corpo (indicava que ele tinha bebido sangue);
a aparência grotesca de um cadáver decomposto e de pele pálida (indicava uma fome vampírica por sangue).
O povo ignorante também usavam das superstições para frustrar ataques vampíricos. Duas das mais conhecidas substâncias utilizadas para se afastar os vampiros são o acônito, e, claro, o alho. Uma teoria popular durante a Idade Média acreditava que o cheiro horrível da morte era relacionado com a causa da morte, especialmente durante a Peste Negra, e que a morte tinha relação com os vampiros. Por isso, utilizavam das ervas para contra-atacar o cheiro da morte, e consideravam o aroma potente do alho. Também, durante as eras, o alho era usado como erva medicinal pelos antigos romanos. Ironicamente, a ciência moderna também acredita que o alho pode ajudar as pessoas a se recuperarem, em alguns casos.
As pessoas desenvolviam métodos estranhos quando o assunto era vampirismo. Alguns acreditavam que se um gato preto ou cão pulasse por cima de um corpo, ele se tornaria um vampiro. Em contos bucovinianos, uma estaca de madeira devia ser enfiada no peito dos que se suicidavam; pois o suicídio era uma das causas do vampirismo. Em muitas culturas, incluindo a antiga Inglaterra, as pessoas que cometiam suicídio eram enterradas em encruzilhadas para prevenir que o defunto voltasse como um vampiro.
Vários povos tinham vários métodos para destruir vampiros. Em algumas nações eslavas, uma estaca de madeira, atravessada no peito, matava a criatura - esse era o método favorito de todos, uma estaca através do coração. Em outros lugares, porém, a madeira usada tinha que ser de determinadas árvores. Por exemplo, madeira de carvalho fazia o trabalho na Silésia... enquanto madeira de espinheiro branco era requerida na Sérvia.
Além disso, as cabeças dos defuntos suspeitos de vampirismo era decapitadas. Às vezes, os corpos também eram jogados dentro de poços d´água ou queimados.
Essas crenças foram baseadas na ignorância geral da população, mas uma das maiores tragédias da lenda dos vampiros, foi a real ascendência da crença e do mito vampiro, que pode ter sido ajudada pelos feitos (crimes) da religião organizada.
A Igreja na Europa durante a Idade Média chegou a reconhecer a existência de vampiros e os transformou de mitos pagãos em criaturas do demônio. O vampiro teve sua credibilidade reforçada pela existência das doutrinas cristãs como vida após a morte, a ressurreição do corpo e a "transubstanciação". Esse era um conceito baseado na Santa Ceia em que o "pão e vinho" durante a Comunhão que transubstanciou-se no sangue e corpo do Cristo.
A Igreja durante a Idade Média deu credenciais para a crença nos vampiros, e concluiu também que podiam parar o vampirismo, reforçando essa opinião dois séculos depois, em 1489 como o livro "Malleus Maleficarum" Esse livro foi escrito para se lidar com bruxas, mas também podia ser aplicado contra vampiros malignos. Infelizmente, muitas pessoas inocentes caíram vítimas desse documento, e foram torturadas e executadas. Esse livro, conhecido como "O martelo contra as bruxas na Inglaterra" foi utilizado para identificar e perseguir pessoas que supostamente faziam pactos com o diabo.
Dois séculos depois disso, a evidência de que a Igreja ainda acreditava em vampiros foi encontrada nos escritos do teólogo Leo Allatius. Como estudioso da Igreja, ele estudou os Vrikolakas, os vampiros gregos. Em um documento de 1645 ele conclui que alguns vampiros são resultados da excomungação. A prova de vampirismo grego é a falta de decomposição do corpo, indicando que ele não pode deixar o plano terrestre. Um corpo inchado também era evidência de possível vampirismo. Como alguns corpos não se decompunham rapidamente, pela química do solo ou temperatura do ar, e também alguns inchavam pelo processo natural de produção de gases no organismo morto, muitos cadáveres foram erroneamente nomeados como vampiros. Em contra- partida, a incorruptibilidade - incapacidade do corpo de se decompor - era sinal de santidade do cadáver. A diferença era que o vampiro não apenas se decompunha, mas também ficava grotescamente pálido, enquanto que os "corpos sagrados" permaneciam perfeitamente intactos, como se ainda vivessem. E também, vampiros cheiravam muito mal, enquanto os corpos sagrados não.
Também existia uma crença comum entre os antigos cristãos gregos que um padre ou bispo que excomungasse um agente do mal preveniria o tal corpo da decomposição, uma vez que a alma não estava livre para ascender aos céus, e sim solta na terra para vagar até receber o perdão de seus pecados. Na Igreja do Ocidente essa crença também era seguida. Existiu o caso do Arquibispo de Brehme, no século X, Santo Libentinus. Ele havia dito que excomungou alguns piratas, e o corpo de um deles foi descoberto vários anos depois, sem sinais de decomposição. Aparentemente, é pedido o perdão dos pecados por um bispo antes que o corpo se dissolva em cinzas. Os clérigos eram capazes de fazerem ou matarem um vampiro através de absolvição e excomungação.
Leo Allatius foi um dos primeiros estudiosos a declarar oficialmente que os vampiros eram crias do demônio e que eles rondavam as noites.
A prova de que a Igreja tinha poder sobre os vampiros (lembre-se de que vampiros fugiam de crucifixos e cruzes sagradas, se bem que os modernos vampiros são menos susceptíveis à esses símbolos) data desde a Inglaterra medieval. Um escritor chamado Willian de Newburgh discutiu o caso de um homem que morreu no séc XII a.C. Supostamente, ele se reergueu da tumba para desespero de sua esposa. Após causar muita confusão com os moradores do vilarejo e com os clérigos, o bispo da região perdoou por escrito todos os pecados passados do cadáver. O caixão foi aberto, e o documento foi colocado em cima do corpo do "vampiro". As pessoas ficaram surpresas - ou nem tanto - em ver que o corpo estava sem nenhum sinal de decomposição, provando o vampirismo. Mas, para a felicidade geral, assim que o perdão foi colocado no caixão, o vampiro desapareceu. Note que esse método de exorcizar o vampiro com um documento oficial da Igreja é bem mais sutil que os métodos utilizados na época, como a decapitação, queimar o corpo, arrancar o coração ou mesmo atravessá-lo com uma estaca de madeira.
Por volta de 1700 a universidade Sorbonne de Paris se oporia formalmente à prática comum de se mutilar corpos mortos para evitar os vampiros. A Sorbonne (onde o renomado escritor Voltaire uma vez ficou chocado ao ver uma discussão sobre a legitimidade do vampiro mitológico) finalmente tomou uma atitude aparentemente radical alegando que a prática de se mutilar corpos mortos era baseada em superstições irracionais.
A crença em vampiros, contudo, não seguia sem criticas inteligentes. Dom Agostine Calmet, um monge beneditino francês, escreveu um livro em 1746 que desafiava a questão da existência dos vampiros, chamado comumente de "O Mundo Fantasma". Calmet desafiava as superstições da época e pedia provas antes da aceitação das lendas. Ele duvidava especialmente das proezas sobre-humanas dos vampiros, como voltar da morte. Ele também analisou e criticou as supostas "epidemias vampíricas" da Europa, questionando suas bases na realidade.
Então os séculos de ignorância e superstições deram a vez à Idade da Razão, e vieram os métodos científicos. Hoje a medicina pode provar que as pragas, como a Peste Negra, não foram espalhadas por demônios, nem vampiros metafísicos, mas de maneira bem física, diria microscópica, de maneira biológica.
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O DEMÔNIO ROMÂNTICO
Marie Laveau, a famosa rainha voodoo de Nova Orleans, do século 19, uma vez disse ser vampira. Não, ela não era. Mas um notável escritor do início de 1800, Lafcadio Hearn, disse que ela era - ao menos isso é o que especulamos. Ele provavelmente estava falando da filha dela, também chamada Marie, com quem ele propositalmente viveu. Então, Mister Hearn era um romântico. Nascido na Grécia (terra dos Vrykolakas), renomado como jornalista e escritor em Nova Orleans, onde se tornou familiar com a comunidade voodoo, Lafcadio caminhou pelo lado negro, com certeza. Mas suas alegações sobre Marie Laveau não eram de todas inacreditáveis.
No voodoo em Nova Orleans no séc. XIX, o sangue dos novatos era drenado, e segundo consta, bebido. Selvagens, alguns relatos falam de crianças sendo cozinhadas em caldeirões e então comidas. Isso não acontecia, mas algumas pessoas acreditavam nisso, exatamente como alguns acreditavam que os vampiros espalharam a Peste Negra na Europa.
Mas existiam razões para se chamar Marie Laveau de vampira (poderíamos dizer, uma... vamp?). Ela era tão sensual quanto sobrenatural. E não muito diferente de Laveau, os vampiros da velha Europa carregavam a mensagem subliminar do sexo consigo, quando se reerguiam dos caixões em busca de sangue.
A mente vitoriana podia ser confrontada com a subliminar sensualidade dos vampiros através da ficção do Dracula, mas, nos tempos antigos, existiam dois demônios que não eram tão sutis quanto ao propósito de suas visitas noturnas. Esses "demônios românticos" eram os íncubus e as succubus.
Pesadelos, sobre a ótica clássica da análise Freudiana, eram relacionados com ansiedade ou repressão sexual. Mas na Idade média, visões de demônios da noite que visitavam a cama de alguém eram inquestionáveis de que se tratavam do trabalho do íncubus (masculino) e da succubus (feminino). Os íncubus/succubus eram demônios que atacavam as pessoas durante o sono. Na noite a criatura paralisava a vítima e então começava relações sexuais com ela, contra a vontade da vítima, claro. Essa crença nesses demônios noturnos é explicada hoje como a racionalização da repressão sexual perpetrada pela opressão da Igreja, ao menos, por um ponto de vista. A lenda do vampiro não é muito diferente dos contos de íncubus/succubus, salvo a diferença que os vampiros bebem o sangue, ao invés de não manterem relações sexuais com suas vítimas.
Alguns diziam que uma succubus era essencialmente uma linda, porém demoníaca, metamorfa que assumia a forma feminina que mais agradasse a vítima masculina, na ânsia de reproduzir com ele pequenos demônios. Então, uma vamp! Outros diziam que uma succubus se transformava num íncubus quando transava com um homem, e voltava a ser succubus quando transava com mulheres, e por aí vai...
Os íncubus/succubus eram usualmente associados com a bruxaria. Um livro de 1584 chamado Descobertas da Bruxaria, de Reginald Scot falava do fenômeno íncubus/succubus e declarava ter visto um íncubus na cama de uma mulher. Por vezes, em outros casos, ele atribuía o demônio à imaginação. Mas basicamente alguém poderia, relutantemente, concordar em declarar que tinha tido relações sexuais com um íncubus/succubus, forçado por bruxaria. Mas assumir que tinha transado com o diabo ou com demônios era uma evidência de ser uma bruxa. E eles matavam bruxas.
É interessante notar que as pessoas acreditavam que existiam diferentes "classes" de demônios, alguns mais exaltados que os outros. Os íncubus/succubus eram inferiores na hierarquia dos demônios.
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A CONDESSA DE SANGUE
Suposições para o mito vampírico podem ser encontradas historicamente, extrapoladas por alguns fatos extraordinários. Como o caso da "Condessa de Sangue".
Os modos da Condessa húngara do século XVI chamada Elizebeth Bathory poderiam rivalizar com as histórias de terror de qualquer país. Seus crimes eram malignos além da descrição, e às vezes ela parecia mais insana que o próprio diabo. Quando estava fazendo pesquisa para seu livro sobre vampiros, Bram Stoker encontrou um livro chamado "O livro dos Lobisomens" do Reverendo Sabine Baring-Gould. (autores Raymond McNally e Radu Florescu sugerem que o verdadeiro Dracula - sim, existiu um - pode ser relacionado à Bathory e o lado húngaro de sua família). Nesse trabalho foi descrito os modos sinistros da chamada Condessa de Sangue. E parece que essa estória, entre outras coisas, deu inspiração à Stoker para sua visão do Conde Dracula. E é fato que o primo de Elizebeth, Stephen Bathory, seria um dia proclamado príncipe na Transylvania.
Elizebeth era uma mulher bem-educada e esperta, mas possuía um vestígio de crueldade. Aparentemente temendo por sua mortalidade após a morte do marido, ela tornou-se sádica com seus criados e eventualmente buscava se não por longevidade, então ao menos pela eterna juventude de sua pele, banhando-se em sangue. Elizebeth aprendeu a arte da tortura com seu marido, um soldado acostumado a brutalizar os turcos prisioneiros de guerra. Bathory assassinou muitas mulheres, algumas vezes ajudada em seus métodos brutais por seus escravos (não muito diferente do Dracula ficcional, que comandava seus próprios servos para fazerem o trabalho sujo).
Bathory espancava suas vítimas e as mutilava também. Ela também congelava mulheres nas neves de inverno perto de seu castelo, chamado Csejthe, derramando água gelada nelas. Houveram também atos de canibalismo, como uma vez em que a Condessa mordeu várias vezes uma serva ainda viva. Também há relatos de que a Condessa literalmente se banhava em sangue de garotas virgens na esperança de permanecer sempre jovem. (Ainda que, ao menos uma das fontes diz que os tais "banhos de sangue" são mais ficção que realidade.) Mesmo assim, está muito claro que a Condessa húngara Elizebeth Bathory realmente existiu e que ela também cometeu tais crimes. Outra fonte diz que ela bebeu o sangue de 650 garotas, que também foram assassinadas.
Com a contagem de corpos crescendo, os servos de Bathory jogavam os corpos para fora do castelo. Quando o povo do local encontraram os corpos mortos, exangues, naturalmente eles pensaram em ataques de vampiros. O rumores se espalharam.
Em 1610 ela foi presa após tentativa de matar garotas de origem nobre; aparentemente ela foi acusada de bruxaria, não de vampirismo "per se". Mas as vítimas foram encontradas em seu castelo, todas elas sem sangue. O servo foi condenado à morte pelas autoridades e Elizebeth foi aprisionada no quarto em seu castelo nos Montes Cárpatos até sua morte, anos depois. As únicas evidências reais das atrocidades de Bathory foram recontadas em seus dois julgamentos em 1611 - porém como ela nunca foi liberada para aparecer pessoalmente na corte, apenas seu servo apareceu. Então, muitos mitos à respeito dela continuaram a aparecer. Mesmo hoje em dia, tem quem diz que pode-se ver o fantasma dela em sua terra natal, nos Cárpatos, vagueando pela noite... em busca de sangue!
A estória de Elizebeth Bathory demonstra como o mito do vampiro pode ser aumentado pela má interpretação das ações da vida real e de comportamento criminoso alimentado pela ignorância dos crentes.
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DRACULA (o real)
Existem outras estórias escritas no séc.XIX sobre vampiros anteriores à obra de Bram Stoker. Existia "O vampiro" de John Polidori, em 1819, com seu personagem vampiro herói/vilão Lord Ruthven, que era na verdade modelado a partir do famoso poeta Lord Byron. Como produto da mesma safra de escritos que tinha também Frankenstein, de Mary Shelley, Polidori desenvolveu um conto assustador de vampiro baseado em sugestões de Lord Byron. Alguns crêem que o próprio Byron escreveu a estória, mas não é o caso... Polidori o escreveu.
Então veio Carmilla, escrita em 1872 por um irlandês chamado Joseph Sheridan Le Fanu; sem dúvida que esse trabalho influenciou o trabalho de Stoker. Porém, no conto de Fanu, a vampira é uma mulher.
Houve também uma ficção inglesa de 1847 chamada "Varney, o vampiro". Era um autêntico conto de terror da época, mas de qualidade questionável.
O Dracula de Bram Stoker, porém, é o melhor dos contos de vampiros. Hoje, mais de um século após sua criação em 1897, Dracula ainda é um arquétipo de vampiro. Porém, existem na verdade dois Draculas. Um é fictício, o de Stoker. O outro é real. Ele foi conhecido como Vlad, O Empalador, ou - como seu pai chamava-se Dracul (que significa dragão, ou demônio) - ele era também conhecido como Dracula, que significa "filho de Dracul".
Vlad Dracula era um príncipe romeno real que viveu no séc. XV e era notável por suas campanhas militares contra os turcos. Na Romênia, ele até hoje é um herói. (Aliás, o exército romeno atual o homenageou batizando o moderno helicóptero de assalto de AH1 RO-Dracula.) Vlad tinha também prazer em assassinatos em massa e sua forma favorita de matar inimigos era empalando-os. Era como uma espécie de crucificação, mas ao invés de erguer a vítima em uma cruz, a vítima era empalada, de baixo para cima por uma longa lança de madeira. Em outras palavras, a estaca era enfiada no corpo verticalmente. O corpo então era mostrado à Vlad Dracula, que se deliciava em almoçar em meio à uma floresta de corpos empalados. Alegam que Vlad matou certa vez 20.000 turcos dessa maneira e os colocou enfileirados, como espantalhos, para assustar seus inimigos. Vlad não tinha limites para suas técnicas de empalamento. Ele também gostava de cozinhar suas vítimas e cortar-lhes as cabeças.
Se Vlad Dracula era um verdadeiro vampiro, não parecia. Mesmo assim, de acordo com as contagens recentes de Dracula (McNally e Florescu em "Busca por Dracula"), Vlad realmente usava o sangue de suas vítimas como molho para suas refeições, onde mergulhava seu pão. Isso foi dito também no documento chamado "A história do sanguinário maluco chamado Vlad da Valáquia", escrito em 1463 e somente descoberto recentemente. Então, após tudo isso, é possível que Vlad gostava de consumir sangue humano.
Influenciado pelo Vlad Dracula, o vampiro que Bram Stoker criou era mais baseado, e, francamente, mais feio do que os vilões das filmagens típicas. Como já foi dito, o filme alemão de 1922 "Nosferatu" mostra Dracula como Bram Stoker gostaria que ele fosse. Lembre-se de que os vampiros, de acordo com as lendas, são essencialmente feios, fedidos... apenas corpos não decompostos; Stoker e o filme de 1922 seguiram essa tradição do "vampiro grotesco", que se diferencia das suaves e sensuais versões modernas do mito.
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VAMPIROS DESMISTIFICADOS
Do mundo paranormal, vem uma possível explicação para os vampiros aterrorizarem a terra pela noite, mas voltarem para seus caixões durante o dia: pode ser o fenômeno da projeção astral. Isso acontece quando a contraparte de um corpo físico viaja para o plano astral, o plano de existência logo acima de nosso tridimensional mundo material. O corpo astral pode deixar o físico numa experiência "fora do corpo" e viajar por aí. (no caso do vampiro, em busca de sangue)
Junto com os psicóticos assassinos ocasionais que acham que são vampiros e os cultistas modernos que pretendem ser vampiros, existem algumas bases científicas para o que "aparentemente" é o vampirismo. Daniel C.Scavone delineou muitas dessas "possibilidades" em seu livro "Vampiros", de 1990.
Alguns escritores atuais teorizam que provavelmente algumas pessoas que foram acusadas de vampirismo no passado na verdade sofriam do distúrbio médico chamado hoje em dia de PORPHYRIA. O corpo das pessoas nesse estado não produzem hemoglobinas (glóbulos vermelhos) suficientemente. Essa disfunção podia causar alguns "sintomas" que os povos ignorantes da Idade Média concluíam como casos de vampirismo. Desnecessário dizer que as pessoas acometidas pela porphyria não se tornavam vampiros; a teoria da porphyria (elaborada por McNally e Florescu em seu "Busca por Dracula") aparece meramente como uma tentativa de explicar as crenças irracionais dos ignorantes.
Outra disfunção que poderia causar suspeitas nos povos antigos era a anemia extrema. Nesses casos, o paciente tem poucos glóbulos vermelhos e hemoglobina. Um dos sintomas graves da disfunção é a pele pálida - claramente um sinal de vampirismo, diriam os ignorantes.
Catalepsia é outra condição médica que pode se passar por "vampirismo". O paciente sofre uma forma de paralisia temporária e parece estar morto. E é muito possível que várias pessoas foram enterradas vivas com catalepsia. A pessoa nesse estado mantém sua visão e audição, mas, incapaz de mover um músculo sequer, ela fica impossibilitada de pedir ajuda. Se a pessoa sai desse estado de paralisação antes de um enterro prematuro, o resultado pode ser confundido com caso de vampirismo. Imagine uma testemunha assistindo um "cadáver" lutando para se libertar de seu caixão... Qualquer um que não conhecesse a catalepsia (a maioria das pessoas) temeria por sua vida e gritaria que estava vendo um vampiro voltando da morte!
Existem vários outros distúrbios do sangue ou da mente que podem alimentar as lendas antigas do vampirismo. Várias doenças de pele ou outras desfigurações poderiam fazer os antigos povos a acreditarem estar vendo um vampiro.
Então aí está o fator psicológico. Se a população já acreditava no mito do vampiro, pois eles já transmitiam o mito como fato, e se a população não sabia nada de ciência, então, como nós esperaríamos que eles explicassem esse fenômenos? A crença do vampiro cresceu por falta de explicações. A ignorância e o medo reforçaram o mito baseado na superstição.
Qualquer que seja o fato, que os vampiros são seres sobrenaturais (pouco provável) ou lendas baseadas em alguns fatos não relatados (possível) ou puras fabricações da fantasia misturada com superstição (altamente possível), a imagem popular do vampiro é um reflexo dos sinais dos tempos. Ver um vampiro pelo prisma de qualquer período da história humana pode ser um teste Rorschach para nossa sociedade, revelando mais sobre nós mesmo do que sobre os vampiros.
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